O que fazer em San Andrés
O que fazer em San Andrés? Eu faço essa pergunta e automaticamente me vejo sendo puxada por uma lancha em um paraquedas, mergulhando entre peixes coloridos e arraias, pilotando minha mulita ao redor da ilha — ainda não sabe o que é? E vejo muitos, muitos flashes de um mar surreal de azul ao som da colombiana Karol G. San Andrés é Caribe com sazón, uma versão alegre e popular do paraíso.
A programação dos turistas na ilha é focada em passeios e, claro, momentos na areia para curtir o marzão caribenho. Se for do seu agrado, use o tempo livre para fazer umas comprinhas e garimpar eletrônicos com bom preço, e não deixe de se esbaldar nos frutos do mar servidos nos restaurantes locais.
Ilha de Johnny Cay
Quatro dias são o suficiente para conhecer as atrações, mas eu acho uma boa ficar uma semana para conseguir relaxar também — férias na praia também são sobre isso! Eu fiquei oito dias e ainda consegui viajar para Providencia, a vizinha pacata e mais preservada de San Andrés.
É importante escolher o período certo para viajar. No verão e feriadões, a multidão pode prejudicar a experiência — veja nossas dicas que quando ir a San Andrés. E também é necessário escolher um bom lugar para ficar. Eu já vou adiantando que a fama da hotelaria não é das melhores, algumas hospedagens não têm nem água quente. Mas tem havido uma renovação interessante, e garimpamos excelentes opções em Spratt Bight, a praia principal:
Agora sim, vem ver o que fazer no Caribe colombiano:
O que fazer em San Andrés: 21 dicas para todos os gostos
- Acuario de San Andres
- Ilha de Johnny Cay
- Praia principal - Spratt Bight
- Passeio de barco
- Voo de parasail
- Comidas típicas
- Volta à ilha de moto ou mulita
- Praias de San Luis
- Primeira igreja batista de San Andrés
- Caiaque transparente nos manguezais
- West View e La Piscinita
- Hoyo Soplador
- Mergulho com cilindro
- Bares flutuantes
- Museus
- Melhores restaurantes
- Passeio em barco transparente
- Onde ver o pôr do sol
- O que fazer de noite
- Fazer umas comprinhas
- Viajar à Providencia
1. Fazer snorkel no Acuario de San Andrés
Acessado de barco, o Acuario de San Andrés é um dos passeios mais famosos e imperdíveis da ilha. É um banco de areia de águas rasas e transparentes, com tons incríveis de azul. O lugar é perfeito para snorkel. Dá para observar peixes coloridos, arraias e, às vezes, até pequenos tubarões-lixa. Leia o relato completo.

O aquário natural fica junto de Haynes Cay, a ilhota que aparece ao fundo, nas fotos. Tem restaurantes ao ar livre, banheiros pagos e armários por lá, caso você decida ficar o dia inteiro. Dependendo da maré, para ir do aquário natural à ilha, os turistas usam uma plataforma flutuante removível, que balança bastante. A galera se diverte nessa parte.
As atrações podem ser visitadas tanto com lanchas que vão exclusivamente para lá, quanto como parada em um passeio de barco que reúne várias atrações ao longo de um dia. Uma dica para pegar o lugar menos movimentado é ir pela manhã.

Considere fazer o passeio do veleiro ao amanhecer, que costuma ter o Acuario como destino, com tempo para snorkel. Está certo que quando eu fui não tinha nada de vento e o veleiro precisava ser rebocado por uma lancha, o que é meio que trapacear né hehe, mas a atmosfera por lá compensou demais: estava muito mais tranquilo e silencioso do que o cenário que eu havia encontrado às 14h do dia anterior. E ver os primeiros raios de sol em alto mar é uma bênção!

2. Visitar a Ilha de Johnny Cay
A ilha de Johnny Cay é um cartão-postal único de San Andrés e o passeio mais desejado da viagem - pelo menos, por mim! A ilhota fica a poucos minutos de lancha da costa e entrega exatamente aquela imagem clássica de Caribe: mar azul-turquesa cristalino, areia branca e muitos coqueiros.

