Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda
A Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda é quase um santuário da folia pernambucana. É onde fica boa parte dos bonecos usados no carnaval da cidade durante o ano, à espera do próximo bloco.
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O espaço fica no Alto da Sé e dá para se divertir tirando fotos com as figuras. A maioria tem cerca de 2 metros, boa parte disso só de cabeça. Eles são ocos e feitos com materiais leves, principalmente fibra de vidro, para que possam ser carregados por uma pessoa durante os desfiles. Mesmo assim, alguns pesam 25 quilos, 35, tem boneco que alcançam 50 quilos — imagina esse chumbo sobre os teus ombros?!
Você encontra bonecos de personagens históricos, artistas, políticos, músicos e figuras da cultura brasileira e internacional. Foi lá que eu tirei a minha tão ansiada selfie com o Alceu Valença, já que não vi a versão de carne e osso pelas ladeiras de Olinda (aff).
Já adianto que não é um espaço muito grande, nem tão organizado. Mas os corredores abarrotados de bonecos e o excesso de informações são parte do seu charme. Quando eu fui, em setembro de 2025, a entrada custava R$ 10 no dinheiro e pix e R$ 11 no cartão. Reserve pelo menos meia hora para essa atração.
Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda: o que você encontra lá
A La Belle de Jour da música do Alceu posa sorridente ao lado de Ariano Suassuna, a lenda da literatura que nos deixou em 2014. Algo que nem nos meus mais pernambucanos sonhos seria possível, mas acontece ali, nos corredores apertados da Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda.
Os primeiros que recebem os visitantes na atração são os gigantescos Lampião e a Maria Bonita, em um pequeno hall de entrada. Mas logo você esbarra com figuras mais contemporâneas, como o Gil do BBB 21 — "vai Brasiiiilll" — e a Fernanda Torres "totalmente premiada", produzida logo depois do sucesso internacional de Ainda Estou Aqui. Mas quando você for, pode ter outros no lugar, a Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda está sempre em transformação.
Por ali, também tem réplicas de bonecos tradicionais do carnaval de Olinda, como o Homem da Meia Noite, mas o original fica na sua se de social — ele é chique. Alguns bonecos são perfeitinhos, e destaco aqui os dentes do Ney Matogrosso o cabelo do Tony Garrido, muito convincentes.
Já outros, podiam ser mais exatos, é verdade. Eu achei o Pericles meio magrinho, abatido. E tinha bonecos que passavam uma vibe meio macabra, especialmente os palhaços. Eu fiquei cuidando pra ver se não piscariam, jurei para mim mesma que sairia correndo hehe. Ainda assim, vejo muito mais graça e personalidade nos bonecos do que nos museus de cera que já visitei pelo mundo.

Ah, não estranhe se tiver alguns anônimos pela casa também, tem moradores que pagam para fazer seu próprio boneco ou homenagear alguém. Os bonecos da Casa de Bonecos são feitos por quatro artesãos da região, incluindo Silvio Botelho, considerado o "pai dos bonecos gigantes" e criador do famoso Menino da Tarde.
A atração abre diariamente, e você pode ver mais informações neste link. E se você não for a Olinda, saiba que tem também a Embaixada de Bonecos Gigantes em Recife, na Rua Bom Jesus, com proposta muito parecida. 
Confira aqui as 7 atividades preferidas dos turistas no Recife:
Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda
Rua Bispo Coutinho,780Olinda
53120-130
https://www.instagram.com/bonecosgigantesemirinsdeolinda
Jéssica Weber
Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.