Passeios em San Andrés
Os passeios em San Andrés são parte fundamental da viagem, sua programação não estará completa sem eles. Falo especialmente dos passeios de barco — as atrações mais incríveis do Caribe colombiano não são acessadas por terra — e também da famigerada volta à ilha, que a maioria dos turistas faz de moto ou mulita. Ainda não sabe o que é uma mulita? Vai se divertir descobrindo!
Confira aqui os 5 hotéis em San Andrés mais reservados por nossos leitores:
Uma grande vantagem é que os passeios têm um preço muito acessível se compararmos aos oferecidos em outras ilhas do Caribe, mais barato até que alguns destinos brasileiros. Via de regra, não precisa reservá-los antes de viajar. Sai mais em conta comprando na ilha mesmo, direto com os operadores na Playa Spratt Bight ou nas marinas de onde partem os barcos. Veja nossas dicas de quando e onde comprar os passeios.
Passeios em San Andrés: a melhor forma de conhecer a ilha!
1. Passeio à ilha de Johnny Cay
É consenso aqui no Melhores Destinos: o passeio mais imperdível é Johnny Cay, uma ilhota a 15 minutos de barco de San Andrés com mar estonteante. Acho que as fotos dispensam descrição, né?!
A ilha tem cerca de 100 metros de uma ponta a outra, tem areia branquinha e muitos coqueiros. A costa norte é rochosa: não serve para banho, mas é perfeita para fotos. A praia disponível para banho fica na costa sul da ilha, a que está voltada justamente a San Andrés. Tem certa estrutura por lá, incluindo restaurantes e banheiro pago.

É possível alugar guarda-sol e cadeiras, mas eu levei minha canga e estendi em um cantinho um pouco mais sossegado. Vale caminhar para as extremidades da praia para procurar algum ponto mais tranquilo (tem dias que a ilha enche!).
Johnny Cay pode ser visitada tanto com lanchas que vão exclusivamente para lá, quanto como parada em um passeio de barco que reúne várias atrações ao longo de um dia. Eu acho que vale reservar o dia inteiro para a ilha, se a previsão do tempo for boa.
Inclusive, o acesso à ilha é interrompido quando tem muito vento ou mar agitado. Isso pode ocorrer pontualmente ou mesmo por vários dias, então não deixe Johnny Cay para o final da viagem. Veja mais dicas de como chegar nesse link.
2. Passeio a Acuario de San Andrés e Haynes Cay
O Acuario de San Andrés e a ilha de Haynes Cay estão entre as atrações imperdíveis do Caribe colombiano e também são acessadas apenas de barco. A cor desse mar já seria motivo suficiente, mas é também um ponto excelente para observar a fauna marinha.
O mar é rasinho e tão cristalino que você enxerga muita coisa de fora, porém vale a pena levar uma máscara de snorkel para mergulhar e ver tudo em detalhes. Dá para ver várias espécies de peixes, arraias, até tubarões.

As duas atrações ficam juntas: Haynes Cay é a pequena ilha salpicada de coqueiros que você vê na foto, enquanto o aquário é o banco de areia que a rodeia. Para ir de uma a outra quando a maré está mais alta, os turistas usam uma plataforma flutuante removível, que balança bastante. A galera se diverte, mas eu já vi vídeo de gente caindo em dias de mar mexido. É rasinho, não se preocupe que ninguém se afogou.
Para chegar, é a mesma coisa que a Johnny Cay: as atrações podem ser visitadas tanto com lanchas que vão exclusivamente para lá, quanto como parada em um passeio de barco que reúne várias atrações ao longo de um dia. Uma dica para pegar o lugar menos movimentado é ir pela manhã, se possível até as 10h. Eu fiz o passeio ao amanhecer por lá e adorei a experiência — falo mais sobre ele abaixo. Veja todas as dicas e como chegar ao aquário natural neste link.
3. Passeio de barco de dia inteiro — se possível, de pontoon
O passeio de barco de dia inteiro é a melhor forma de curtir o famoso mar de sete Cores, com vários mergulhos pelo caminho. Os roteiros têm variações, então atente à lista de "paradas". Há opções que incluem tanto Acuario de San Andrés como Johnny Cay — normalmente, são chamados de VIP.