A praia para banho não é muito grande e pode ficar bem cheia. Mas caminhando para as extremidades, dá para encontrar cantinhos mais de boas para estender sua canga à sombra das árvores. Se bobear, alguma iguana vai te visitar — elas são as moradoras oficiais de Johnny Cay.
A ilha é pequena, mas tem alguma estrutura: tem cerca de cinco restaurantes e bares, aluguel de cadeiras, banheiros pagos, o básico para passar o dia. Não tem chuveiros. Um detalhe importante é que o acesso pode ser suspenso em dias de vento forte ou mar agitado, então vale deixar o passeio para os primeiros dias da viagem.
Na minha opinião, vale reservar um dia inteiro da viagem para Johnny Cay, e não apenas uma parada no passeio de barco. Veja todas as nossas dicas.
3. Curtir muito a Praia de Spratt Bight
Envolve um certo trabalho chegar nas atrações acima, por mais que fiquem pertinho da costa. Então a Playa Spratt Bight surge como a solução para os dias de preguiça: se você escolher um bom lugar para ficar (veja nossas dicas de onde se hospedar em San Andrés), vai precisar caminhar apenas alguns metros pra chegar nas suas areias clarinhas.

Spratt Bight é a praia principal de San Andrés, onde fica basicamente tudo, os hotéis, os restaurantes, os caixas eletrônicos, as lojas, as agências, a vida noturna, é de onde saem os passeios também. E apesar da movimentação, o mar continua cristalino, com os diferentes tons de azul que dão fama à ilha. Ok, tem um trecho ali no meio cheio de pedras e sargaço, mas você vai buscar um lugar bom de mergulhar.
Spratt Bight tem mais de 1km de extensão e faixa de areia larga, bem espaçosa. Se você quer pegar a praia vazia como na foto acima, vale chegar cedo. Pelas 9h já está fazendo bastante calor e tem pouca gente à beira-mar, o paraíso! O final da tarde também rende mergulhos deliciosos. A praia é margeada pelo Paseo Peatonal, um calçadão exclusivo para pedestres, que atrai bastante gente tanto de dia quanto à noite. Leia todas as nossas dicas da praia.
4. Fazer um passeio de barco
Um passeio de barco de dia inteiro é a melhor forma de explorar o famoso Mar de 7 Cores, com alguns mergulhos para se refrescar. Normalmente, sai às 9h30min e volta pelas 16h da ponta norte, com várias atrações pelo caminho.
Há a opção de fazê-lo com lancha coletiva, que custa mais barato (era em torno de 85 mil COP por pessoa em abril de 2026, cerca de R$ 115), mas eu preferi o passeio com pontoon, que é um tipo de barco mais confortável (esse estava 120 mil COP, equivalente a R$ 160).
Barco do tipo pontoon
Os roteiros têm variações, então atente à lista de "paradas". Alguns incluem Johnny Cay e outros não. O passeio que eu fiz passava pelos mangues do Parque Nacional Old Point; fazia uma parada em Palito, um banco de areia com água rasinha e cristalina; parava no Acuario de San Andrés, para observação de animais marinhos junto com um guia; e, por fim, previa uma passada nos bares flutuantes de Aguas Blancas (Ibiza ou Paradise Sunset). Previa ainda uma parada em um ponto distante da Rocky Beach, para almoço.
Eu contratei o meu passeio de pontoon diretamente na marina Muelle Tonino, no guichê da Dejavu Tours. Vale destacar que os passeios nas marinas não são tabelados, então faça a sua pesquisa antes de fechar negócio, vale até pechinchar. E se você estiver em grupo, não deixe de orçar passeios de barco privativo. Daí você pode decidir nde quer ir e por quanto tempo, colocar sua música, enfim, transformar o passeio em uma festa particular!
5. Voar de parasail
Atividade que faz um sucesso absurdo entre os brasileiros em San Andrés, o parasail é uma oportunidade massa de ver o mar de sete cores e a ilha do alto — chega a quase cem metros! Ah, e já vou avisando: é a única atividade que eu acho importante reservar antes de viajar a San Andrés, porque as vagas podem esgotar.
É basicamente um paraquedas conectado a uma lancha, a corda vai sendo liberada devagar, conforme o barco acelera, e você vai subindo em direção ao céu. Não é uma elevação brusca nem nada parecido com pular de avião: vai elevando devagarinho, como se você estivesse em um elevador. Acaba sendo mais contemplativo do que radical. Pode ser que você se molhe no começo ou na descida, mas, normalmente, a pessoa não fica submersa.

