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Camille Panzera Entusiasta da fotografia, curiosa por outros idiomas, culturas, costumes e histórias!☺️

Cruzeiro pela Patagônia

Para conhecer partes menos exploradas da Patagônia e poder apreciar cenários naturais belíssimos, uma boa opção é fazer um cruzeiro. Há opções que saem de Chiloé e levam a diferentes áreas da Patagônia. Os roteiros são diversos, mas normalmente incluem navegação por fiordes e paradas em geleiras espetaculares. 

Fizemos um cruzeiro a bordo do Mare Australis, navio da Navimag. São quatro noites e cinco dias a bordo do navio, onde uma das atividades mais prazerosas é desfrutar das refeições, que se tornam verdadeiros acontecimentos. Depois da travessia no ferryboat até a Ilha de Chiloé, parte-se de Castro, uma cidade cheia de casas de palafitas.

A primeira parada do cruzeiro é a Isla de Jéchica, onde, depois de uma caminhada e da visita a um lago, o almoço típico é feito numa cabana em meio à mata, bem interessante. 

A segunda - e mais esperada - parada é, certamente, a mais incrível de todas elas: o Glaciar San Rafael, com todo o seu esplendor, convida a um passeio nos botes infláveis. O frio é intenso, mas nada que suprima a beleza e a imensidão da natureza. O passeio dura cerca de uma hora e nele passamos entre icebergs de um azul intenso, seguramos pequenos pedaços de gelo desprendidos, observamos cachoeiras que saem da mata e caem no mar, entre outros pequenos prazeres. A grande esperança de quem deixa o navio e desce na Laguna de San Rafael, no entanto, é poder observar ao vivo um pedaço da parede do glaciar se soltando e fazendo um estrondo no encontro com o mar. 

Na terceira parada, a equipe do Mare Australis nos guia pela cidade de Chaitén, destruída pelas cinzas de um vulcão em 2008 e que tenta se reeguer. Casas abandonadas, tomadas pelas cinzas (que parecem areia) são grande parte da cidade atualmente. Apenas 900 pessoas, das 7.500 que antes viviam na cidade, continuam morando por lá na tentativa de ajudar a diminuir os estragos e reconstruir a história do lugar. A mata próxima da cidade está devastada, com árvores caídas e destruídas pelo efeito do vulcão - uma tristeza só. Entretanto, com alguns minutos pela estrada é possível conhecer árvores enormes, com dois mil anos de existência, exibindo todo o poder e a diversidade de uma natureza tão rica. 

A verdade é que um cruzeiro pela Patagônia é completamente diferente do modelo de cruzeiro que se faz pela costa brasileira. Numa viagem por essa região, além de ser frio todo o tempo, o ritmo é de expedição - não há piscina para pegar uma corzinha no sol, cassino, nada disso. Um navio como o Mare Australis, por exemplo, é pequeno e as opções de entretenimento à noite são bem limitadas. O ideal é saber que essa viagem não é muito focada no gosto de jovens e que quem vai viaja em busca de tranquilidade. Boa parte dos passageiros têm por volta de 40 anos e desfrutam do trajeto fazendo os passeios programados, bebendo e comendo. 


Cruzeiro pela Patagônia



Castro