Como chegar a Orlando
Como chegar a Orlando é coisa fácil de responder. A cidade é um dos destinos mais populares dos Estados Unidos e conta com boa oferta de voos — inclusive, diretos partindo do Brasil. Ainda assim, entender as possibilidades ajuda a economizar dinheiro ou tempo e até evitar perrengues.
Nesse post, a gente dá dicas para comprar passagem a Orlando e explica como sair do aeroporto. Também desenvolvemos alternativas de acesso, como Tampa, Miami e Fort Lauderdale. Embarca com a gente?!

Como chegar em Orlando com facilidade
Para quem está no Brasil, a forma mais fácil de chegar é pegando um voo até o Aeroporto Internacional de Orlando. Ele está a cerca de 20 minutos com trânsito fluido de pontos como Universal, Disney e International Drive. É um aeroporto grande, moderno e bem sinalizado, com bastante fluxo de brasileiros. Aposto que você vai ouvir gente falando português por lá.
Para viajar aos Estados Unidos, os brasileiros precisam de:
- Passaporte válido: o passaporte deve estar dentro da validade durante toda a viagem.
- Visto americano válido: o mais comum para turismo é o B1/B2, mas tem outras categorias também. Veja nosso guia de como tirar o visto americano.
- Passagem de volta ou de saída dos Estados Unidos: não é obrigatório por lei, mas o agente de imigração pode pedir esse comprovante para verificar que você não pretende permanecer além do permitido. Não tê-lo aumenta o risco de ser barrado.
Mais abaixo, a gente traz outras dicas para passar pela imigração.
Seguro viagem não é obrigatório, mas recomendamos fortemente, visto que as despesas médicas nos Estados Unidos podem ser caríssimas!
Terminal C do Aeroporto de Orlando (MCO)
Voo para Orlando
Enquanto eu escrevo esse guia pra vocês, há voos diretos entre o MCO e seis aeroportos brasileiros: Guarulhos (SP), Campinas (Viracopos-SP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Belo Horizonte (Confins-MG) e Brasília (DF). Algumas rotas são sazonais ou operam apenas em determinados dias da semana, por isso é importante conferir a oferta para a data da viagem.
Às vezes sai mais em conta pegar voo com conexão em outro país, em vez de pegar um voo direto do Brasil. Tem bastante oferta com conexão em Miami, em Atlanta (principal hub da Delta), na Cidade do Panamá (hub da Copa) e Bogotá (hub da Avianca). Vale comparar as opções.
Mas uma dica importante: se sua conexão for nos Estados Unidos, é importante prever uma boa folga. É que você faz a imigração no primeiro aeroporto em que desembarcar no país, mesmo que seu destino final seja outro (como Orlando). Você chega, por exemplo, em Miami, Atlanta ou Dallas passa pela imigração ali mesmo retira a bagagem despacha a mala novamente segue para o voo doméstico até Orlando.
A gente recomenda baixar o aplicativo do Melhores Destinos e ativar as notificações por região (no caso, referentes aos Estados Unidos) para ser alertado sobre promoções de passagens e comprar a tempo. A gente está sempre em busca de bons preços. Também rola de receber nossas garimpagens via Newsletter. Cadastre seu e-mail aqui para receber promoções e novidades.
Aeroporto Internacional de Orlando
A principal porta de entrada da capital da diversão é o Aeroporto Internacional de Orlando (MCO), que recebe voos do mundo inteiro, incluindo do Brasil. Ele fica a aproximadamente 20 minutos de carro dos principais pontos de interesse. Se o trânsito colaborar, é claro.
É um aeroporto de grande porte, mas também não é daqueles gigantes confusos, e é bem sinalizado. Tem três terminais: A, B e C. O mais novo e moderno é o terminal C, que costuma ser o ponto de chegada e partida dos voos da Azul e da Gol em Orlando, além de outras oito companhias.
Eu já conheci a sala VIP desse terminal, a Plaza Premium Lounge. Para quem não tem cartões emitidos no exterior, o acesso pode ser feito pelo Visa Airport Companion, ligado ao Dragon Pass, único programa ao qual a Plaza Premium é conveniada. Achei ampla e bonita, com um bom bar e vista panorâmica do aeroporto. Há outras seis salas VIP distribuídas pelo aeroporto.