O tempo no ar é curtinho, uns oito minutos. Mas o rolê inteiro dura cerca de 1h30min, porque várias pessoas vão junto na mesma lancha, que só volta ao píer quando chegou a vez de todos. No meu barco, só tinha brasileiros, acredita?!
Normalmente, as lanchas partem do Muelle de la Policia, na baía de San Andrés, que cobra uma taxa em pesos colombianos em espécie para entrar. Vale reservar o parasail semanas antes. Se não tiver mais em uma agência, não se desespere e tente em outra. Mas se você só ficou com vontade quando chegou à ilha, obviamente, vale tentar ainda alguma vaga com agência, pode ser que tenha uma brechinha.
Infelizmente, a reserva não é garantia de que a atividade vai acontecer, pois necessita das condições adequadas de vento. Vi gente sendo remarcada um dia após o outro, o que compromete a programação toda na ilha. E é um dos passeios mais caros em San Andrés. Custava 230 mil pesos colombianos por pessoa em abril de 2026, cerca de R$ 300. Pelas minhas pesquisas, nesse caso, o preço nas agências era o mesmo que direto com a operadora.
6. Provar coco loco e rondón - ou não hehe
Eu não sou embaixadora de nenhum deles, mas se você é o viajante que gosta de provar a bebida e a comida do destino, precisa comer rondón e beber coco loco.
O primeiro é o prato típico de San Andrés. Rondón é basicamente um ensopado: peixe cozido em molho de coco, com caracol, dumpling (uma espécie de bolinho de massa de pão), pimenta e rabo de portco. Que combinação, senhores.
Eu estava bem desconfiada, então pedi no restaurante mais conceituado da ilha (La Regatta) pra ter certeza que teria a experiência correta. Foi bem melhor do que eu imaginava, o molhinho é bem sutil, e, embora rabo de porco seja um ingrediente que sempre me faz torcer o nariz — ainda mais junto com frutos do mar! —, ele trouxe um contraste interessante de sabor e consistência.

Uma curiosidade: ali no menu estava grafado Run Down, em inglês mesmo. "Rondón" provavelmente foi uma variação "espanholada" de run down, que pode referir-se à maneira como o peixe é cozido completamente, até quase se desfazer.
O coco loco é o drink mais famoso de San Andrés. Normalmente servido dentro da casca do coco, é uma mistura meio inconsequente de "álcools". A receita pode variar, mas geralmente leva rum, vodka E tequila com algum xaropinho para dar cor e sabor. O resultado é uma bebida doce e bem forte. Beber um coco loco apenas na ilha de Johnny Cay antes do almoço foi o suficiente para eu ficar "no brilho" hehe.

Mas se eu puder te recomendar algo para beber é a limonada de coco, uma bebida não alcoólica docinha e refrescante que é um verdadeiro patrimônio da Colômbia. Eu tomei todo dia na primeira semana da viagem, daí dei uma enjoada e parei. Mas agora me arrependo de cada limonada de coco que não tomei, que desperdício! Veja mais dicas de o que provar em San Andrés.
7. Volta à ilha de mulita
A gente passa a maior parte do tempo na ponta norte da ilha, mas a viagem não estaria completa se você não conhecesse o resto de San Andrés. E é aí que entra a chamada "volta à ilha".
Normalmente, os turistas fazem esse tour por conta, alugando uma moto ou mulita — um dia é o suficiente. Mas se você não pretende dirigir nada, existe a opção de comprar um passeio compartilhado de Chiva Rumbera, um ônibus que imita um trenzinho turístico. Custava 60 mil pesos colombianos em abril de 2026 (R$ 80) e saía da frente do Hotel SeaFlower.

Mulita é como eles chamam uma mistura de buggy com carrinho de golfe, super comum por lá. Normalmente, elas são automáticas, ou seja não têm marcha (só ré, neutro e drive/aceleração). Eu adorei sentir a brisa do mar na cara enquanto afundava o pé no acelerador para atingir 30km/h, no máááximo 40km/h — elas não andam rápido. É bem fácil alugar motos e mulitas no centrinho de San Andrés (Playa Spratt Bight), tem de dois até seis lugares. A gente explica tudo no post sobre transportes em San Andrés.

