Jéssica Weber Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.

Red Light District

O Red Light District, ou distrito da Luz Vermelha, é uma das regiões que mais atraem curiosidade na capital holandesa em razão das vitrines de prostituição. Fica na região central de Amsterdam, nas imediações da Oude Kerk (Igreja Antiga).

As trabalhadoras do sexo alugam salas com acesso direto à rua e usam seus janelões e portas de vidro para chamar a atenção dos clientes, vestindo roupas provocantes ou até seminuas. O nome do distrito, Red Light, vem justamente das luzes vermelhas usadas para identificar essas vitrines e criar um clima de sedução.

Red Light District

Diferente do Brasil e da maior parte do mundo, a profissão é legalizada e regulamentada na Holanda, as prostitutas, inclusive, pagam impostos. Mas isso não isenta os visitantes de ter bom senso. Há placas informando que é proibido tirar fotos e é provável que elas briguem com você se te flagrarem fazendo algum registro. A polícia também pode intervir e pedir que você apague.

O Distrito da Luz Vermelha é o mais antigo de Amsterdam. Já na Era de Ouro de Amsterdam, fervia com marinheiros que atracavam na cidade e por isso se multiplicaram os bordéis e prostitutas oferecendo seu serviço. Desde os anos 1300, então, esse bairro é conhecido pela prostituição. Se você se interessa pela história, dá para agendar um tour guiado em português pelo Red Light District.

Red Light Distric: o que mais você encontra por lá

Red Light District

Essa atmosfera erótica do Distrito da Luz Vermelha não se restringe às vitrines de prostitutas: por ali também há lojas de sex shop, cinemas pornô (até um que se declara o primeiro 5D do mundo, mas não tive coragem para visitar) e o Museu do Sexo.

Mas o que mais me surpreendeu é que isso tudo está harmoniosamente diluído entre labirintos de prédios comerciais e residenciais, hostéis, cafés, restaurantes e canais super-românticos de Amsterdam.

De dia, o lado erótico de Red Light District pode até passar despercebido por você: é um bairro normal, turístico e bem localizado, já fiquei ali inclusive (trago sugestões de hospedagem mais abaixo). Eu não vi nada de anormal, mas é bom ficar atento para a ocorrência de pequenos furtos, pois é uma área de bastante movimento.

Coffeeshops no Distrito da Luz Vermelha

Ah, o Red Light District de Amsterdam também é uma das regiões com maior oferta de coffeeshops, que são uma espécie de bar para comprar e consumir maconha e haxixe. Uma das redes mais tradicionais é a Bulldog, que ali tem a loja The First (a primeira), onde o negócio começou em 1975.

Red Light District

A decoração é mais divertida que na maioria dos coffeeshops, com muita cor, poltronas com estampa de couro de vaca e recadinhos de clientes pendurados em folhinha de seda nas luminárias. A maconha em si é vendida no porão, no andar de cima, eles vendem bebidas e edibles, que são comidinhas que levam cannabis, como o space cake ou space picolé. CUIDADO: eles parecem inofensivos, mas podem bater ainda mais forte do que fumando. Ah, e leva mais tempo para causar efeito, o que pode ser bem traiçoeiro.

O legal dessa loja é que conta um pouco da luta pela legalização dessas drogas leves, das multas pesadas exibidas na parede à laranja do "orange raid alarm", representando a fruta que era lançada pelo garçom do andar de cima para alertar os traficantes do porão quando tinha alguma batida policial, de 1975 a 1982.

Outros bons coffeeshops ali perto são o Greenhouse Effect e o 420 Coffeeshop, ambos com bom atendimento e uma atmosfera mais sóbria, onde muita gente vai, inclusive, para fumar sozinha.

Visita à Oude Kerk

Red Light District

O coração do Red Light District é a igreja Oude Kerk, o que é uma contradição bem interessante. A Igreja Velha, em português, é o edifício mais antigo de Amsterdam. Nasceu como uma capela de madeira por volta de 1250 e se tornou uma majestosa igreja de pedra por volta de 1570. O templo foi dedicado em 1306 a São Nicolau, que, entre vários apadrinhados, também protege marinheiros e prostitutas.

Mas hoje a Oude Kerk não é mais um lugar de culto, e sim um museu de arte contemporânea. Entre móveis e equipamentos históricos, como um dos órgãos históricos mais bem preservados do mundo, de 1724, há instalações de exposições temporárias. O ingresso pode ser adquirido na hora — custava 13,50 euros em 2024. É uma das atrações inclusas no cartão I Amsterdam City Card.

Hostéis e hotéis no Red Light District de Amsterdam

A região do Red Light District não é necessariamente conhecida pela hotelaria, mas tem, sim, algumas opções de hotéis e de hostéis por ali. A vantagem é que fica muito próxima de muitos pontos turísticos, restaurantes e coffeeshops. Seguem algumas opções:

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