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Recife
Jéssica Weber Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.

Olinda

Olinda é uma mistura colorida de história, paisagem e cultura popular. As ladeiras igualmente charmosas e desafiadoras do seu centro histórico são parada obrigatória para quem viaja ao Recife, capital de Pernambuco. 

A gente está falando da segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982, para você ver o nível de importância. Muito por causa da arquitetura religiosa dos séculos 16 e 17, como a Igreja do Carmo, o Convento de São Francisco e a Catedral da Sé. Mas Olinda vai tão além dos altares: é frevo na rua, é tapioca feita na hora, é lar do Alceu Valença. Sem falar de um dos carnavais mais famosos do planeta, animado pelos famosos bonecos gigantes.

Olinda

Você precisa dedicar, pelo menos, um turno para desbravar suas ruas de pedrinhas, indiferente se for manhã ou tarde. Se quiser se hospedar por lá, vai poder fazer tudo com calma e conhecer mais bares e restaurantes também. Tem opções de hotéis e pousadas muito por lá, te fazem sentir dormindo na história. 

Nesse post, a gente traz dicas para o seu passeio, as principais atrações do centro histórico e também algumas sugestões de restaurantes, mais abaixo. Vem conhecer Olinda? 

Olinda: o que saber antes de ir

Olinda fica na Região Metropolitana do Recife. É uma cidade grande, tem cerca de 365 mil habitantes, mas os turistas costumam focar sua visita no centro histórico. Tombada em nível nacional e internacional, essa área tem 1,2 quilômetro quadrados e cerca de 1,5 mil imóveis. Eu conheci os principais pontos turísticos em 4h, aproximadamente. 

O clima em Olinda é quente o ano inteiro. As temperaturas médias ficam entre 23°C e 31°C, dificilmente faz frio. Então use roupas leves e leve a garrafinha de água para turistar por lá. O período chuvoso vai, em geral, de abril a agosto, especialmente em maio, junho e julho. Mas nem sempre as chuvas duram o dia inteiro.

Olinda

Usar um tênis vai bem também, porque caminhar ladeira dá trabalho. Você vai ver logo que ficar descendo e subindo sem planejamento cansa, então faça um roteiro antes. Eu comecei na Igreja do Carmo, daí passei pelo Convento de São Francisco subindo até o Alto da Sé, e por fim desci pela Rua do Amparo rumo ao Mosteiro de São Bento. As ruazinhas emaranhadas pelo morro têm explicação, você sabia? O traçado urbano é característico dos povoados portugueses de origem medieval, com seu encanto intensificado pela paisagem e localização. 

Antes de entrar em minúcias sobre as maravilhas de Olinda, um alerta importante: tome os mesmos cuidados que em Recife e capitais como Rio ou região central de SP, atento à possibilidade de furtos ou assaltos. Se for no Carnaval ou em eventos que geram aglomeração, a atenção precisa ser redobrada. Há notícias, inclusive, de arrastão. 

Olinda

Se você não se sente seguro para turistar sozinho ou não quer se estressar com roteiro, rola de contratar um guia nativo. Tem muitos oferecendo esse serviço pelo centro histórico, especialmente junto à Praça do Carmo e no Alto da Sé. 

Os guias estão identificados com uma camiseta de uniforme e são membros da Associação dos Condutores Nativos de Olinda (ACNO). Nem tudo o que falam é 100% compatível aos livros de história hehe, mas eles levam nos turistas pelos principais pontos turísticos e compartilham curiosidades locais. Em setembro de 2025, me cobraram R$ 150 pelo tour privativo. 

Abro mais um parênteses aqui para adiantar que tem guias (ou pessoas que se identificam como guias) que são insistentes e mesmo inconvenientes na tentativa de conseguir clientes. Li relatos de pessoas que ficaram incomodadas com a abordagem. 

Olinda

Outra opção é descer e subir ladeira a bordo de uma jardineira 4x4, como a da foto acima. Esse tour guiado passa na frente dos principais pontos turísticos, saindo, normalmente, da parte baixa da cidade. Os passeios são programados de acordo com a demanda, você pode tirar suas dúvidas neste link

Como chegar em Olinda

Quem vai de avião, chega a Olinda através do Aeroporto de Recife/Guararapes, que fica a apenas 18km do centro histórico. Se você já está no centro de Recife é ainda mais pertinho, só 7km. Eu não tive dificuldade de pedir Uber, nem para ir, nem para voltar. 