O tour de volta à ilha ocorre basicamente todo pela via costeira, a única vez que eu entrei no "miolo" da ilha foi à altura do Parque Nacional dos Manglares Old Point, para acessar a primeira igreja batista da ilha. Eu acho mais bacana fazer por conta, daí você decide se quer começar pelo Oeste ou pelo Leste e vai fazendo as paradas que quiser, pelo tempo desejado. Há sinal de internet em praticamente toda a ilha, dá para usar aplicativos de GPS.
Eu levei o dia inteiro para dar a volta à ilha, mas conversei com turistas que não quiseram fazer muitas paradas e em duas horas estavam de volta. Importante: leve pesos colombianos em espécie para pagar os ingressos das atrações.
A gente descreve melhor as atrações nos tópicos seguintes, mas seguem as principais paradas do tour de volta à ilha:
- Primeira igreja batista de San Andrés, no bairro de La Loma
- Praia de Rocky Cay, ou Cocoplum Beach, no bairro de San Luis, costa leste
- Praia de Sound Bay, no bairro de San Luis, costa leste
- Playa Charquitos, na ponta sul da ilha
- Palm Road - trecho da via costeira cercado por palmeiras (foto acima), na ponta sul
- Hoyo Soplador, o "buraco soprador", na ponta sul da ilha
- La Piscinita, local de mergulho na costa oeste
- West View, local de mergulho na costa oeste
- Museu Interativo Pirata The Persistence, no sudoeste
- Caverna de Morgan, museu com temática pirata na costa oeste da ilha
- Casa Museu Isleña, sobre os costumes da ilha, na costa oeste.
8. Visitar uma das praias de San Luis — Rocky Cay ou Sound Bay
Localizadas na costa leste de San Andrés, as praias de San Luis são menos urbanas e mais pacatas que Spratt Bight. Rocky Cay fica a 6km e Sound Bay, a 9km, você pode tanto conhecê-las em uma paradinha no tour de volta à ilha ou ir especialmente até lá para curtir o dia. Dá para ir de táxi, mas eu fui de ônibus, para economizar (veja nosso post sobre transportes em San Andrés).
Também chamada de Cocoplum Bay, Rocky tem pelo menos dois beach clubs com vibe tranquila, barracas com serviço de praia e até um hotel pé na areia, o Cocoplum Beach Hotel — isso é raridade em San Andrés. É uma praia bonita, cheia de coqueiros, mas em alguns trechos não é muito larga e fica cheia de guarda-sóis. O destaque ali é a pequena ilhota de Rocky Cay, que pode ser acessada caminhando pela água rasa em dias de mar tranquilo — em um trecho, eu precisei nadar um pouco. Ao lado dela, existe um navio encalhado em ruínas que atrai uma galera de snorkel:
Sound Bay também tem um mar lindíssimo. Essa inscrição em branco, "viva la vida", não podia ser mais adequada, vai dizer?! Não é uma praia com hotéis de destaque, mas conta com alguns restaurantes à beira-mar, então rola de passar o dia inteiro e comer bem. Alguns exemplos são o Capibeach, o El Paraiso e o Donde Francesca.

9. Visitar a primeira igreja batista de San Andrés
A primeira igreja batista de San Andrés foi fundada em 1844 e é uma importante testemunha da história da ilha colombiana e de sua formação identitária. Ela fica no alto de uma colina no bairro La Loma, é uma construção ao mesmo tempo sóbria e charmosa, toda em madeira. A parte mais divertida da visita é justamente a subida ao topo da torre, onde ficava o sino antigamente.
Primeiro, a gente foi convidado a entrar em uma casinha ao lado da igreja para assistir a um vídeo curto contando a história da igreja e da comunidade batista na ilha — ainda hoje, boa parte da população segue essa religião.