A cooperativa de lancheiros da casinha amarela, na praia de Spratt Bight, cobrava 85 mil pesos colombianos por pessoa em 2026, cerca de R$ 115. Mas nesse passeio longo, eu sugiro optar por um barco do tipo "pontoon", uma embarcação plana mais espaçosa e confortável que as lanchas convencionais do passeio coletivo. O passeio era vendido nas marinas por cerca de 120 mil pesos colombianos, equivalente a R$ 160.
Passeio de barco do tipo pontoon
Eu contratei o meu passeio de pontoon diretamente na marina Muelle Tonino, no guichê da Dejavu Tours. Vale destacar que os passeios nas marinas não são tabelados, então faça a sua pesquisa antes de fechar negócio. Os passeios de dia inteiro normalmente partem às 9h30min e vão até por volta de 16h. Você até pode chegar lá no dia e ver qual empresa tem vaga, mas, nesse caso, eu escolhi a empresa e reservei no dia anterior.
O passeio que eu fiz passava pelos mangues do Parque Nacional Old Point; fazia uma parada em Palito, um banco de areia com água rasinha e cristalina; parava ainda no Acuario de San Andrés, para observação de animais marinhos junto com um guia; e nos bares flutuantes de Aguas Blancas (Ibiza e Paradise Sunset). Incluía ainda uma parada em um ponto isolado no bairro de San Luis para almoço.
4. Volta na ilha de moto ou mulita
A gente passa a maior parte da viagem na ponta norte da ilha, que é de onde saem os passeios acima. Mas eu recomendo demais desbravar os outros cantos de San Andrés. E é aí que entra o chamado tour de volta na ilha.
Normalmente, os turistas fazem esse passeio por conta, alugando por um dia uma moto ou mulita. Mulita é uma mistura de buggy com carrinho de golfe, automática e bem fácil de dirigir (tem ré, neutro e drive/aceleração). Eu adorei sentir a brisa do mar na cara enquanto afundava o pé no acelerador para atingir 30km/h, no máááximo 40km/h. É, elas são meio lentinhas hehe.

É bem fácil alugar motos e mulitas no centrinho de San Andrés (Playa Spratt Bight). Tinha fileiras delas tanto na Carrera 1a quanto na Calle 1c. Também conversei com um locador na frente do Hotel Samawi. A gente dá ideia de preços e mais detalhes no post sobre transportes em San Andrés.
O tour ocorre basicamente todo pela via costeira, a única vez que eu entrei no "miolo" da ilha foi à altura do Parque Nacional dos Manglares Old Point, para acessar a primeira igreja batista de San Andrés. Você que decide se quer começar pelo Oeste ou pelo Leste, e vai fazer as paradas que quiser, pelo tempo desejado (há sinal de internet em praticamente toda a ilha, para usar aplicativos de GPS).
Eu levei o dia inteiro para dar a volta na ilha, mas sei de turistas que não quiseram fazer muitas paradas e em duas horas estavam de volta. Importante: leve pesos colombianos em espécie para pagar os ingressos das atrações.
As principais paradas do tour de volta na ilha:
- Primeira igreja batista de San Andrés: fundada nos anos 1840, é uma importante testemunha da história da ilha colombiana e de sua formação identitária. Ela fica no alto de uma colina no bairro La Loma e pode ser visitada, com cobrança de ingresso — era 15 mil pesos colombianos quando fui, cerca de R$ 20. Era possível subir na torre da mesma, para ver a ilha do alto.
- Rocky Cay: também chamada de Cocoplum Beach, é a praia mais estruturada do bairro de San Luis. É um dos melhores lugares para relaxar à beira-mar no Caribe colombiano: tem pelo menos dois beach clubs com uma vibe tranquila e barracas com serviço de praia. Turistas vão de barquinho ou caminhando/nadando até uma mini ilha perto da costa, com um navio naufragado do lado — muita gente leva o snorkel.
- Sound Bay: outra praia do bairro de San Luis com mar delicioso. Tem cerca de 500 metros de extensão, com faixa de areia clarinha, mar cristalino e alguns coqueiros. Conta com alguns restaurantes e bares à beira-mar. Também é possível alugar espreguiçadeiras, cadeiras e guarda-sóis.