Quem for de carro, pode procurar vaga na rua perto dos pontos turísticos ou deixar em um estacionamento privado, embora não tenha muitos. Eu localizei um a poucos metros da Catedral da Sé, custava R$ 20 em setembro de 2025, baixa temporada. 

Ah, e tem opções de tours com transporte saindo de Recife, como esse, com os principais pontos turísticos de Recife também, ou esse, que alia no mesmo dia a visita ao maravilhoso Instituto Ricardo Brennand

O que fazer em Olinda

Nesse post, a gente foca no que fazer no Centro Histórico de Olinda, que é o justamente o lugar que atrai turistas do Brasil e do mundo inteiro. 

Nesse mapa, você encontra a localização dos principais pontos turísticos, e alguns restaurantes também, porque sou uma pessoa esfomeada. 

1. Alto da Sé

As fotos mais lindas que você vê de Olinda são tiradas lá de cima da colina, no Alto da Sé. O casario colorido e as torres de igrejas se derramam ladeira abaixo, emoldurados pelo azul do mar. É também um lugar legal para almoçar ou para garimpar peças de artesanato e lembrancinhas. O que tem por ali: 

Mirante, Letreiro e Observatório Astronômico: Na frente da Catedral da Sé, você encontra um passeio com mirante e o letreiro colorido de Olinda. Se o tempo estiver aberto, dá para ver a cidade de Recife ao fundo. Ali pertinho também tem uma espécie de torre com a ponta arredondada, que serviu como observatório astronômico, construído em 1890 em estilo neoclássico. 

Olinda

Feirinha do Alto da Sé: Uma feirinha massa é montada diariamente na praça junto à catedral e ao mirante. De um lado, ela reúne bancas de lembrancinhas e artesanatos — você encontra roupas, bolsas, bonés, imãs, copos e pratos decorados, cerâmica, quadros, rendas e toda sorte de souvenir. Na outra metade, ficam as famosas barracas de tapioca do Alto da Sé. Mas elas merecem um tópico à parte.

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Tapiocas do Alto da Sé: elas são praticamente um patrimônio de Olinda, passado de geração pra geração. Cerca de 40 tapioqueiras levam o fogareiro a carvão para a praça para preparar o lanche com bastante recheio, seja doce ou salgado. Eu experimentei a versão de coco, queijo coalho e leite condensado da Tapioca da Zeinha, que já está há mais de 25 anos por lá, e fiquei na promessa de voltar pela de banana e queijo, o carro-chefe. No final da manhã, você já encontra algumas tendas funcionando, mas começa a bombar mesmo por volta das 15h.

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Mercado de Artesanato: Logo abaixo da feirinha, você encontra o Mercado de Artesanato Sylvia Pontual, que faz parte da revitalização do Alto da Sé. Além das bancas de artesanato e presentes, no final do corredor você encontra mais uma vista incrível de Olinda até Recife. Vale também percorrer as lojinhas no entorno. 

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2. Catedral da Sé

Fundada em 1540 pelos portugueses, a Catedral da Sé de Olinda é o coração do Alto da Sé. Seu interior não é tão majestoso como outras igrejas da região, mas as janelas e o pátio oferecem uma das vistas mais incríveis da região de Recife, com o morro coberto de verde, a Igreja do Carmo e mar azul claro ao fundo. 

Ela segue como local de culto, com missas todos os domingos — lembrando que é a "sé", ou seja, a principal igreja da Arquidiocese de Olinda e Recife. Abre diariamente para visitação, no final de 2025, custava R$ 6 o ingresso.

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A gente recomenda a visita por sua importância histórica e pela vista linda que você tem no segundo piso e do pátio interno. Mas já vai sabendo que a manutenção deixa a desejar — começando pelo aspecto de sujeira da fachada — e que não se vê a mesma riqueza de detalhes de outras igrejas da região. 

Na capela-mor, você encontra o trono episcopal, cadeiras de jacarandá cheias de detalhes e as tumbas de bispos e de um arcebispo. Na parte interior da igreja, algumas pinturas, esculturas e painéis de azulejos, além de vestes e objetos usados por um bispo do século 19. 

A prometida vista da Igreja do Carmo e do mar, você tem em dois pontos: nas janelas do piso superior, que servem de moldura para esse visual incrível, e no pátio interno também. Ah, dizem que o entardecer ali é lindo — mas atente que só fica aberta até as 17h. 

