Ícone Melhores Destinos
Baixe o nosso aplicativo!
Instale nosso app grátis e nunca mais perca nenhuma promoção!
Baixar ×
Orlando
Jéssica Weber

Dicas de Orlando

Orlando é um dos destinos mais desejados pelos brasileiros, gente que quer viver um sonho de criança nos parques da Disney e da Universal. Mas antes de embarcar, vale entender alguns pontos importantes para evitar perrengues e aproveitar bem a viagem. São informações relacionadas a documentos, a planejamento, a transporte, e até possíveis golpes. 

A seguir, reunimos 15 coisas que você precisa saber antes de viajar a Orlando. 

Dicas de OrlandoÁrea do Harry Potter no Universal Studios

1. Prepare os documentos para entrar nos EUA

Brasileiros que querem visitar Orlando ou qualquer destino dos Estados Unidos precisam de um passaporte válido e de visto americano que esteja de acordo com a proposta da viagem. Veja aqui o passo a passo de como tirar o visto americano. 

A gente recomenda ter também a passagem de retorno ou saída dos EUA. Isso não é obrigatório por lei, mas o agente de imigração pode pedir esse comprovante para verificar que você não pretende permanecer além do permitido. Não tê-lo aumenta muito o risco de ser barrado. Atente que a imigração ocorre no primeiro aeroporto em que desembarcar no país, mesmo que seu destino final seja outro. A gente traz mais dicas sobre a etapa da imigração no post como chegar a Orlando

Vai dirigir por lá? A CNH brasileira é aceita na Flórida. A PID (Permissão Internacional para Dirigir) não é obrigatória, mas se você tiver, vale levar junto. Através dela sua CNH será traduzida para o inglês; em caso de acidente ou abordagem policial, a PID poderá facilitar quaisquer problemas.

Nenhuma vacina é obrigatória para brasileiros visitarem os Estados Unidos. 

2. Compre os ingressos antes de viajar

Não recomendamos comprar o ingresso diretamente nas bilheterias dos parques em Orlando, porque costuma ser mais caro e não dá para parcelar. Disney, Universal e SeaWorld costumam fazer ofertas com dias extras ou outros benefícios ao longo do ano, por isso encontramos ingressos mais baratos aqui pelo Brasil mesmo. 

A primeira missão é decidir quais parques de cada gigante do entretenimento você quer visitar e durante quantos dias, porque isso influencia diretamente no preço do ingresso. Comprando ingressos para mais dias, o preço por dia fica mais em conta. A Universal, por exemplo, tem "combo" para dois até 14 dias!

Dicas de OrlandoMontanha-russa Pipeline do SeaWorld

No geral, os ingressos têm data definida para uso. Ou seja, é necessário escolher o dia da visita — ou a data de início, no caso de ingressos de múltiplos dias. A validade varia conforme o tipo de bilhete adquirido. Já adianto que os ingressos são individuais, ou seja, não dá para comprar um pacote de vários dias para ser usado por pessoas diferentes. 

Além disso, Orlando não é um destino para improviso. Os parques são grandes, as filas podem ser longas e há muita coisa para fazer. Por isso, montar um roteiro com antecedência ajuda muito. Em períodos de alta temporada, isso evita filas e até falta de disponibilidade.

Veja todas as nossas dicas sobre ingressos nos parques de Orlando

3. Atente à altura mínima das atrações

Muita gente tem dúvidas se os filhos terão a oportunidade de aproveitar os parques durante a viagem. Os parques têm atrações para crianças e adultos: alguns parques são mais voltados para o gosto infantil; outros, para o gosto do adulto, mas sempre há atrações para atender os desejos de diferentes faixas etárias. 

É preciso notar que as atrações mais velozes ou que fazem movimentos bruscos exigem altura mínima para brincar e em cada uma das atrações a altura exigida é diferente. As restrições de tamanho variam mais ou menos entre 88cm e 137cm. No site oficial e mesmo aqui nos posts sobre cada atração, a gente já traz essa informação, que também consta na entrada de cada brinquedo. Ah, alguns brinquedos voltados para as crianças também têm limite de tamanho e adultos não podem utilizar. 

Uma coisa bem massa é que as principais atrações de Disney e Universal contam com sistema "child swap", também chamado de "family room". Ele serve para que pais com crianças pequenas possam se revezar e ambos os pais curtam a atração. Primeiro um dos adultos faz o passeio, enquanto o outro espera com a criança em uma salinha especial. No final do passeio do primeiro adulto, ele fica com a criança enquanto o segundo adulto faz o passeio. 