- Playa Charquitos: Na ponta sul da ilha, tem alguns bares às margens da estrada, mas não espere mesa e cadeira, banheiro, nem nada estruturado. A praia fica exatamente do lado da via costeira, e a faixa de areia é bem estreita. O mar é cristalino, com uma cor lindíssima. Ali é um lugar que vale entrar de sapatilhas aquáticas ou mesmo de chinelo, pois a costa está cheia de pedras.
- Palm Road - Calle de la palmas: É um trechinho da via costeira bem ao sul da ilha, pertinho do Hoyo Soplador. Além das palmeiras à beira da estrada, o mar bem próximo compõe o cenário, rola de tirar fotos bem lindas. Mesmo se você decidir não parar, sugiro que preste atenção nesse trecho, porque sempre tem turistas caminhando no meio da via.
- Hoyo Soplador: Podemos traduzir para português como "buraco soprador". É uma fenda natural no meio das pedras por onde jorra água e bastante vento quando tem ondas. É um ponto turístico curioso, mas depende 100% das condições do mar. Tem gente que sai dali encharcado, mas quando eu fui o mar estava calminho e não acontecia nada. Não tem cobrança de ingresso, mas prepare-se para o assédio dos vendedores de bares e lojas locais.
- La Piscinita: é um ponto de acesso ao mar na costa Oeste de San Andrés, com toboágua e trampolim. Não é uma praia, mas uma costa rochosa favorável para a prática de snorkel, com um mar cristalino e relativamente profundo. Ao redor, tem um bar, uma pequena sorveteria, mesas e cadeiras com guarda-sol. Cobra ingresso, mas bem baratinho, paguei 5 mil pesos colombianos, cerca de R$ 7.
- West View: fica do lado da Piscinita e é praticamente o mesmo esquema, mas maior e com algumas atrações a mais. A parte divertida são os "brinquedos" para a galera se jogar na água: um toboágua e trampolins. Também conta com bar e um restaurante do outro lado da rua. É cobrado ingresso no parque, em pesos colombianos, mas não é caro (paguei 10 mil pesos colombianos, cerca de R$ 13).
- Museu Interativo Pirata The Persistence: é basicamente um galpão transformado em museu para contar a história dos piratas do Caribe. É bem simples, não espere nada grandioso. Um homem vestido de pirata que conta a história (leva meia hora, aproximadamente), e depois é possível tirar fotos com adereços. É cobrado ingresso, era 20 mil pesos em abril de 2026, cerca de R$ 27.
- Caverna de Morgan: a ideia é parecida com a do museu anterior, busca resgatar um pouco da história de San Andrés, especialmente relacionado aos piratas — Henry Morgan foi um pirata. O espaço possui uma caverna natural, algumas construções e réplicas de navios. Cobravam 30 mil pesos colombianos (cerca de R$ 45) no começo de 2026.
- Casa Museu Isleña: um museu modesto, que tem por objetivo mostrar a história e identidade raizal (população nativa afro-caribenha da ilha). Expõe objetos antigos, instrumentos musicais, arquitetura típica e conta como San Andrés foi influenciada por ingleses, africanos e colombianos. Cobrava 20 mil pesos colombianos, cerca de R$ 27.
Se você não pretende alugar moto ou mulita, existe a opção de comprar um passeio compartilhado para fazer a volta à ilha. Um exemplo é a Chiva Rumbera, um ônibus com laterais abertas que imita um trenzinho turístico. Custava 60 mil pesos colombianos em abril de 2026 (R$ 80) e saía da frente do Hotel SeaFlower.
5. Voo de parasail
Atividade faz um sucesso gigantesco com os brasileiros em San Andrés, o parasail é uma oportunidade ímpar de ver o mar de sete cores e a ilha do alto (chega a quase cem metros!). Esse passeio aqui é o único que eu recomendo veementemente reservar antes de viajar, pois as vagas esgotam mesmo.
Trata-se de um paraquedas conectado a uma lancha, que sobe devagar conforme o barco acelera. Não é uma queda brusca nem algo parecido com pular de avião — a sensação é mais de estar flutuando. É bem mais tranquilo do que parece vendo de longe.
