Centro Cultural Cais do Sertão
O Centro Cultural Cais do Sertão é um dos pontos turísticos que eu mais amei conhecer em Recife. Ele propõe um mergulho no Sertão cantado pelo Rei do Baião, o pernambucano Luiz Gonzaga.
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O espaço foi aberto em 2014, transformando completamente o antigo Armazém 10 do Porto do Recife. Além da exposição permanente sobre a vida e a obra de Gonzaga, abre as portas para exposições temporárias nos espaços secundários e também conta com um bar e restaurante no rooftop.

O ingresso é obtido na bilheteria da entrada mesmo, custava, no começo de 2026, R$ 10,00 (inteira) ou R$ 5,00 (meia). A entrada é gratuita para todos na terça-feira. Vale visitar no mesmo dia que você for ao Marco Zero, Centro de Artesanato, Torre Malakoff e Paço do Frevo, são todas atrações do Recife Antigo.
Centro Cultural Cais do Sertão: como foi minha visita
Luiz Gonzaga é um gênio e do Sertão brota uma das culturas mais bonitas do Brasil. Dito isso, eu queria muito visitar esse centro cultural moderno do Recife Antigo. E não me decepcionei.
“O Mundo do Sertão” é o nome da principal exposição do centro cultural, uma mostra permanente e interativa no primeiro piso desse pavilhão de 7.500m². Logo de cara, a gente depara com uma indumentária típica de Pernambuco e uma sanfona de 120 baixos que pertenceu a Luiz Gonzaga e, depois, a Dominguinhos.

Os ambientes do pavilhão remetem aos principais aspectos do dia a dia do sertanejo, como, por exemplo, a casinha de barro e tijolo aparente, decorada tal qual uma moradia do sertão. Também tem depoimentos de Luiz Gonzaga em vídeo, informações sobre sua carreira e discografia e painéis contando curiosidades.
Lá eu descobri que forró é uma abreviação de Forrobodó? É uma palavra de origem africana que quer dizer: o grande fuá, fuzarca, fuzuê. Já o termo xote é uma adaptação para o português do Brasil da palavra alemã schottisch: dança de salão originária da Escócia e muito popular na Europa no início do século XIX. O primeiro Chote (grafado assim no selo do disco) gravado por Gonzaga nasce no mesmo dia em que ele e Humberto Teixeira se conheceram.

E tem outras atrações no centro cultural, exposições temporárias que ocupam o segundo e terceiro piso. Quando eu fui, estava rolando uma muito massa chamada Vidas em Cordel, que defende que "toda vida dá um cordel". Cordel é basicamente um poema narrativo em versos rimados, impressos em folhetos pendurados em cordas (cordéis) no Nordeste.
Totens traziam em verso de cordel história de algumas personalidades brasileiras, e havia uma cabine isolada onde todo mundo podia contar sua história. Algumas seriam selecionadas para virar cordel.

No terceiro piso, estava rolando a exposição temporária Nostalgia, do artista Afro'G. Trazia brincadeiras e brinquedos que marcaram sua infância negra e acabariam moldando sua obra, presente hoje em países como Estados Unidos, Argentina, Holanda e Escócia. O ponto alto entre a criançada era o videogame antigo, fazia tempo que eu não via tantos pequenos rodeando um arcade de fliperama.
Vale visitar no mesmo dia que você for ao Marco Zero, Centro de Artesanato, Torre Malakoff, o o Paço do Frevo, quem sabe a feira de domingo da Rua do Bom Jesus — são todas atrações do Recife Antigo. Veja no mapa:
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Centro Cultural Cais do Sertão
Avenida Alfredo Lisboa,s/nRecife
50030-150
https://caisdosertao.pe.gov.br/
Jéssica Weber