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3. Convento de São Francisco

É o primeiro convento franciscano do Brasil, de 1585. Ele faz parte de um conjunto arquitetônico que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de Santana e a Capela de São Roque. E o destaque fica para a coleção de azulejaria portuguesa, a maior de todo Nordeste.

Datados dos séculos 17 e 18, os painéis de azulejos azuis e brancos retratam cenas alusivas a São Francisco de Assis, como seu nascimento e renúncia aos bens materiais. As histórias expressas nos azulejos também têm o papel de hierarquizar os espaços do convento, reforçar seu caráter sagrado, favorecer práticas de devoção e instruir sobre os preceitos da vida franciscana. 

Olinda

A visita é autoguiada, tem plaquinhas com esclarecimentos junto aos pontos de interesse. Mas já vou avisando que, apesar de lindo, o lugar peca em conservação. Inclusive, a quantidade de cocô de morcego me assustou.

Dedique cerca de meia hora para a atração. É cobrado um ingresso simbólico, eu paguei R$ 5 em pix no final de 2025. Ah, atente que o convento fecha no horário do almoço, e que pode fechar aos domingos. 

4. Lojas de artesanato

Tem lojinhas de artesanato muito fofas em Olinda. Um ponto que concentra boa parte delas é justamente a Rua Bispo Coutinho. 

A Galeria São Salvador se destaca pelo corredor de sombrinhas de frevo e tem tudo que é tipo de lembrancinha pernambucana. Lá eu experimentei o famoso Licor de Merda, uma receita que "homenageia" políticos portugueses. Apesar do nome, tem um sabor docinho de baunilha, cacau e canela — mas admito que achei meio inflacionado. 

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Ah, tem uma coisa curiosa da Galeria São Salvador: esse lugar é conhecido por ter sido o local de uma sinagoga clandestina no século 19. Ali, ficou preservada a "banheira” é usada em rituais judaicos de purificação espiritual, chamada de Mikveh.

Na sede da Escola de Samba Preto Velho, encontrei uma lojinha muito interessante com turbantes, leques, roupas e outros adereços feitos com estampas africanas. A dona importa os tecidos de Senegal e costura aqui. 

Mas se a ideia é levar várias lembrancinhas gastando pouquinho, deixa eu dar outra sugestão. Você encontra as bonequinhas da sorte de Gravatá em vários pontos. São uma espécie de amuleto bem simbólico de Pernambuco. 

Essas da foto eu encontrei na Artes do Imaginário Brasileiro por R$ 4 cada. Ah, essa loja fica na Rua Bernardo Vieira de Melo e vale a visita, tem muita peça decorativa bonita. 

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5. Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda

A La Belle de Jour da música de Alceu posa sorridente ao lado do escritor Ariano Suassuna, que nos deixou em 2014. Algo que nem nos meus mais pernambucanos sonhos seria possível, mas acontece ali, nos corredores apertados da Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda

Dá para visitar o espaço no Alto da Sé e se divertir tirando fotos com as figuras, muitas das quais saem para as ruas para divertir os blocos no Carnaval. Os bonecos têm cerca de 2 metros de altura, boa parte disso só de cabeça. São feitos com materiais leves, como papel machê e fibra de vidro, para que possam ser carregados por uma pessoa durante os desfiles. Mesmo assim, alguns pesam 25 quilos, 35, tem boneco que alcança 50 quilos. Imagina esse chumbinho sobre os teus ombros, nas ladeiras de Olinda?!

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Você encontra bonecos de personagens históricos, artistas, políticos, músicos e figuras da cultura brasileira e internacional. Quando eu fui, em setembro de 2025, a entrada custava R$ 10 no dinheiro e pix e R$ 11 no cartão. Reserve pelo menos meia hora para essa atração. 

Leia a matéria completa neste link.

6. Rua do Amparo

A Rua do Amparo é uma das mais emblemáticas do centro histórico, um retrato charmoso da Olinda colonial. Ela começa na Igreja Nossa Senhora do Amparo e desce quase 400 metros, até perto dos Quatro Cantos, um ponto de referência da cidade. No caminho, tem muitas casinhas coloridas, alguns restaurantes e ateliês de arte. 

Eu aproveitei que o artista Sérgio Vilanova estava por casa e entrei no Ateliê Vilanova. É um homem bem falante que pinta um universo fantástico de figuras alegres e cheias de cor. Diz ele que sabe pintar alegria porque escutou muito frevo — massa, né?!