Dicas de Orlando

4. Evite feriadões nos EUA e verão no hemisfério norte

Eu evitaria os parques entre Natal e Ano Novo, Spring Break (férias de primavera dos americanos, geralmente entre março e início de abril), férias de julho e feriados prolongados americanos, tipo Memorial Day (em maio), Labor Day (em setembro), Thanksgiving (em novembro). São as épocas mais lotadas, as filas ficam gigantes e o Express Pass (passe de fila rápida), caríssimo. Os finais de semana também são dias mais cheios nos parques; por isso, se tiver que optar entre ir a um parque em um dia útil ou no fim de semana, opte sempre pelo dia útil.

Se você puder fugir do verão no Hemisfério Norte, eu acho uma boa também, porque o calor sabe ser infernal em Orlando. Os parques não são suficientemente arborizados, é um sofrimento quando a temperatura passa dos 30 graus (eu cheguei a pegar 38 graus em agosto!). Vale lembrar que a Flórida faz parte da rota de furacões, cuja temporada compreende o período entre 1º de junho e 30 de novembro. Viajar nesse período, entretanto, não significa que haverá um furacão, mas há o risco. Veja mais informações sobre clima no post quando ir a Orlando

5. Escolha os hotéis com sabedoria 

Escolher onde ficar em Orlando em uma primeira viagem pode ser uma tarefa difícil porque a cidade tem muitas opções. Orlando é uma cidade que vive do turismo e oferece acomodações para todos os gostos e bolsos. 

Antes de pensar em qual região ficar, analise se em seu caso é melhor ficar dentro de um resort dos parques temáticos de Disney ou Universal. Embora sejam hotéis um pouco mais caros, há acomodações de diferentes faixas de preços. As duas principais vantagens são o transporte gratuito e poder entrar um pouco antes nos parques. 

Nas fotos abaixo, o Terra Luna, uma opção da Universal com ótimo custo-benefício em que nós já nos hospedamos, perto do Epic:

Nossa dica é: divida a viagem! Fique parte dela dentro da Disney ou da Universal nos dias em que pretende visitar esses parques, e fique fora dos complexos quando não estiver visitando esses parques e tiver um carro à sua disposição. 

Para quem vai se hospedar fora dos complexos, a International Drive é uma via de Orlando que concentra hotéis de diversas cadeias e muito comércio. Com certeza, é um dos melhores lugares para se hospedar porque tem localização excelente, uma variedade de acomodações incrível e bons preços. Alguns hotéis dessa região oferecem transporte gratuito para os parques. 

Leia todas as nossas dicas de onde ficar em Orlando


6. Os brasileiros ficam cerca de 10 dias em Orlando, em média

Esse é um assunto que gera muita dúvida na hora de planejar a viagem. Mas posso adiantar que os brasileiros ficam aproximadamente 10 dias em Orlando, em média. 

Mas é claro, o tempo de permanência depende do que você quer fazer e quanto pode gastar. Decida quais são os parques que você pretende visitar e então calcule que você ficará ao menos um dia inteiro em cada parque. Caso queira fazer compras, inclua mais um ou dois dias no roteiro. 

Se quiser conhecer alguns pontos de interesse além dos parques e das compras, tente ficar mais um ou dois dias por lá. A gente amou conhecer Downtown Orlando, o centro da cidade, a charmosíssima vizinha Winter Park e ver um jogo de basquete no Kia Center

Dicas de Orlando

Mas nem crie a expectativa de que vai conseguir fazer tudo na primeira viagem, eu já fui para lá três vezes e não consegui. Planejar uma viagem à capital da diversão exige escolhas e renúncias. E é importante deixar dias (mais ou menos) livres na programação, ou seja, dias sem parques, porque parque cansa muito! 

7. Carro faz diferença - mas não é obrigatório

Orlando é uma cidade espalhada, e o transporte público não é dos mais práticos. A maioria dos viajantes opta por alugar carro, o que dá mais liberdade. Mas tenha em mente que muitos hotéis e também os parques cobram estacionamento (girava em torno de 30 dólares quando fui). Restaurantes, shoppings e outlets dificilmente cobram estacionamento. 

Mas também dá para usar aplicativos de transporte como Uber e Lyft, especialmente se você estiver hospedado perto das atrações. Entretanto, eu peguei umas tarifas dinâmicas odiáveis por lá. Táxi costuma ser mais caro, mas pode ser uma boa opção em horários de pico. 