Se você chegar pelos terminais A ou B, vai pegar um trem interno pra chegar à área central do aeroporto, onde vai pegar sua mala, alugar carro, etc. Mas não se desespere, é tudo sinalizado e bem fluido.
Trem interno que liga os terminais A e B ao aeroportoAgora falando sobre a volta ao Brasil: os mais precavidos podem economizar tempo agendando horário para o Raio-X, é totalmente gratuito. O viajante pode entrar no site do MCO Reserve, adicionar as informações do voo (tipo data, horário, destino e companhia aérea), a quantidade de pessoas e alguns dados pessoais. Na hora marcada, é só se apresentar na fila especial do MCO Reserve e mostrar o QR Code gerado aos funcionários. Isso pode economizar um bom tempo. Se a sua dúvida é com relação à imigração, mais abaixo a gente tem um tópico só sobre isso.
Para quem esqueceu de comprar o presente de alguém, além de Duty Free, tem lojas Disney's e Universal Orlando Shop no aeroporto MCO, incluindo uma loja no Terminal C com temática Harry Potter que faz o maior sucesso. Tem uma projeção que ocupa uma parede e o teto, muito realista. Não vou dar mais spoiler.

E como sair do Aeroporto MCO?
Boa parte dos brasileiros optam por alugar carro em Orlando, considerando que a cidade é grande e as atrações ficam bem espalhadas. Nesse caso, ao fazer a reserva do veículo, já marque para retirá-lo no aeroporto mesmo, tem várias agências presentes.
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Se você não quiser alugar carro, pode pedir um Uber‚ o transporte por aplicativo funciona bem na cidade. Fiz umas simulações para vocês terem uma ideia: em abril de 2026, estava custando 37 dólares para ir ao complexo da Universal e 40 dólares para ir à Disney. Claro que com tarifa dinâmica pode sair bem mais caro. Mas não caia no golpe do falso Uber: se for pedir carro, que seja por meio do aplicativo, não com pessoas que se dizem Uber no local. O Lyft é a alternativa de aplicativo de transporte, também muito usado em Orlando.
Outra possibilidade para os organizados é contratar um transfer privativo antecipadamente — veja os preços. Nesse caso, o motorista normalmente já fica aguardando na área de desembarque segurando uma placa com o nome do passageiro.
Se você precisa muito economizar, dá para usar o ônibus urbano Lynx, aplicativos como Google Maps te ajudam a sugerir as rotas, e é possível pagar no cartão de crédito. Mas obviamente é menos prático para quem está com malas ou viajando pela primeira vez, e pode ser que atrase. Para quem vai aos hotéis da Disney, também tem o serviço de ônibus Mears Connect.
Eis a distância do aeroporto para os principais pontos de interesse em Orlando:
- De MCO para o complexo Universal: 26km, percorridos em 21 minutos sem trânsito.
- De MCO para o complexo Disney: 30km, percorridos em 22 minutos sem trânsito
- De MCO para a International Dive (zona hoteleira): 19km, percorridos em 19 minutos sem trânsito.
- De MCO para Downtown Orlando (centro): 20km, percorridos em 20 minutos sem trânsito.
Como chegar a Orlando por outros aeroportos
Se na data que você pretende viajar para Orlando os voos para MCO estão muito caros ou se pretende conhecer outras cidades da região, dá também para chegar por Tampa (a 140km), Miami (a 400km) ou Fort Lauderdale (a 350km).
Os brasileiros que fazem isso, normalmente, alugam um carro. As rodovias da Flórida são bem sinalizadas e fáceis de dirigir, sem falar que vai ficar muito mais cômodo para explorar a região. Algumas entradas e saídas de acesso podem pregar algumas pegadinhas e o GPS ajuda muito a não cairmos em furadas. Aplicativos de celular também são uma ótima alternativa para ajudar no trânsito, pois, além de indicarem o trajeto, poderão indicar em qual caminho o trânsito estará melhor.