Olinda

Alguns metros abaixo, eu ouvi o som do frevo. Tinha uma banda inteira esperando os turistas na frente do Bar do Amparo. Para melhorar, nessa esquina uma parte da rua é coberta por sombrinhas de frevo, a coisa mais fofa. 

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Um dos melhores restaurantes da cidade, a Oficina do Sabor, fica nessa rua, e tem pelo menos uma pousada por ali, a Pousada do Amparo, em dois edifícios centenários. Conta com piscina em meio às árvores e quartos de personalidade. Da próxima vez, eu quero ficar ali!

E se alguém aí está procurando um bar bem raiz, a dica é a Bodega do Véio, que tem aquela cara de botecão antigo, com balcão e mesas de madeira e cada milímetro de parede coberto por garrafas de bebida. 

Olinda

Por mais curto que seja seu bate-volta por Olinda, vale passar pela Rua do Amparo e admirar os grafites e o charme das casinhas. Algumas, têm essa inscrição gravada num canto da fachada: "nessa casa mora uma família que ama e cuida da cidade o ano todo". Não conheço eles, mas já sou fã. 

7. Outras igrejas de Olinda

Tem igreja pra dedéu em Olinda. Elas nem sempre ficam abertas para visitação, mas vale incluir no roteiro para tirar uma foto e admirar a arquitetura das fachadas com estilos arquitetônicos antigos, tipo Barroco e Renascentista. 

Listo mais algumas que merecem sua atenção:

Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia: Fica a poucos metros do Alto da Sé. Foi fundada em 1540 por ordem da Coroa Portuguesa, e em seu prédio anexo funcionou a Santa Casa de Misericórdia de Olinda. A capela-mor é completamente revestida de entalhes dourados e pinturas marmorizadas, num estilo já tendendo ao rococó. O forro é de talha e nele se enquadram painéis pintados, sendo que o central representa a Nossa Senhora da Misericórdia.

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Igreja do Carmo de Olinda: Foi construída em 1580, sendo a primeira igreja da Ordem dos Carmelitas na América Latina. Fica na parte baixa do Centro Histórico. O interior impressiona pelo contraste com a fachada sóbria. Os altares são feitos em madeira entalhada e pintados com ouro. Normalmente, abre nos horários das missas, que você pode checar na página do Instagram

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Basílica e Mosteiro de São Bento: um importante complexo arquitetônico barroco, situado onde foi erguido o primeiro mosteiro beneditino do Brasil, entre 1597 e 1599. A igreja em si foi construída entre os séculos 17 e 18, com três portas de madeira entalhadas, molduras de pedras com arcos abatidos. Tem uma torre, no lado direito. No interior, destaca-se o altar-mor em madeira de cedro, inteiramente folheado a ouro. 

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8. Casa Estação da Luz

Uma das atividade que eu mais curti em Olinda foi visitar a Casa Estação da Luz. Antigo sonho do cantor Alceu Valença, seu lindo casarão do século 19 virou polo de cultura regional. Quando eu visitei, em setembro de 2025, estava rolando uma exposição muito massa sobre o autor de "Anunciação". Vi que seguia no começo de 2026, tomara que ainda tenha quando você visitar Olinda — veja a programação aqui

Banners e objetos ajudam a contar a história de Alceu — essa maquete mostra a Fazenda Riachão, onde ele cresceu, no no agreste pernambucano. Também tem vídeos de depoimentos do artista e pedaços de shows icônicos. Ver a emoção dele cantando no Rock in Rio de 1985 me arrepiou. Ah, uma parte massa é poder vestir a jaqueta dourada dele e o chapéu com pena gigante, para tirar foto. Pode ser que levei um piolho de turista desconhecido? Pode, mas saí feliz. 

Além de receber exposições, a Casa Estação da Luz também é um espaço para apresentações musicais, de dança e teatro. Quando eu estive lá, rolaria um show da Mãeana à noite, mas não tinha mais ingresso :(

Dica extra: Já deu pra ver que eu sou apaixonada por Alceu Valença, né? Se você tem isso em comum, e tem também uma veia meio stalker, por que não dar uma passadinha na frente da casa em que, dizem, pertence a ele? Segundo os locais, é o sobrado branco e azul na Rua de São Bento, 182. Tem um azulejo com o nome dele, mas eu não vi nem sinal do homem. 

Olinda

Não é exatamente um ponto turístico, não tem como entrar, nem nada — a não ser que ele decida ser seu amigo e convide. Mas tem muita gente que passa por ali e tira foto. Os próprios guias levam lá, contando coisas tipo que o banheiro é a céu aberto. Inusitado, não? 