8. Usar cartão é muito melhor que dólares em espécie

Como você bem sabe, a moeda nos EUA é o dólar. Mas já não precisa mais sacar grandes quantias e guardar em doleira nem nada parecido, porque você paga praticamente tudo com cartão. Acesse nosso ranking de contas globais e cartões de crédito com menor IOF e spread

É mais prático, vantajoso e, em alguns casos, a única opção aceita. Os parques do SeaWorld, por exemplo, já adotaram a política cashless (sem dinheiro físico), e se você só levou dólares em espécie, vai precisar passar em um guichê específico do parque para criar um cartão de débito. Nos parques de Disney e Universal, já é bem comum pagar comida pelo aplicativo, então também é necessário ter um cartão cadastrado. 

Em três viagens a Orlando no final de 2025, eu só precisei usar dinheiro em espécie uma vez, para pegar os ônibus do tipo Trolley (parecidos com um trenzinho) na International Drive. Então vale ter um troco para pequenas despesas ou para gorjeta em determinados serviços (nos restaurantes, normalmente se passa nas maquininhas mesmo). Ah, pra pegar ônibus normal, é importante ter o sistema de pagamento por aproximação ativado. 

Dica importante: sempre que a maquininha perguntar, escolha pagar na moeda local, no caso dólar, não em real. Isso evita taxas ruins de conversão.

9. Americanos esperam que você pague gorjeta

Dar gorjeta para os serviços prestados é uma prática super comum nos Estados Unidos. A gorjeta é dada tanto aos garçons dos restaurantes quanto a taxistas ou funcionários do hotel que ajudam com as malas. Paga-se, normalmente, entre 15% e 20% do valor total do serviço em gorjeta. Isso faz parte do salário de quem trabalha com atendimento, e não pagar pode ser mal visto. 

Quando receber a conta de um restaurante, provavelmente o recibo sinalizará o valor equivalente a 15%, 18% e 20% de gorjeta, não é necessário ficar fazendo contas, o recibo indicará quanto você deve pagar. Em alguns casos, aparece até a opção de 25%. Pode ser pago tanto em dinheiro quanto no cartão mesmo, normalmente a maquininha já aponta essa possibilidade. 

Em redes de fast food ou padaria, onde não tem serviço de mesa, não é obrigatório. 

10. Não erre no dress-code para ir aos parques

Não falo de moda — até porque não entendo bulhufas —, mas de conforto. Vista-se da forma mais confortável possível, pois é comum caminhar muito mesmo nos parques. Sabe aquele tênis que você já usou em viagem e tem certeza que dá conta do recado? É esse mesmo que você deve usar.  

No verão faz muito calor, então utilize roupas frescas; no inverno pode fazer frio, então vale colocar na mala um agasalho. Nos dias de sol, lembre-se de usar protetor solar, óculos escuros, chapéu ou boné. 

Mais um detalhezinho: não faz muito sentido ir nos parques da Universal com orelhas do Mickey ou nos parques da Disney com o moletom do Harry Potter. Uma das coisas mais legais de montar o "look" do dia é homenagear os personagens que você vai encontrar. 

11. Prepare a mochila com sabedoria

Você não precisará se preocupar tanto com o que levar para os parques temáticos, pois a estrutura deles é muito boa. Carrinhos de bebê e carros elétricos podem ser alugados nos parques e normalmente esse tipo de serviço localiza-se próximo à entrada. 

Procure levar pouca coisa para não ter que ficar carregando muito peso.
Leve algum documento pessoal (eu não costumo levar passaporte, deusmelivre perder), voucher ou ingresso do parque, protetor solar para repor, algum medicamento que você eventualmente precise ao longo do dia. Quando eu fui em atração que molhava, levei um chinelo junto. Nos dias em que há previsão de chuva, leve uma capa de chuva ou compre por lá. 

Há armários pagos nos parques. Os lockers gratuitos de atrações radicais de Disney e Universal não são muito espaçosos, não cabe mochila grande — mais um motivo para maneirar. No SeaWorld, mesmo nas atrações mais radicais eram pagos, quando visitei. 

Dicas de Orlando

12. Saiba que os parques oferecem acessibilidade

Todos os parques temáticos são bem preparados para receber pessoas com locomoção restrita e todos eles são bem planos. 

Costuma haver, na entrada dos parques, uma área para alugar veículos elétricos (scooter), que dão maior comodidade para aqueles que têm alguma dificuldade de locomoção. Há diversas atrações adaptadas para cadeirantes e em algumas delas já existe um espaço reservado. O ideal é estar acompanhado de alguém que possa ajudar, caso seja necessário sair e voltar para a cadeira de rodas. 