Mas também dá para contratar um transfer ou mesmo para ir de ônibus de uma cidade a outra — empresas como a FlixBus e a RedCoach fazem o trajeto com preços acessíveis e bom nível de conforto. Outra alternativa é ir de trem de alta velocidade. Essa é a opção mais moderna e confortável, com viagem rápida e estrutura de alto padrão, mas costuma ser mais cara que o ônibus. A gente já testou e te mostra tudo nesse vídeo:
O que saber antes de passar pela Imigração
Essa é a parte que gera mais ansiedade aos brasileiros que viajam pela primeira vez a Orlando. Na verdade, esse processo costuma ser mais simples do que parece. Se tudo correr como esperado você não passará mais do que cinco minutos com o agente da imigração.
Ao descer do avião, siga as placas de imigração pelos corredores. Não tem como errar: provavelmente este será o único – e quase sempre longo – caminho. Ao chegar, você verá vários guichês: uma fila para cidadãos americanos e outra para estrangeiros. Entre na fila correta e aguarde a sua vez. Um agente te encaminhará para o guichê correto. Caso esteja em família, todos juntos poderão seguir para o mesmo atendimento.
Não custa repetir: você sempre vai passar pela imigração no primeiro aeroporto em que desembarcar nos EUA! Então se fizer conexão em outra cidade americana, antes de ir a Orlando, tenha em mente que é nela que vai passar por essa etapa.
Você precisará apresentar o passaporte, visto válido e, caso seja solicitado, documentos como passagem de volta e comprovante de hospedagem. O agente da imigração certamente fará algumas perguntas, as mais comuns são: Para onde vai? Conhece alguém nos EUA? Qual o motivo da viagem? E a sua profissão? Quanto tem em dinheiro e quantos dias vai ficar? Após as perguntas, ainda no guichê, você será fotografado e os seus dedos escaneados para comparação de impressão digital. Se tudo estiver ok você receberá o carimbo de entrada nos EUA e as boas vindas! As malas você pega apenas depois de todo este processo.
Se as coisas não saírem conforme o esperado, a primeira medida que você deve tomar é não questionar. Não pergunte o porquê de ter sido levado para uma segunda entrevista, nem para onde está indo, muito menos o que pode acontecer com você. Apenas mantenha a calma e responda, mesmo que pela milhonésima vez, tudo o que for perguntado. Preferencialmente não caia em contradição. Caso as dúvidas sejam sanadas, você será liberado (com um pouco mais de emoção, é verdade) e tão bem vindo aos EUA como todos os outros.
Seguem algumas dicas para quem está com viagem marcada:
- Mantenha sempre o passaporte e visto americano à mão e com você;
- Caso o seu visto esteja em um passaporte já vencido, lembre-se de levar os dois passaportes;
- Leve impresso os dados da sua viagem, principalmente reservas de hotel e passagens aéreas;
- Tenha sempre uma quantia em dinheiro, além de cartão de crédito internacional.
- Ao desembarcar do avião, já tenha o formulário de alfândega (você receberá ainda no avião) preenchido e sem rasuras. Caso erre alguma informação, solicite um novo formulário.
- Não utilize equipamentos eletrônicos, câmera fotográfica ou telefone celular enquanto estiver dentro da área de segurança;
- Na sala da imigração existe uma fila para cidadãos americanos e outra para estrangeiros. Leia atentamente qual entrada você deve pegar;
- Evite qualquer tipo de piadinha, isto vale até para a conversa entre os amigos;
- As imigrações de vários aeroportos americanos contam com intérpretes para o português, não é preciso se preocupar caso o seu inglês não seja dos melhores;
- Dirija-se ao guichê apenas quando for chamado e mantenha-se atrás da linha de segurança. Caso esteja em família, todos juntos poderão seguir para o mesmo guichê;
- Tenha, na ponta da língua, as respostas para tudo o que os agentes perguntarem e não responda mais do que o necessário;
- O número de perguntas aumentou? Responda todas elas sem contradição;
- Se acontecer com você de ser enviado para uma segunda etapa de verificação, não perca a calma. Mantenha-se seguro e aguarde ser chamado pelos novos agentes que o entrevistarão. Se você não tiver nada a esconder, as chances são grandes de ser liberado para curtir a sua tão sonhada viagem…
Jéssica Weber