O tempo no ar é curtinho, cerca de oito minutos. Mas o rolê inteiro dura cerca de 1h30min, porque vários participantes vão juntos na mesma lancha e só voltam quando chegou a vez de todos. No meu barco, só tinha brasileiros, acredita?
Normalmente, as lanchas partem do Muelle de la Policia, na baía de San Andrés. Vale reservar semanas antes — se não tiver mais em uma agência, não se desespere e tente em outra. Ainda assim, não é garantia de que vai acontecer, pois necessita das condições adequadas de vento. Vi gente sendo remarcada um dia após o outro, o que é bem ruim, porque atrapalha a programação inteira.
Também é um dos passeios mais caros da ilha. Custava 230 mil pesos colombianos por pessoa em abril de 2026, cerca de R$ 300. Pelas minhas pesquisas, o preço nas agências era o mesmo que direto com a operadora.

6. Caiaque nos mangues de San Andrés
Os manguezais ("manglares", em espanhol) de San Andrés são lindíssimos, ficam em uma área protegida chamada Parque Nacional Old Point. Eles são essenciais para a ilha porque servem como berçário natural para peixes, crustáceos e aves, para proteção contra erosão e ondas fortes e como filtro natural da água.
Quando eu viajei à ilha, em abril de 2026, o acesso a pedestres estava interrompido para obras. Mas havia duas formas de conhecer essa região. A primeira e mais comum é no passeio de barco de dia inteiro, que já descrevemos anteriormente. Os guias desligam a música, para não afugentar as aves, e passam devagarinho perto das árvores parcialmente submersas.

Mas para chegar nessa área dos manglares mais rasinha da foto, com água super clarinha, é necessário fazer o passeio de caiaque transparente. Tinha uma empresa apenas que executava esse passeio quando eu viajei, a Eco Fiwi, com uma sede bem caribenha na frente da entrada do parque nacional. Custava 200 mil pesos colombianos por pessoa, cerca de R$ 270, o mesmo preço que vi nas agências de turismo.
É um passeio guiado de cerca de duas horas. O que mais me surpreendeu foi passar dentro dos mangues, em túneis naturais, vendo águas vivas passando embaixo do casco transparente. Também tem uma pausa para snorkel (eles emprestam o equipamento), entre peixes de várias cores e pilhas e mais pilhas de conchas, as maiores que já vi. Não esqueça de levar água para beber, pois tem que remar bastante!
O passeio propõe uma conexão muito especial com a natureza. Não é barato, mas eu adorei a experiência! No final, ainda tinha um lanchinho com quitutes típicos da ilha.
Dá para ir até o ponto de encontro de mulita, de táxi (mas pegue contato para o retorno) ou de ônibus, o pessoal da empresa explica direitinho por mensagem.
7. Passeio de veleiro ao amanhecer
O passeio de veleiro ao amanhecer costuma ter o Acuario de San Andrés como destino. Está certo que quando eu fui não tinha nada de vento e o veleiro precisou ser rebocado por uma lancha, o que é meio que trapacear, né, hehe. Mas o aquário natural estava muito mais tranquilo e silencioso do que o cenário que eu havia encontrado na tarde anterior e acabou compensando.
É preciso acordar ainda no escuro, e o bom é que mandam um motorista no seu hotel para te buscar. Os veleiros não muito grandes (estávamos em sete pessoas apenas) e têm um formato parecido com o de uma jangada. A gente se sentou nas laterais, e no meio tinha uma espécie de tela vazada, sob a qual a gente via o mar. 
Eu conheci gente que amou, que sentiu uma conexão com a natureza incrível ao ver o sol nascendo no meio do mar, mas também gente que ficou decepcionada, pois a saída atrasou e ficou claro antes dos veleiros partirem.
Eu adorei, apesar do sol nascendo atrás das nuvens e do lance de sermos "puxados" por uma lancha, um veleiro atado no outro. Muito porque rolou de fazer snorkel com mais tranquilidade, eu vi até um tubarão passando longe. E porque a atmosfera lá no Acuario assim cedinho é diferente, sem aquele amontoado de gente e de barcos com som a todo volume.
