Chapada Diamantina

Vale do Pati

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Conhecido como um dos trekkings mais bonitos do Brasil, o Vale do Pati atrai os viajantes que buscam contato mais direto e profundo com a imensidão da Chapada Diamantina. A região do Vale do Pati é desafiadora, linda e tem mesmo uma energia inexplicável. E basta perguntar aos guias da Chapada Diamantina qual o melhor lugar de toda a região para ter quase sempre como resposta o Vale do Pati. Eles não estão exagerando e só mesmo em uma imersão na experiência de “fazer o Pati” para ter a dimensão de quão transformadora é essa viagem. 

Os roteiros mais comuns pelo Vale do Pati seguem percursos de três a cinco dias, mas o tempo de duração pode ser negociado com o guia, caso seja um grupo particular. No geral, o trekking pelo Vale do Pati tem de 15 km a 25 km de caminhada por dia, sempre com muito sobe e desce, já que estamos falando de um vale. No Pati, não há estradas para automóveis e por lá a única maneira de circular é a pé ou com a ajuda de animais, como éguas e burros, usados pelos moradores no transporte de cargas até as residências locais.

Quando falamos do Pati, estamos tratando de um lugar bastante remoto, onde pouco mais de uma dezena de famílias vivem e recebem os turistas que chegam para a viagem. É na casa dessas famílias que os turistas se hospedam, tomam banho e fazem as refeições. Tudo é muito simples, mas o suficiente para uma boa noite de sono, com cama confortável e comida sempre muito saborosa. O lado ruim fica por conta da água fria para banho. Sim! Ainda não há uma casa sequer no Pati que ofereça um relaxante banho de água quente. Por lá, só mesmo a gelada água da Chapada Diamantina, mas o chuveiro está garantido! A energia é bem limitada e muitas vezes de placa solar, mas sempre há uma tomada para carregar os eletrônicos.

Entre as casas mais famosas para hospedagem no Vale do Pati estão a Casa do Seu Wilson (onde nós nos hospedamos), a Casa da Dona Raquel (onde acontece um famoso forró com sanfona de primeira), a Prefeitura, a Igrejinha, a Casa da Dona Leia e a Casa do Seu Aguinaldo e Miguel. Em todos os casos, a reserva de cama é feita pelos guias e dificilmente será possível entrar em contato com as casas por telefone. Quem faz o percurso por conta própria precisará contar com a sorte de encontrar uma vaga, caso chegue sem reserva. As diárias custam, em média, R$ 100 e oferecem cama, jantar e café da manhã. Algumas casas aceitam camping, mas não todas. Os quartos podem ser de casal ou coletivo, porém o mais comum são mesmo os quartos coletivos, onde viajantes dividem o sono e as experiências ao longo do Pati. 

Quem visita o Pati segue diferentes rotas, a depender do número de dias, da habilidade física e do guia que estiver acompanhando o grupo, porém algumas atrações são comuns a quase todos os passeios. Os principais pontos visitados pelos viajantes que fazem o Pati são: o Mirante e a Rampa do Pati (que também pode ser conhecido em uma trilha de apenas um dia, com bate e volta bem cansativo saindo do Beco do Guiné); as Gerais do Vieira e as Gerais do Rio Preto; o Cachoeirão; o Morro do Castelo; e a Cachoeira do Funil. O número de atrações visitadas vai depender do roteiro, mas o importante mesmo do Pati é a experiência do trekking. O bom do Pati é curtir cada passo dado naquela imensidão.

Para chegar ao Vale do Pati, há diversas portas de entrada. Os acessos mais comuns são pelo Beco do Guiné (Mucugê), o Bomba (Vale do Capão) e a Ladeira do Império (localizada em Andaraí e especial para roteiros de cinco dias). O mais comum é chegar e sair pelo Guiné e Capão. Até esses locais, o trajeto é de carro e depois os turistas seguem a pé pelo Vale do Pati. Quem desejar fazer o roteiro por conta própria (recomendado apenas para turistas experientes em trekking e travessias), é possível combinar com um transfer o local para levar e buscar ao final da viagem. 

O Vale do Pati está entre as experiências mais caras da Chapada Diamantina, mas não é um preço exorbitante. O cálculo médio em agência, por pessoa/dia, é de R$ 300. Nesse valor estão incluídos o serviço de guia, a hospedagem e as refeições (não inclui lanche ao longo do dia, só as três refeições principais). Quanto maior o grupo, maiores as chances de um desconto. Nós recomendamos que o trekking pelo Pati seja feito através de agências ou com guias experientes e bem conhecidos, como o João Pé no Chão, conhecido por fazer a travessia descalço. Não contrate guias sem experiência e que não estejam cadastrados nas associações de guias da região. 

Para visitar o Vale do Pati, é preciso estar bem preparado e equipado. As caminhadas são longas e será necessário carregar mochila e usar roupas e calçados adequados ao trekking. Quanto mais longo o roteiro, maior será o peso. Leve para o Pati uma mochila compatível com a sua viagem e abra mão de todos os itens que não sejam importantes. Quanto menos peso, melhor. Roupas leves e que possam ser lavadas são o ideal. Para o inverno, um casaco é fundamental, já que faz bastante frio à noite no Pati. Caso esteja hospedado nas casas dos nativos que oferecem jantar e café da manhã, será necessário levar apenas o lanche para o dia de trilha. Quem faz o passeio com agência costuma ter esse lanche incluído, mas o mesmo não acontece na contratação de guia particular. É importante avaliar a melhor relação custo/benefício. 

O Vale do Pati não costuma estar incluído no roteiro dos turistas que buscam viagens rápidas pela Chapada Diamantina. Ele é procurado por quem deseja ir além da rota comum e entrar de cabeça nas belezas da região. Se você faz a linha aventureiro e está em busca de dias de sossego e isolamento em meio à imensidão da Chapada, esse passeio é para você! Separe alguns dias da viagem para fazer o Pati e saia de lá com a mesma sensação de todos os viajantes: que o Pati é o lugar mais espetacular da Chapada Diamantina!

Capão-Guiné, Palmeiras - BA

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