Mercado Central de Budapeste
Se você é adepto do turismo de mercados públicos, precisa incluir no roteiro o Mercado Central de Budapeste. Instalado em um pavilhão histórico de 1897, ele reúne bancas de alimentos, temperos, lembrancinhas e pratos tradicionais.
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Conhecido em húngaro como Nagyvásárcsarnok e também chamado de Great Market Hall ou Central Market Hall, ele fica na região de Pest, ao lado da Ponte da Liberdade. A localização permite combinar o passeio com uma caminhada pelo centro ou pelas margens do Danúbio.
O edifício é bonito, amplo e alto, com uma estrutura metálica que chama a atenção assim que se entra. Ao mesmo tempo, é um mercado antigo e conserva esse aspecto: não espere um espaço moderno ou sofisticado. Ah, pode ficar bem cheio. Mas eu fui no domingo e estava quase vazio porque muitas bancas nem abrem.
A entrada é gratuita. Atente que o Mercado só abre durante o dia: fecha às 18h durante a semana e às 16h nos finais de semana.
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Como é a visita ao Mercado Central de Budapeste
O mercado tem cerca de 200 espaços comerciais, incluindo um supermercado Aldi no subsolo. Para conhecer o essencial sem pressa, reserve entre uma hora e uma hora e meia. Quem pretende comparar preços, fazer compras ou comer no local pode permanecer por mais tempo.
O térreo é a parte mais bonita e organizada. Ali, as bancas vendem frutas, verduras, carnes, embutidos, queijos, vinhos, doces, temperos e produtos típicos, além de muitas lembranças de viagem.
Me surpreendeu a quantidade de produtos relacionados à páprica. Há bancas dedicadas praticamente só ao tempero, apresentado em pacotes, latas, potes e conjuntos para presente. A páprica é um dos ingredientes mais importantes da culinária e da identidade gastronômica do país, dá cor e sabor a pratos tradicionais como goulash, pörkölt, sopa de pescador e pratos com frango. Também vi salames, vinhos húngaros, bordados e objetos com símbolos da cidade.
No mezanino, o ambiente muda. Ali ficam bancas de souvenirs mais apertadinhas, com uma pegada de camelô, além da principal área de alimentação. É possível encontrar roupas, bolsas, imãs, canecas, camisetas, bordados, meias e outros produtos voltados aos turistas. Vale comparar os preços e observar a qualidade antes de comprar, pois artigos muito parecidos podem aparecer em diferentes bancas.
Durante a visita, os imãs mais bem-acabados custavam por volta de 3.000 florins húngaros, aproximadamente R$ 50 na conversão da época, enquanto algumas meias eram vendidas por cerca de 2.000 florins. Só para dar uma referência mesmo, isso foi em 2026.
A quantidade de produtos é grande, mas o Mercado Central é bem turístico e não é necessariamente o lugar mais barato de Budapeste. Ainda assim, é conveniente para quem deseja concentrar as compras em um único lugar e encontrar embalagens preparadas para presente. Ou para quando está chovendo.
O que comer no Mercado Central de Budapeste
As bancas de comida ficam principalmente no piso superior. Entre as opções, tinha lángos (pizza frita), salsichas, sopa de goulash, carnes, almôndegas e saladas. Havia ainda linguiça de fígado ou de sangue, repolho recheado, barriga de porco, espetinhos, frango empanado e mais um monte de coisa.
Pode ser um lugar para experimentar comidas típicas sem gastar um rim, mas eu admito que nada me despertou muita vontade. E o ambiente não chega a ser dos mais ajeitadinhos, tinha até pomba ciscando entre os clientes.

Também não espere uma praça de alimentação espaçosa. Há balcões nos quais os clientes comem em pé ou apoiados em banquetas, além de poucas mesas. E nem tudo é barato, vale converter. O Fakanál é uma das opções de restaurante no piso superior, com pratos da culinária húngara.
Uma dica de uma apaixonada por doce: até tem o tradicional kürtőskalács (bolo de chaminé) no mercado, mas vale ir até o Pichler Chimney Cake & Gelato, na Váci utca, a uma curta caminhada dali. A casa prepara o bolo de chaminé em sabores como canela, baunilha, coco, pistache e Nutella, além de versões com sorvete. É um dos melhores de Budapeste!

Ah, lembrando que no subsolo funciona uma unidade do supermercado Aldi. É uma alternativa prática para comprar água, bebidas, lanches mais baratos, frutas e produtos de uso cotidiano.
A história do Mercado Central de Budapeste
O Mercado Central foi construído no final do século XIX, período em que Budapeste passava por rápido crescimento urbano. Após o Compromisso Austro-Húngaro de 1867, a população da cidade aumentou significativamente e ultrapassou meio milhão de habitantes. Os antigos mercados de rua já não conseguiam atender à cidade de maneira organizada e apresentavam problemas de higiene e fiscalização.
Em 1892, a administração municipal promoveu um concurso para a construção de um novo mercado coberto. O prédio ganhou estrutura metálica, fachada de tijolos e elementos decorativos produzidos pela fábrica Zsolnay, uma das mais conhecidas da Hungria. As telhas coloridas do teto continuam sendo uma de suas características mais marcantes.
Pouco antes da inauguração prevista, um incêndio destruiu parte considerável do telhado. Depois da reconstrução, o mercado foi oficialmente inaugurado em 15 de fevereiro de 1897, juntamente com outros quatro mercados cobertos da cidade.

A proximidade com o Danúbio não foi escolhida por acaso. Mercadorias transportadas pelo rio podiam chegar ao mercado por meio de uma estrutura de carga ligada ao cais. O projeto também contou com trilhos e um túnel para facilitar a movimentação de produtos.
O edifício sofreu danos graves durante a Segunda Guerra Mundial. Nas décadas seguintes, reformas pouco cuidadosas alteraram parte de sua aparência original, e problemas estruturais levaram ao fechamento do mercado em 1991. Uma restauração extensa foi concluída em 1994, recuperando elementos arquitetônicos e peças de cerâmica Zsolnay.
Apesar da restauração, o Mercado Central não perdeu completamente seu aspecto antigo. Isso faz parte da experiência: trata-se de um mercado histórico em funcionamento, e não de um shopping moderno criado apenas para turistas.

Onde fica o Mercado Central de Budapeste
O endereço é Vámház körút 1–3, no Distrito IX de Budapeste, junto à praça Fővám tér. O mercado fica no lado Pest da Ponte da Liberdade, diante da Universidade Corvinus e muito perto do Danúbio. A área do mercado e de Kálvin tér também pode ser considerada por quem está escolhendo onde ficar em Budapeste e não quer gastar tanto.
Quem estiver hospedado na região central de Pest pode chegar caminhando pela Váci utca. Outra possibilidade é atravessar a Ponte da Liberdade a pé a partir do lado Buda. Nesse caso, o trajeto proporciona boas vistas do Danúbio e permite combinar o mercado com a colina Gellért e as termas de Gellert, se já estiverem reabertas depois da reforma.
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Mercado Central de Budapeste
Vámház krt. 1.Budapeste
1093
Jéssica Weber