9. Mercado da Ribeira

O Mercado da Ribeira é outro espaço remanescente do Brasil Colônia que merece uma parada rápida no seu roteiro, para se sentir dentro da história e garimpar mais alguns artesanatos. Construído por volta do ano de 1693, o local servia como um mercado de carne, farinha, peixes e de escravos.  

Hoje, é mais um lugar para comprar presentes. O Mercado da Ribeira é conhecido pelos quadros em óleo sobre talha de madeira em alto relevo, que retratam parte do folclore e da paisagem da cidade. Eu tive a sorte de ver um artesão, seu Irineu, fazendo um quadrinho na hora. 

Olinda

Durante o Carnaval, o pátio do Mercado da Ribeira se transforma em ponto de encontro de diversos blocos e grupos de caboclinhos, que se reúnem ali antes de seguir em desfile pelas ladeiras de Olinda. 

Restaurantes em Olinda

Ir a Olinda sem comer alguma coisa bem nordestina não é ter a experiência completa. Tem bons restaurantes no centro histórico, com belos ambientes e vistas. Só o preço pode não ser dos mais doces. Essas são algumas sugestões, bem situadas e avaliadas. Você vê a localização delas no mapa lá em cima. 

  • Oficina do Sabor: inaugurado em 1992, serve pratos da culinária pernambucana, preparados com muita criatividade e sofisticação. Localizado em um casarão histórico, conta com uma bela vista também. 
  • Beijupirá: rede famosa em Pernambuco pelos pratos com frutos do mar e ingredientes nordestinos com criatividade. A filial de Olinda se difere um pouco das outras por ter uma decoração mais clean, que valoriza a paisagem dos telhados e coqueirais da Cidade Alta. 
  • Casa de Noca: Um restaurante com ambiente simples que, sem nenhuma modéstia, promete a "melhor macaxeira do mundo", com carne de sol e queijo coalho do mundo. Os pratos são bem servidos. 
  • Olinda Art Grill: muito bem localizado, logo abaixo da feirinha do Alto da Sé, com uma boa vista das ladeiras. Tem uma cozinha variada, com pescados e carnes. A cocada com sorvete e limão era a recomendação do meu guia. 
  • Cafeteria Alto da Sé: se define como uma cafeteria refinada com grande influência cultural, artística e gastronômica. É um bom lugar para tomar um cafezinho e comer um lanche, mas também serve pratos a la carte. Fica na Rua Bispo Coutinho, no Alto da Sé. 

OlindaCamarões no molho de gorgonzola, arroz de goiaba com bacon crocante no Beijupirá

Hotel e pousada em Olinda

Tem ótimas opções de hotel e pousada em Olinda. Especialmente no centro histórico, o que torna mais prático para explorar a pé as ladeiras, mirantes, lojas de artesanato e a vida cultural local. Algumas hospedagens, inclusive, ficam em casarões históricos, o que deixa a imersão ainda mais especial. 

OlindaPousada do Amparo. Foto Booking/DivulgaçãoSeguem boas opções no coração do centro histórico:

  • Hotel 7 Colinas (fotos abaixo) – É provavelmente o hotel com maior estrutura do centro histórico, com piscina e uma belíssima área verde a poucos passos do Convento de São Francisco. As fotos abaixo são do Booking/Divulgação. Veja mais imagens e os preços

  • Pousada Histórica Convento da Conceição – Fica em uma construção histórica do século 17, inclusive, as acomodações ainda lembram um convento. É uma das opções mais populares, com bons preços. Veja fotos e preços.

  • Pousada dos Quatro Cantos: instalada em um palacete lindíssimo do século XIX, tem charme histórico com preço justo. Tem piscina e o café da manhã é elogiado pelos hóspedes. Veja fotos e preços

  • Pousada do Amparo – uma pousada de charme na rua que eu considero a mais bonita de Olinda, a Rua do Amparo, perto de bares, restaurantes e ateliês. E mesmo nessa área tão turística, tem uma piscina muito bonitinha e muitas árvores. Veja fotos e preços

  • Pousada Flor de Olinda – uma proposta mais simples e econômica no Centro Histórico. Mas o ambiente acolhedor e recebe notas altas de hóspedes. Veja fotos e preços

Eu espero que você tenha gostado do post e que as dicas sejam úteis na sua viagem. Clique aqui para voltar ao guia completo de Recife.