Então entramos no saguão da igreja e podemos usar uma escada de madeira para acessar a torre. A escada é estreita e íngreme, e à medida que você sobe, vai sentindo que o calor aumenta e que o acesso fica mais apertado. No alto da torre, o sino foi retirado e ficou um vão, onde você tenta se acomodar para ver a vista. É tudo bem improvisado, mas a paz lá de cima compensa. Pudemos ver as crianças brincando no pátio da escola ao lado e a "vida normal" acontecendo na ilha.
A igreja fica a 5km da praia principal e centrinho de San Andrés. A visita leva em torno de meia hora e é cobrado ingresso — custava 15 mil pesos colombianos (cerca de R$ 20) em abril de 2026. Aos domingos, ocorre culto às 10h30min. Não vale a pena ir de táxi ou ônibus até lá, se você tem o objetivo de conhecer, sugiro que coloque no seu roteiro de volta à ilha de moto ou mulita.
10. Andar de caiaque nos manguezais de San Andrés
Os manguezais ("manglares", em espanhol) ficam em uma área protegida chamada Parque Nacional Old Point. Eles são importantíssimos para a ilha, pois servem como berçário natural para peixes, crustáceos e aves, para proteção contra erosão e ondas fortes e como filtro natural da água.

É o lugar mais intocado da ilha, e também um dos mais bonitos. Alguns passeios de barco de dia inteiro até passam pelos manguezais, mas a melhor forma de conhecê-los é em um passeio guiado com caiaques transparentes. O que mais me surpreendeu foi passar dentro dos mangues, em verdadeiros túneis naturais, vendo medusas passando ao lado do casco. Também tem uma pausa para snorkel (eles emprestam o equipamento), entre peixes de várias cores e pilhas e mais pilhas de conchas, as maiores que já vi.
O passeio dura cerca de duas horas, e é bom levar água, porque você vai remar bastante! Tinha uma empresa apenas que executava esse passeio quando eu viajei, a Eco Fiwi, com uma sede bem caribenha na frente da entrada do parque nacional. Não é barato: custava 200 mil pesos colombianos por pessoa quando eu fiz, cerca de R$ 270. No final, tinha um lanchinho com quitutes típicos da ilha. Destaque para o suco de manga que nos serviram, estava incrível!
11. Mergulhar em West View ou Piscinita
La Piscinita e West View são pontos de acesso ao mar na costa oeste de San Andrés, ótimos para prática de snorkel. Não são praias, mas eu definiria como pequenos beach clubs, bem modestos, construídos na costa rochosa. A parte divertida são os "brinquedos" para a galera se jogar no mar — ambos contam com trampolim e toboágua.
Eles ficam lado a lado e têm a mesma proposta, então a gente sugere que se escolha um para entrar e ficar pelo menos uma hora. West View é maior e mais famoso — é onde a "chiva rumbera" costuma parar. Tem trampolim de até 4 metros de altura, haja coragem. Quando eu visitei, La Piscinita tinha menos gente, então me pareceu mais adequado para quem procura algo mais tranquilo.
La Piscinita
Você pode alugar máscara de snorkel e coletes salva-vidas por lá, mas se você puder levar, é melhor. Ambos têm bar e espreguiçadeiras ou cadeiras para quem quer ficar fora da água e armários para locação. Infelizmente, quando eu visitei o céu estava nublado, mas com sol a cor da água fica linda, com tons turquesas.
Em abril de 2026, a Piscinita cobrava 5 mil pesos colombianos por pessoa (R$ 7), contra 10 mil pesos (R$ 14) de West View. Mas ambos são muito em conta, mesmo em comparação aos preços praticados na ilha — só lembre de levar dinheiro em espécie. Ficam a aproximadamente 12km de Spratt Bight, são uma das principais paradas do tour de volta à ilha, que já falamos acima.
12. Conhecer o Hoyo Soplador
O Hoyo Soplador é uma atração turística curiosa da ponta sul de San Andrés, normalmente conhecido em uma parada rápida no tour de volta à ilha. É uma fenda natural no meio das pedras por onde jorra água quando tem ondas, como um jato. Mas depende 100% das condições do mar.
As pessoas param ao lado do buraco e ficam esperando a onda para pousar para fotos. Há vezes em que a água chega passa da altura delas, e o cabelo voa para cima com a força da água e do vento. Mas eu digo isso com base em vídeos que eu assisti na internet. Quando eu visitei o ponto turístico, o mar estava calminho e do tal do Hoyo Soplador não soprava nem uma brisa. Daí nem vale a parada.
Já vai sabendo que rola um certo assédio dos vendedores para conseguir arrancar alguma grana dos turistas. Fomos abordados no meio da rua enquanto passávamos de mulita e coagidos a comprar um drink ou limonada sem graça superfaturada (o equivalente a R$ 45). A justificativa era que não havia cobrança de ingresso e que a compra servia para ajudar os locais. A moça não chegou a ser grosseira, mas eu já aviso porque sei que tem muita gente que se incomoda, inclusive é uma reclamação constante na internet.
O Hoyo Soplador fica a 14km de Spratt Bight. Fica às margens da via costeira mesmo, a poucos metros da "Palm Road", um trecho da estrada à beira-mar com várias palmeiras no entorno.