Custou 190 mil pesos colombianos (cerca de R$ 250), eu reservei com agência local um dia antes.
8. Passeio em um barco transparente
É um passeio de barco com casco totalmente transparente. Eu não cheguei a fazer, mas vi que tinha saídas no Muelle de la Policia, na ponta norte da ilha, com a empresa Clearboat. Tinha duração de 1h30min, com parada para mergulho, e preço de 150 mil pesos colombianos em abril de 2026, cerca de R$ 200. É mais uma forma curiosa de observar o mar de sete cores e sua vida marinha.

9. Mergulho com cilindro
Com essa água cristalina e a diversidade da fauna, obviamente San Andrés também seria um ponto massa para mergulho com cilindro. Por lá eles chamam a atividade de "buceo".
Qualquer agência da ilha vende esse passeio, em abril de 2026, eu orcei por 120 mil pesos. Normalmente, eles te levam para a região do parque West View, na costa oeste, onde tem uma estátua de Poseidon imersa no mar, para servir de atração turística mesmo. Ou então para os corais na região de San Luis, na costa sudeste.
Se você tem planos de ir para Providencia também, a dica é deixar para fazer o mergulho com cilindro por lá, em uma das maiores barreiras de corais do mundo.
10. Passeio de jet ski
Outra atividade que os brasileiros adoram em San Andrés é o passeio de moto aquática, o famoso jet ski. Eles não costumam exigir habilitação para dirigir esse veículo. Você só recebe uma breve introdução sobre como pilotar, um colete salva-vidas e sai desbravando o mar de San Andrés.
O preço varia de acordo com o tempo, normalmente costuma ser de 30 minutos a 1 hora. É reservado diretamente com as agências, mas eu vi gente oferecendo na Playa de Spratt Bight também.
É melhor contratar passeios em San Andrés ou no Brasil?
Em linhas gerais, é super fácil e sai mais barato contratar passeios direto na ilha, seja na beira-mar da Playa Spratt Bight ou nas marinas da baía de San Andrés. Tem uma exceção: o parasail vale agendar com boa antecedência, independente da época da viagem, porque as vagas esgotam e ainda corre o risco de ser remarcado várias vezes por condições do vento.
Dou meu exemplo pessoal (que me suscita uma pontada de vergonha): como o passeio a Johnny Cay seria meu primeiro em San Andrés, eu me antecipei e reservei com agência antes de viajar. Me senti uma idiota quando cheguei lá e descobri que paguei quase o dobro. Paguei 100 mil pesos colombianos, enquanto direto com a agência que faria meu passeio, no Muelle Tonino, estava saindo por 60 mil no dia.
Atente que as agências costumam cobrar 10% no pagamento no cartão, seja reservando antes ou no local.
Os passeios mais baratos que encontrei foram direto na casinha amarela de madeira da Cooperativa de Lancheros na Playa Spratt Bight - Cooperative C’Brothers. Mas também tem passeios muito bacanas saindo das marinas da baía de San Andrés, e vale fazer sua pesquisa porque os preços não são tabelados. Dá para comprar passeios de barco e transportes para as ilhas próximas um dia antes ou na hora de embarcar mesmo, levando a previsão do tempo em consideração.
Mas contratar os passeios no Brasil também tem suas vantagens. Eu conheci muitos brasileiros que já chegaram na ilha faceiros com tudo organizado e pago, fechado com agências de brasileiros mesmo, que te atendem em português. A vantagem é justamente esse acompanhamento, de ter os passeios sugeridos de acordo com seu perfil, a tranquilidade de ter vaga garantida e algumas agências dão a possibilidade de parcelar. Mas algumas dessas agências exigem semanas de antecedência para reservas.
Se você vai viajar a San Andrés na altíssima temporada — do final de dezembro a janeiro, na Páscoa, julho ou feriadões colombianos —, até faz sentido reservar os passeios mais desejados antes de viajar. Atualmente, o risco de não conseguir reservar passeios no local não é tão alto, mas a cada ano, a ilha tem atraído mais gente, com picos de superlotação.
Jéssica Weber