Rio de Janeiro

Memórias e histórias do carnaval da Mangueira!

  • 10560371102041473111051007673357305104626811o Andrea Casabella    há quase 6 anos Balloon-quotation

    Quando falamos em carnaval no Brasil, cada brasileiro tem uma imagem ou uma história em mente. Seja a agitação do carnaval de Salvador com seus blocos imensos e trios elétricos que atraem multidões, seja o carnaval de rua no interior de Minas Gerais com foliões pulando entre as vielas de cidadezinhas coloniais ou seja no sambódromo do Rio de Janeiro, que é um dos maiores espetáculos do mundo. Eu passei a maioria dos meus carnavais da infância no interior de Minas, mas, apesar de durante o dia me unir aos bloquinhos e aos foliões, carnaval para mim sempre foi de madrugada sentada com a minha avó assistindo aos desfiles das grandes escolas de samba cariocas.
    Minha avó, apesar da idade, preparava o café, uns pães de queijo e talvez um ou outro quitute mais e passava a madrugada inteira assistindo àquele show de samba, relembrando e me contando histórias dos carnavais passados e dos sambas-enredo. Fanática pela Mangueira, ela não ficava quieta enquanto a escola não desfilava, talvez até cochilasse entre uma e outra, mas estava de prontidão ao primeiro anúncio de “Estação Primeira de Mangueira” e, então, contava histórias de quando era jovem e de que todo ano ia ao mesmo hotel no Rio de Janeiro para assistir aos desfiles (http://www.bestday.com.br/Rio-de-Janeiro-Brasil/Hoteis/Copacabana_Ciudad_Fil/) . A cidade ficava lotada e conseguir hospedagem era concorrido, mas ela contava com a simpatia do dono que adorava as meninas de Minas Gerais.
    Hoje, depois de ela ter ido, não há samba que não me arrepie a pele e me faça pensar nela e nos seus imemoráveis carnavais que, apesar de vivenciados pela televisão, eram reais pela companhia uma da outra! No próximo ano, pela primeira vez, vou cumprir um sonho antigo: participarei do desfile e dos ensaios da escola que fazia o coração da minha vó bater em ritmo de samba e sempre contagiou o meu, porque “atrás da verde e rosa, só não vai quem já morreu” e a memória dela está sempre viva em mim!

Enviar Comentário