13. Fazer mergulho com cilindro
Com essa água cristalina e a diversidade de fauna, obviamente San Andrés também seria um ponto massa para mergulho com cilindro. Por lá eles chamam a atividade de "buceo".
Qualquer agência da ilha vende esse passeio, em abril de 2026, eu orcei por 120 mil pesos (cerca de R$ 160). Normalmente, eles te levam para a região do parque West View, na costa oeste, onde tem uma estátua de Poseidon imersa no mar, como atração turística mesmo. Ou então para os corais na região de San Luis, na costa sudeste.
Se você tem planos de ir para Providencia também, a dica é deixar para fazer o mergulho com cilindro por lá, uma vez que tem uma das maiores barreiras de corais do mundo.
14. Tomar uns drinks em um bar flutuante
Quando eu viajei, havia dois bares flutuantes famosos em um banco de areia chamado Águas Blancas, próximo à baía de San Andrés. Eram o Sunset Paradise Beach (foto à esquerda) e o Ibiza (foto à direita), costumavam ficar a poucos metros um do outro. Eles são rebocados pela manhã até lá e puxados de volta no final da tarde.
Uma conhecida minha passou lá pela manhã e adorou a vibe. Mas eu passei de tarde, como parada no passeio de pontoon, e não curti. Tinha muitos, mas muitos barcos ao redor, o som estava muito alto e as bebidas eram caras também. Mas se você quer agitação, talvez seja justamente a sua praia.
O Sunset era mais espaçoso, com mais cadeiras e espreguiçadeiras. O Ibiza era mais apertado, e estava cheio de gente dançando no meio da tarde. Lá pelas tantas, metade pulou na água hehe. Ah, tome muito cuidado ao caminhar/nadar entre os bares, tem lanchas e pilotos de jet ski meio inconsequentes por ali.
As pessoas chegam como uma parada no passeio de barco, alugando lanchas particulares, ou rola também de contratar o transporte com os bares, custava 70 mil pesos, cerca de R$ 95.
15. Escolher um dos pequenos museus ao redor da ilha
San Andrés não é conhecida pelos museus, mas existe, ao longo do roteiro de volta à ilha, três pequenos museus que buscam contar um pouquinho da história do lugar. São estruturas modestas, não espere nada grandioso ou moderno. Mas lá você vai encontrar guias dispostos a preservar parte da cultura da ilha. Atente que cobram ingresso, era de 20 a 30 mil pesos colombianos em espécie (R$ 27 a R$ 40)
- Casa Museu Isleña: que tem por objetivo mostrar a história e identidade raizal (população nativa afro-caribenha da ilha). O museu mostra objetos antigos, instrumentos musicais, arquitetura típica e conta como San Andrés foi influenciada por ingleses, africanos e colombianos.
- Museu Interativo Pirata The Persistence: é basicamente um galpão transformado em museu para contar a história dos piratas do Caribe no século 17. É bem simples, não espere nada grandioso. Um homem vestido de pirata que conta a história (leva meia hora, aproximadamente), e depois é possível tirar fotos com adereços de pirata.
- Caverna de Morgan: a ideia é parecida com a do museu anterior, busca resgatar um pouco da história de San Andrés, especialmente relacionado aos piratas — Henry Morgan foi um pirata famosíssimo que chegou a governar a Jamaica! O espaço possui uma caverna natural, algumas construções e réplicas de navios.
16. Escolher bons restaurantes em Spratt Bight
Do mar de sete cores direto para a mesa, frutos do mar são a especialidade da gastronomia em San Andrés. Mas a ilha colombiana está mais que preparada para o turismo internacional e tem opções para diferentes paladares. E eu achei os preços muito parecidos com os praticados no Brasil, mesmo na área mais turística.
Fiesta Nautica do Restaurante La Regatta
Seguem algumas dicas:
- Restaurante La Regatta: o mais famoso de toda a ilha. Foi construído sobre a água na baía de San Andrés, as mesas ao ar livre ficam sobre uma espécie de passarela. Os pratos de peixes e frutos do mar são o carro-chefe, mas o menu é diverso. Se você não conseguiu reservar (esgota semanas antes), minha dica é ir no almoço.
- Restaurante Casa Bonita: É um restaurante italiano arrumadinho (nada de ir de roupa de banho), com massas, risotos, pizzas, carnes e frutos do mar de dar água na boca. Fica no térreo do hotel Nattivo Collection, que é o hotel mais moderno e refinado da ilha.
- Restaurante Vakha: o restaurante do hotel Aquamare é especializado em frutos do mar, incluindo pratos como arroz de lagosta e caçarola ao estilo San Andrés, à base de caldo de crustáceos com ervas. Eu provei a massa ao alho negro com camarões e amei. Os drinks do bar Coral by Aquamare são incríveis.
- El Peruano: é uma boa escolha no Paseo Peatonal. Fica no segundo piso de um prédio com vista para a praia e um ambiente descontraído. No cardápio, traz peixes, frutos do mar e, como você já deve imaginar pelo nome, ceviches. Recomendo a limonada de coco.
- Restaurante Sabor Caribe: minha dica de restaurante econômico para almoço, tem PFs no precinho. É bem modesto e pequeno, tem umas cinco mesas apenas, e frequentado por locais mesmo. Fica em uma área nada turística da ponta norte, mas ainda assim a uns dez minutinhos a pé da praia. Dá para pegar marmita lá também.
- Restaurante Mahi Mahi: um restaurante tailandês que serve pratos à base de peixes e frutos do mar. A gente foi há muitos anos, tinha um atendimento falho, mas comida legal. Como faz parte do hotel Casablanca, você poderá também servir-se do cardápio de outros restaurantes da mesma rede
- Mister Panino: é um restaurante italiano, pequeno e aconchegante, ideal para comer uma massa ou sanduíche (tem vários tipos), ou, ainda, para passar a noite petiscando e bebericando um vinho.
- Gourmet Shop Assho: tem um cardápio variadíssimo, com vários tipos de ceviche, carpaccios, saladas elaboradas, massas, peixes, frutos do mar, carnes e aves, até fondue tinha quando fui. E ainda tem uma decoração charmosa, com um teto tapado por garrafas de vinho.
Você vê as dicas detalhadas com fotos no post onde comer em San Andrés.
17. Passeio de barco transparente
É um passeio de barco com casco totalmente transparente. Eu não cheguei a fazer, mas vi que tinha saídas no Muelle de la Policia, na ponta norte da ilha, com a empresa Clearboat. Tinha duração de 1h30min, com parada para mergulho, e preço de 150 mil pesos colombianos em abril de 2026, cerca de R$ 200. É mais uma forma curiosa de observar o mar de sete cores e sua vida marinha.

