Catedral da Sé de Olinda
A Catedral da Sé de Olinda foi fundada em 1540 pelos portugueses e é um símbolo da cidade. Localizada no Alto da Sé, oferece uma das vistas mais incríveis da região de Recife, com o morro coberto de verde, a Igreja do Carmo e mar azul claro ao fundo.
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Ela segue como local de culto, com missas todos os domingos — lembrando que é a "sé", ou seja, a principal igreja da Arquidiocese de Olinda e Recife. Abre diariamente para visitação, com cobrança de ingresso (no final de 2025, custava R$ 6).

Catedral da Sé de Olinda — como é a visita
A gente recomenda demais a visita à Catedral da Sé de Olinda por sua importância histórica e pela vista linda que você tem no segundo piso e do pátio interno. Mas já vai sabendo que a manutenção deixa a desejar, começando pelo aspecto de sujeira da fachada, e que não se vê a mesma riqueza de detalhes de outras igrejas da região.
A cobrança de ingresso é feita em um balcão logo na entrada, um valor simbólico dedicado à manutenção do local. Na capela-mor, você encontra o trono episcopal, cadeiras de jacarandá cheias de detalhes e as tumbas de bispos e de um arcebispo.
Não deixe de caminhar o corredor inteiro e entrar em uma porta à direita, para acessar a área interna e o segundo piso da igreja. Lá, você deve encontrar imagens sacras e elementos litúrgicos ligados à história da Arquidiocese de Olinda. Há algumas pinturas, esculturas e painéis de azulejos, além de vestes e objetos usados por um bispo do século 19. Mas é uma visita rápida, você vê tudo em 30 minutos.
A prometida vista da Igreja do Carmo e do mar, você tem em dois pontos: através das janelas do piso superior, que servem de moldura para esse visual incrível, e no pátio interno também. Ah, dizem que o entardecer ali é lindo, mas atente que a catedral só costuma ficar aberta até as 17h.
Quem não quer subir a ladeira a pé, pode chegar de Uber até a frente da igreja ou ir de carro. Tem um estacionamento pago a poucos metros da Sé, na Rua Bpo Coutinho.

História e transformação da Catedral da Sé
A Catedral da Sé de Olinda era originalmente uma capela simples construída em taipa, no ano de 1540, e foi substituída por um templo maior em 1584, pelo terceiro Bispo do Brasil. Foi fundada com o nome de Matriz de São Salvador.
Desde então, ela passou por várias ampliações e também por transformações, que a descaracterizaram por completo. Entre os anos de 1974 e 1976, a edificação foi restaurada, readquirindo, até onde foi possível, suas feições originais de transição entre a Renascença e o Barroco (período maneirista).
- Arquitetura Barroca - Século 18 até 1910: apresentava um estilo barroco de características luso-brasileiras, marcado pela simplicidade. Esse estilo se destacava pelos traços austeros e pelo uso de pedras de cantaria em portais e janelas. A fachada era definida por sua torre lateral única, encimada por uma cúpula em forma de bulbo.
- Arquitetura Neogótica - 1911 a 1938: Com a elevação da Diocese de Olinda à Arquidiocese em 1910, a antiga catedral passou por uma significativa reforma, que transformou sua arquitetura original em estilo neogótico. Essa reforma foi iniciada buscando modernizar e adaptar a catedral ao novo status arquiepiscopal.
- Arquitetura Neobarroca - 1939 a 1974: Com a corrosão das ferragens das torres da catedral causada pela maresia ao longo dos anos, o arcebispo da época aproveitou a proximidade do II Congresso Eucarístico Nacional, em 1939, no Recife, para realizar uma grande reforma. A igreja foi transformada em estilo neobarroco, inspirado nas igrejas do Leste Europeu.
- Arquitetura meneirista - 1974 até hoje: foi realizada uma restauração da catedral. O projeto visava recuperar o estilo maneirista do século XVI, restaurando, dentro do possível, a aparência original da igreja.

Você vê todas as atrações de Olinda neste post. Pode usar o mapa abaixo para se localizar, também, tem as principais atrações no centro histórico da cidade. Tire pelo menos um turno inteiro para conhecer a região.
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Jéssica Weber
Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.