13. Orlando é segura, mas não vacile

Orlando é considerada uma cidade segura. Nos parques, você passa por revista ou raio-x para entrar. Mas não deixe seus pertences sem supervisão, nem nos parques, nem outlets ou shoppings. Inclusive, nos dias de compras, vale redobrar atenção: já vi relatos de gente que teve o carro arrombado por alguém que sabia que a pessoa tinha comprado produtos de valor. Assaltos são bem raros, mas furtos ou roubos sem violência ocorrem com um pouco mais de frequência. 

Eu caminhei tranquila por Downtown Orlando, o centro da cidade é uma região super agradável, mas aqui também cabe uma ressalva. De manhã cedo, encontrei algumas pessoas em situação de rua em comportamentos atípicos, tipo falando sozinhas ou berrando. Só aviso porque isso pode assustar um pouco quem não está acostumado com esse tipo de cenário, relativamente comum em capitais. 

14. Fique atento a alguns golpes

Uber falso: Tem golpe do Uber em Orlando também, não é coisa exclusiva dos aeroportos brasileiros. Refere-se principalmente a motoristas irregulares que se dizem parceiros de aplicativos para atrair turistas em áreas de grande movimento. Mas essas pessoas podem cobrar preços abusivos, fora que elimina a segurança do monitoramento por GPS, no caso dos apps. Para evitar, basta pedir o transporte pelo aplicativo mesmo. Eu também vi táxi falso. 

Time sharing: você encontra uma placa prometendo desconto no ingresso dos parques, mas vão tentar te vender uma cota em resort. Em Orlando, não é incomum o esquema de "time sharing", onde você paga pelo direito de usar uma propriedade por um período específico. Em si, isso não é um golpe, mas se você der papo para esses vendedores altamente persuasivos, provavelmente vai ter dificuldade de se desvencilhar. Eles te prometem brindes, descontos em ingressos e até dinheiro para compras, mas vão fazer você ficar horas ouvindo palestra e outras ladainhas, com pressão para comprar. 

Posto pega turista: não pare no primeiro posto de combustíveis para abastecer, vale fazer um breve levantamento porque tem posto que chega a cobrar o dobro. Alguns próximos ao Premium Outlet Vineland fazem isso, mas pode ter em outros locais também. No Google Maps e no Waze você consegue buscar postos de gasolina na região e ver preços para comparar. 

15. Passe fura-fila é ótimo - mas caro

Os parques de Orlando são ótimos, todo mundo se diverte, mas uma coisa muito incômoda são as filas. Há atrações populares em que as filas passam das duas ou até três horas de espera, o que irrita qualquer um e chega a tirar a graça do brinquedo. 

Pensando nisso, cada parque criou um sistema para "furar a fila" em determinadas atrações, normalmente as mais populares. Esse fura-fila nada mais é do que uma fila especial, cujo tempo de espera é muito inferior aos das regulares. O fura-fila da Disney é o Lightning Lane; o da Universal é o Express Pass; e o do SeaWorld é o Quick Queue. 

Mas eu já vou alertando que esses passes não são baratos, e em dias de maior movimento, tipo feriado ou alta temporada, pode sair tão caro quanto o próprio ingresso. Se você não viajar na alta temporada, pode deixar para ver no dia se as filas estão realmente gigantescas e se precisa do passe rápido. 

Dicas de Orlando

Mas para quem não quer gastar (ainda) mais, tem uma manhã disponível nos parques da Universal e da Disney. A Single Rider é uma fila para quem não exige ir acompanhado de algum amigo ou familiar. Ela costuma ser bem mais rápida do que as filas normais. Para quem não liga de se separar do grupo ou para quem está sozinho mesmo, é uma alternativa excelente. 

A Single Rider recebe uma identificação especial na entrada dos brinquedos. Às vezes, fica junto das outras, mas tem vezes que começa em outro ponto. Se não achar, pergunte a um funcionário - e pergunte também se está valendo a pena. 

Outra manha é chegar cedo, para entrar assim que o parque abre e aproveitá-lo um pouco mais tranquilo. Se você está hospedado em um hotel dos parques, vai poder entrar até antes, normalmente uma hora. 

Jéssica Weber

Sou uma jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro. Sou gaúcha, amo fotografar e escrever — tenho mestrado em Escrita Criativa pela PUC-RS. Como uma das editoras do Guia Melhores Destinos, desde setembro de 2022, meu trabalho é turistar pelo Brasil e pelo mundo para dar as melhores dicas :)