18. Ver o sol se pôr no mar
Coisa que eu amo fazer em qualquer ilha é ver o sol se pôr no mar. Não chega a ser exatamente um evento pela qual San Andrés é conhecida, mas eu descobri dois lugares onde é possível assistir ao espetáculo.
O primeiro é relativamente perto de Spratt Bight, a cerca de 2km. Chama Playita de las Parceras, é uma praia bem pequena e cheia de pedras à beira-mar, que costuma juntar uma galera ao entardecer, até o sol cruzar a linha do mar. Não é um lugar para banho, e também não chega a ser silencioso, porque a via costeira passa logo acima. Mas o ângulo é ótimo. Fui a pé, dá cerca de meia hora de caminhada para ir e mais meia hora para voltar do centrinho. Na próxima, usaria tênis.
O outro lugar é o Massally Ocean Lounge, um restaurante/bar à beira-mar na costa sudoeste de San Andrés. Ele fica em uma área rochosa margeada por mar profundo, cenário semelhante ao de West View. Eu acabei passando por lá quando o sol ainda estava alto, mas o lounge ainda estava vazio e meio desanimado, acho que a graça está no entardecer mesmo. Minha ideia inicial era estender o passeio de mulita até a hora do pôr do sol, mas os locadores pediam para devolvê-la antes.
19. O que fazer de noite em San Andrés
A região de Spratt Bight concentra toda a vida noturna de San Andrés. É onde ficam os restaurantes, que a gente trouxe há pouco, e também os bares da ilha. E o Paseo Peatonal é o "point".
Paseo Peatonal é o calçadão que contorna a praia principal de San Andrés. Muita gente leva caixa de som para lá, tem gente que começa a dançar no meio da rua. Há algumas banquinhas de souvenir e artesanato (nada muito organizado, verdade), mas também tem gente vendendo comida artesanal, fazendo tatuagem temporária, trança e mais outras coisitas que há em destino de praia. Tinha até uma cabana com prática de tiro — isso eu achei meio bizarro.
Para quem quer balada, o agito fica junto ao Coco Loco. Essa é uma boate antiga que, admito, não me deu vontade alguma de entrar, mas abriram outros bares com música bem animados no entorno. E fica uma galera bebendo de pé na rua ali também — não sei se esse é seu tipo de rolê, mas é o que acontece por lá.
Tem também uma balada chamada Éxtasis, que fica no sexto piso do Hotel Sol Caribe. Mas normalmente as festas abertas ao público ocorrem uma vez por semana apenas, normalmente, aos sábados. Veja a programação antes de ir.
Se a sua ideia é apenas conversar e beber bons drinks, eu tenho a sugestão perfeita: o bar do hotel Aquamare. O Coral Bar by Aquamare tem um cardápio de drinques que parece um livro. Cada drink autoral leva algum ingrediente típico de San Andrés e ajuda a contar um pouco da história da ilha. Tem drinque inspirado no rondón, prato típico da ilha, tem drink com frutapan, mas tem drinks "normais" também. Eu amei a vista para a baía e os drinks, vale ir perto do entardecer.

