Instituto Ricardo Brennand
O Instituto Ricardo Brennand é um complexo impressionante de museus em prédios que imitam castelos medievais. É um ponto turístico imperdível de Recife para quem aprecia artes plásticas, antiguidades ou para quem quer se sentir na Idade Média.
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Localizado nas terras do antigo engenho São João, no bairro da Várzea, o espaço de 77 mil m² guarda a coleção particular do industrial pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand. O sobrenome te é familiar? Ele era primo do escultor e ceramista Francisco Brennand. Inclusive, é uma boa ideia visitar a Oficina Francisco Brennand no mesmo dia, pois ficam na mesma região.

O espaço conta com exposições de artes plásticas, um acervo impressionante de armas brancas, armaduras e outros objetos medievais, uma linda réplica de capela de inspiração gótica, além de uma cafeteria no ambiente mais charmoso de Recife, voltada para um jardim de esculturas. Ah, lá também tem um dos restaurantes mais renomados da capital, a gente conta mais abaixo.

Eu reservaria no mínimo duas horas para conhecer o Instituto, ou até mais, se você decidir comer no restaurante ou no café. Mas atente que o instituto só abre à tarde. Funciona de terça-feira a domingo, das 13h às 17h, sendo a última entrada pontualmente às 16h30.
Os ingressos são obtidos na bilheteria da entrada, esses eram os preços em janeiro de 2026:
- Visita aos museus: Inteira: R$ 60,00, meia: R$ 30,00
- Visita ao jardim e capela gótica: Inteira: R$ 30,00, meia: R$ 15,00
- Visita aos museus + capela gótica: Inteira: R$ 80,00, Meia: R$ 40,00

Instituto Ricardo Brennand: como é a visita aos museus
Localizado em uma área verde muito bonita, no final de um pomposo corredor de palmeiras imperiais, o Instituto Ricardo Brennand possui exposições permanentes e temporárias, onde é possível conhecer obras brasileiras e de várias partes do mundo. Ainda nos jardins de entrada, deparei com uma escultura do famoso artista colombiano Fernando Botero, conhecido por retratar figuras volumosas.

Entre os nomes mais importantes da coleção estão as pinturas de Frans Post, artista holandês que retratou o Brasil no período colonial e ajudou a construir a imagem europeia do Nordeste no século XVII. Está presente até no Louvre, em Paris, então dá para mensurar a importância.

Mas eu preciso confidenciar que a obra que mais me encantou é de autoria desconhecida. Essa escultura de madeira de Mefistófeles e Margarida, posicionada estrategicamente na frente de um espelho, é genial. Só se sabe que foi feita na França no século 19.

A coleção está dividida em três castelos: o primeiro que você depara é a galeria de exposições temporárias e eventos, que estava fechada justamente para um evento quando eu fui; depois tem a Pinacoteca, que é o lugar que reúne telas e esculturas de artistas nacionais e internacionais, onde fica o charmoso café que eu descrevo abaixo; e por fim você chega ao Castelo São Jorge, onde fica o acervo medieval e coleção de armas brancas.
Em ordem: a galeria, a pinacoteca e o castelo de acervo medieval:
Uma curiosidade: foi o canivete exposto na entrada da Pinacoteca que deu origem a toda coleção de armas brancas de Brennand, em 1939. Depois, ele chegou a adquirir mais de cinco mil peças, boa parte delas, exposta no Castelo de São João.

Outra coisa massa do último castelo (São João) é a Sala dos Cavaleiros, com um precioso conjunto de armaduras, onde se destaca os conjuntos de grande raridade, cavalo-cavaleiro, diante do altar mor originário de uma igreja do Condado de York (1898), Inglaterra, complementado por de vitrais, mobiliário gótico.

Capela Gótica do Instituto Ricardo Brennand
A visita à capela gótica e seus belos jardins é um "plus" da visita ao Instituto Ricardo Brennand, tem um custo adicional.

A capela foi inaugurada em maio de 2014 com arquitetura inspirada em catedrais medievais, com rosáceas, vitrais e esses traços retos, austeros. Na frente, tem um amplo gramado, um lago e um passeio com esculturas.

A capela tem por padroeira Nossa Senhora das Graças. O seu altar é originário do barroco espanhol (século 18), trazendo cenas e entalhes policromados retratando a vida de Santo Isidro Lavrador (1070-1130), padroeiro da cidade de Madri. Tem ao centro a imagem de Nossa Senhora das Graças.

Leva no mínimo meia hora para visitá-la, pois é necessário ir numa espécie de jardineira fantasiada de carro de época. É uma parte divertida do passeio.

Restaurante e café no Instituto Ricardo Brennand
Ir com fome ao Instituto Ricardo Brennand não é uma ideia ruim. Lá tem dois espaços muito bacanas para comer, eu conheci ambos e te conto agora.
O Castelus Restaurante fica na porte de fora do complexo, então não é necessário pagar ingresso para conhecer. É um dos restaurantes mais renomados de Recife, e os pratos ficam na casa dos R$ 100 por pessoa.
Tem um cardápio completo de carnes, pescados, mas eu fui de massa mesmo. O nome do prato era Cordeiro a camponês: ravioli de queijo de cabra (amo!) com ragu de paleta de cordeiro marinado por 48 horas e cozido em técnicas de slow cooking e molho de vinho branco e folhas de hortelã. Estava bem saboroso.
O ambiente segue a mesma linha de decoração do instituto, como dá para presumir pelo nome. É uma construção tijolos aparentes e janelas arqueadas, inspiradas em castelos medievais. Mas com uma liberdade poética pernambucana. Eu jurei que o que apareciam nessa foto eram armaduras de cavaleiros, mas fiquei feliz em ver agora que eram cangaceiros e um sanfonista hehe. Ah, também estava rolando apresentação de um pianista quando eu fui, muito agradável.

A outra opção é mais voltada a um lanchinho da tarde e fica dentro do Instituto, mais especificamente nos fundos da pinacoteca. O Doce Engenho Cafeteria do Instituto Ricardo Brennand se situa ao fim de um corredor de esculturas, voltado justamente a um jardim com obras do mesmo tipo.

Eu cheguei lá sem querer e não resisti: era tão bonito que precisei sentar para tomar um café. Aproveitei para experimentar outro quitute típico de Pernambuco que estava na minha listinha: bolo de noiva. Tinha também salgados, tipo folhado e coxinha, e vários outros tipos de bolo ou tortas.

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Instituto Ricardo Brennand
Alameda Antônio BrennandVárzea
Recife
http://www.institutoricardobrennand.org.br/
Jéssica Weber
Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.