Marco Zero de Recife
O Marco Zero de Recife é o grande cartão-postal da capital pernambucana. Localizado no Recife Antigo, é um ponto de encontro para moradores e importante atração turística, cercado por prédios históricos, museus, lancherias e mercado de artesanatos, e é de onde saem os barquinhos para o Parque de Esculturas Francisco Brennand.
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Marco Zero de Recife: o que você precisa saber
Tecnicamente, o Marco Zero é o ponto de partida para medir as distâncias para todas as terras pernambucanas. É o que está escrito no círculo de bronze colocado centro, junto com os dados de latitude e longitude.
Ao redor, foi desenhada uma grande rosa dos ventos, com os nomes de astros do Sistema Solar, além dos pontos cardeais. É uma obra confeccionada com pedras de quartzo e granito pelo artista plástico pernambucano Cícero Dias.
Ela não é apenas um marco visual, mas também um símbolo poético que reforça a ideia do Recife como ponto de origem, encontro e abertura para o mundo.

É de praxe entre os turistas tirar foto no centro do Marco Zero, inclusive, costuma ter fotógrafos à disposição por lá para fazer o registro (cobrando, é claro). Mas os moradores também se apropriam demais desse local, como um ponto de encontro para realizar ou terminar eventos. Muitas famílias vão para lá passear com as crianças, levando bikes e patinetes, uma vez que o Marco Zero se interliga ao calçadão da orla do antigo porto.

No domingo que eu visitei o Marco Zero — domingos são bem movimentados no Recife Antigo —, encontrei um enorme grupo de ciclistas pela manhã, que usaram o Marco Zero como ponto de chegada, e, ao entardecer, é onde terminava um bloco de carnaval fora de época, com direito a apresentação de frevo e bonecos gigantes. Foi incrível!

O Marco Zero é um dos lugares mais movimentados do Recife Antigo e conta com câmeras de vigilância, então eu me senti mais segura que em outras ruas da região central. Mesmo assim, não custa ficar atento a celular e pertences pessoais, especialmente, se estiver em um evento que gera aglomerações.
O que fazer junto ao Marco Zero
Além de tirar a tradicional e já referida fotinho sobre a Rosa dos Ventos, tem várias atrações turísticas que rodeiam o Marco Zero.
Centro de Artesanato de Pernambuco: é considerado um dos maiores centros de artesanato do Brasil e conta com uma vista gostosa para o estuário do porto. Tem peças em pedra, argila, madeira de alto padrão, mas também dá para garimpar lembrancinhas e até roupas de designeres locais.

Palácio do Comércio: a sede da Associação Comercial de Pernambuco foi construído em 1915 e remete ao passado mercantil do Recife, ligado ao porto e às atividades econômicas que impulsionaram o crescimento da cidade. É possível fazer uma visita guiada paga, que propõe uma visita ao passado da alta sociedade recifense.
Caixa Cultural: localizado no prédio centenário que já abrigou a Bolsa de Valores de Pernambuco e da Paraíba, hoje é um espaço cultural com galerias de arte e teatro. A visitação ao espaço é gratuita e você confere a programação no site oficial.

Armazéns do Porto: Conjunto de armazéns portuários transformados em operações gastronômicas e de serviços à beira do estuário. Quando eu visitei, tinha boteco com petiscos brasileiros, steakhouse, café, sorveteria, açaí, entre outros. Além do espaço coberto, costumam por mesas na área aberta, com vista para o estuário.

Parque de Esculturas Francisco Brennand: É um complexo de esculturas do famoso artista pernambucano, instalado sobre o molhe de arrecife. Dá para vê-lo, a 200 metros de distância, ou pegar um barquinho para acessá-lo, logo abaixo do Marco Zero. Você lê todas as informações neste post.

Vale visitar o Marco Zero no mesmo dia que você for à Torre Malakoff, ao Paço do Frevo, o Cais do Sertão, quem sabe a feira de domingo da Rua do Bom Jesus — são todas atrações do Recife Antigo. Veja no mapa:
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Marco Zero de Recife
Praça Rio BrancoRecife Antigo
Recife
Jéssica Weber
Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.