20. Fazer umas comprinhas em San Andrés
A ilha colombiana é uma zona livre de impostos, então você deve encontrar alguns duty free pelas ruas do centrinho, além de lojas de bebidas, de eletrônicos, de perfumes — o que mais tem é perfume árabe. Eu já adianto que não é tão vantajoso como fazer compras nos Estados Unidos ou Paraguai. Mas, com pesquisa, você pode encontrar itens que valem a pena.
O comércio todo se concentra junto à Playa Spratt Bight. Mais especificamente, na região entre a Avenida Las Americas, a Avenida Cólon e o calçadão à beira-mar (Paseo Peatonal). Não deixe de passear pela chamada Zona Rosa, a rua do hotel Nattivo Collection é exclusiva para pedestres e tem vários tipos de lojas.
Atente ao horário dos estabelecimentos comerciais: as lojas abrem em torno das 9h, fecham no horário do almoço e reabrem apenas às 15h — eles são adeptos da "siesta". Daí ficam abertas até pelas 20h, não vão até muito tarde. Você vê nossas dicas de em o que vale e o que não vale investir em San Andrés no post sobre Compras em San Andrés.
21. Esticar a viagem até Providencia (❤︎)
Se você sonha com o paraíso sem agito, que tal "esticar" a viagem até Providencia, ilha vizinha de San Andrés?! É uma chance incrível de conhecer um Caribe mais preservado, silencioso e pacato, sem a multidão de turistas que tem em San Andrés. Se eu voltar de férias ao Caribe colombiano, é lá que vou ficar!
Providencia é um dos melhores lugares que eu conheço para praticar snorkel e fazer mergulho de cilindro, pois é cercada por uma das maiores barreiras de corais do mundo. A estrutura turística é muito mais simples que de San Andrés, basicamente só restaurantes e pousadas e modestas. Mas só o pôr do sol que eu curti na praia de South West Bay já teria valido minha viagem para a Colômbia. E olha que fofa que é a ponte que liga Providencia à ilha ainda menor, de Santa Catalina:
Não vale fazer bate-volta, você precisa ficar no mínimo uma noite em Providencia, de preferência, duas. A melhor forma é ir de avião, comprando passagem direto com a Satena (única companhia que opera o trecho). O voo dura apenas meia hora e não é tão caro, mesmo comprando em cima da hora. Até tinha uma opção de ferry antigamente, mas enquanto eu escrevo esse post, o serviço estava desativado. De qualquer forma, era uma viagem longa, que chacoalhava bastante.

Jéssica Weber