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Jéssica Weber

Johnny Cay

Johnny Cay é uma pequena ilha a 10 minutos de barco de San Andrés, tão linda que qualquer descrição que eu arrisco fica parecendo clichê. Ela tem exatamente o que você espera do Caribe: mar azul cristalino, areia branquinha, muitos coqueiros. E turistas: como é uma atração bem popular e a praia para banho é pequena (tem cerca de cem metros), a faixa de areia tende a ficar cheia. 

Johnny Cay

A ilhota fica a apenas 1,5km da costa de San Andrés, na Colômbia, é a porção de terra que se enxerga no horizonte da Playa Spratt Bight. Johnny Cay pode ser visitada tanto com lanchas que vão exclusivamente para lá, quanto como parada em um passeio de barco que reúne várias atrações ao longo de um dia.  

Como considero o lugar mais bonito de San Andrés, eu acho que vale reservar o dia inteiro para a Johnny Cay Island. Se o tempo estiver colaborando, é claro. Inclusive, o acesso à ilha é interrompido quando tem muito vento ou mar agitado. Isso pode ocorrer por um dia ou mesmo por vários dias. Mais abaixo a gente explica direitinho como chegar. 

Johnny Cay: o que você encontra por lá

A ilha de Johnny Cay - Colômbia tem cerca de 100 metros de uma ponta a outra, em meia hora dá para ver tudo. A parte interna é basicamente composta por um gramado cheio de coqueiros, e a costa ao Norte e Oeste tem muitas pedras, ali não é permitido o banho. Mas vale visitar de qualquer forma, a cor da água é um absurdo e tem menos gente para atrapalhar suas fotos.

Johnny Cay
Ah, e fique atento para flagrar iguanas, elas e outros lagartos menores coloridos são basicamente os únicos moradores da ilha.

A praia disponível para banho fica na costa sul da ilha, a que está voltada justamente a San Andrés. Tem tendas e cadeiras para alugar (custava em torno de 50 mil pesos o conjunto em 2026, cerca de R$ 70). Mas se você caminhar mais para as extremidades dessa mesma praia, vai encontrar cantinhos um pouco mais sossegados com sombra de coqueiros, para estender sua canga e descansar. 

Johnny Cay
Em via de regra, o mar não tem ondas fortes por ali, mas estava um pouco agitado quando visitei. Tinha marolas bem altas e reparei que afundava rápido. Também tem pontos com bastante rocha no fundo do mar, vale usar sapatilhas aquáticas.  

Johnny Cay

Há quatro restaurantes na ilha. A atmosfera é bem gostosa, são espaços abertos, coloridos e têm uma boa vista para o mar. Normalmente, o guia do seu barco te leva diretamente àquele em que é comissionado e já pede para que você faça reserva do almoço. Mas, obviamente, você não é obrigado a comer ali. 

Os restaurantes costumam ter um cardápio parecido, com frutos do mar (incluindo lagosta e mariscada) e pratos feitos com peixe frito ou outra proteína, arroz de coco, patacones (banana frita) frango ou frutos do mar. Os que eu vi aceitavam cartão, mas pode ser que cobrem uma porcentagem adicional. 

Johnny Cay

Eu acabei almoçando o prato feito com peixe frito no Bar Babaw, por 50 mil pesos (cerca de R$ 70). O preço não fugia tanto ao dos lugares turísticos da ilha, mas a comida estava apenas ok. Me chamou atenção também que os clientes ganhavam apenas um garfo de plástico, a ideia era usar a mão para conseguir comer mesmo hehe. E o coco que eu tomei ali foi o pior da vida, quente e sem quase nada de água dentro. 

Johnny Cay

Uma coisa que certamente vão te oferecer por lá é o coco loco, um drink que leva nada menos que três destilados (rum, vodka e tequila) com um xarope rosa. É servido dentro do coco, o que torna a experiência bem instagramável. E é forte, viu? Com um antes do almoço eu já dei uma bela tonteada. Os drinks não são baratos, um cara queria me cobrar 35 mil pesos, outro, ofereceu por 30 mil. 

Johnny Cay

Também tem um pequeno quiosque com saídas de banho, bóias, máscara de snorkel, além de armários para alugar. Para usar o banheiro, era cobrado (custava tipo 3 mil pesos, cerca de R$ 4 quando eu fui). Até tinha chuveiros públicos perto do píer de acesso, mas estavam desativados. 

Como chegar a Johnny Cay - Colômbia

Tem uma boa oferta de barcos que levam os turistas para Johnny Cay. A maioria, parte às 9h30min das marinas da Ponta Norte da ilha (como o Muelle Tonino) ou na praia principal de Spratt Bight mesmo, saindo da faixa de areia. Mas sai em outros horários também, até no meio da tarde. Algumas agências já incluem o preço do ingresso na ilha (taxa ambiental), mas tem vezes não, esclareça antes. Ela custava 15 mil pesos colombianos em 2026, cerca de R$ 20. 

Johnny Cay

O lugar mais barato para contratar o transporte é na Playa Spratt Bight, junto à casinha de madeira da Cooperativa de Lancheros - Cooperative C’Brothers. Por ali, estava 50 mil pesos em 2026 (cerca de R$ 70 por pessoa). Pagando 25 mil a mais, dava para ficar até mais tarde, até 17h. Imagino que no final da tarde esse paraíso fique muito mais sossegado.  

Johnny Cay

Se você sonha em conhecer Johnny Cay, reserve um dos primeiros dias de sua viagem. Das atrações da região, é a que mais vezes "fecha" em razão do clima: se tem muito vento ou o mar fica mais agitado, os barcos são impedidos de ancorar por lá. Então se não rolou no primeiro dia, você tem essa flexibilidade de tentar outra vez. 

Como seria meu primeiro passeio em San Andrés, eu me antecipei reservei com agência ainda aqui no Brasil, antes de viajar. Me senti uma idiota quando cheguei lá e descobri que paguei praticamente o dobro. Direto com a empresa local, no Muelle Tonino, estava saindo por 60 mil no dia. Atente que, nessas marinas, o preço não é tabelado. Cada agência cobra o que convém, então faça sua pesquisa! 

Johnny Cay
Também existem passeios de barco de dia inteiro que incluem Johnny Cay no roteiro, normalmente chamados de "VIP". Novamente, o mais barato que encontrei era o da Cooperativa de Lancheros em Spratt Bright, saia por 85 mil pesos colombianos. Mas nas marinas, acontecem passeios de barco do tipo "ponton" que incluem parada em Johnny Cay. É um pouco mais caro, mas, para um passeio de dia inteiro, eu acho esse tipo de barco mais confortável do que o oferecido pela cooperativa.

Mas se você contratar o passeio que inclui várias paradas e o acesso à ilha estiver fechado naquele dia por causa de clima, o roteiro vai ocorrer de qualquer forma, sem passar na Johnny Cay. Então vale perguntar se a ilha está aberta antes de embarcar. 

Johnny Cay

Vale ressaltar que às vezes o embarque e o desembarque no píer da ilha é com emoção, por causa do mar mexido. No dia em que eu fui, até que não estava bravo, e ainda assim uma senhora quase caiu no mar. Foi passar do píer para o barco, que se mexeu um pouco, e precisou ser segurada e puxada por dois homens para não cair na água. 

Johnny Cay

San Andrés

Jéssica Weber

Sou uma jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro. Sou gaúcha, amo fotografar e escrever — tenho mestrado em Escrita Criativa pela PUC-RS. Como uma das editoras do Guia Melhores Destinos, desde setembro de 2022, meu trabalho é turistar pelo Brasil e pelo mundo para dar as melhores dicas :)