Ponte Széchenyi, a Ponte das Correntes
Inaugurada em 1849, a Ponte Széchenyi, mais conhecida como Ponte das Correntes, é um dos principais cartões-postais de Budapeste. A travessia sobre o Danúbio liga as regiões de Buda e Pest e rende algumas das melhores vistas da capital húngara, com o Castelo de Buda de um lado e o centro histórico de Pest do outro. Na pista central, circulam ônibus, táxis, motos e bicicletas, e há calçadas para pedestres nas laterais. Não é preciso pagar nada para atravessar.
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No lado de Buda, a ponte termina na Clark Ádám tér, aos pés da colina do castelo. É ali que fica a estação inferior do funicular que sobe até o Castelo de Buda, fazendo com que seja muito fácil combinar as duas atrações no mesmo passeio por Budapeste. Mas não deixe de conhecer a beira do rio no lado de Pest também. Especialmente no verão, quando bares debaixo dos trilhos do bonde e baladas sazonais levam música e muita animação para a área. Foi uma das coisas que mais amei nessa viagem.

Vale fazer a travessia sem pressa. As calçadas laterais permitem observar o movimento do Danúbio, os barcos turísticos e parte do conjunto arquitetônico das duas margens. As torres de pedra e as grandes correntes metálicas fazem parte do charme.
Os quatro leões de pedra posicionados nas cabeceiras guardam a travessia. Tradicionalmente associados à força e à proteção, eles foram esculpidos por János Marschalkó há mais de 150 anos. Uma lenda diz que o artista teria esquecido de esculpir a língua dos animais, mas elas existem e apenas não podem ser vistas da altura da calçada.
A Ponte das Correntes também merece uma segunda visita depois que escurece. A iluminação destaca as correntes, os arcos e as torres, enquanto as luzes do Castelo de Buda completam o cenário ao fundo. Os passeios de barco pelo Danúbio costumam passar por baixo dela também.

Outra maneira divertida de explorar os arredores é procurar as miniestátuas do artista Mihály Kolodko, espalhadas discretamente pela cidade. Há exemplares tanto perto nas margens de Pest, como o Pinóquio da Széchenyi István tér, quanto no lado de Buda, incluindo a minha favorita, o "soldado na despensa”. Ela sugere que alguém abriu o armário procurando comida e encontrou algo bem diferente: um soldado russo. Vale trapacear: no Google Maps aparece a localização de algumas.

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A história da Ponte das Correntes
Durante séculos, Buda e Pest dependeram de barcos e de estruturas temporárias para cruzar o Danúbio, uma dificuldade ainda maior durante o inverno e nos períodos de movimentação do gelo. O conde István Széchenyi tornou-se o grande defensor da construção de uma ligação permanente entre as duas margens. As obras começaram em 1839, e a ponte foi inaugurada em 20 de novembro de 1849, décadas antes da união oficial de Buda, Pest e Óbuda na cidade de Budapeste.

O projeto foi elaborado pelo engenheiro inglês William Tierney Clark, enquanto a execução ficou sob a responsabilidade do engenheiro escocês Adam Clark, que não era seu parente. Trata-se de uma ponte suspensa sustentada por grandes correntes de ferro, apoiadas em duas monumentais torres de alvenaria. Quando foi inaugurada, era uma obra de engenharia extraordinária para a região e a primeira ponte permanente sobre o Danúbio na capital húngara.
A estrutura não sobreviveu intacta à Segunda Guerra Mundial. Em janeiro de 1945, durante o cerco de Budapeste, tropas alemãs em retirada explodiram as pontes da cidade, incluindo a Ponte das Correntes. As torres de pedra permaneceram em pé, mas o tabuleiro e as correntes caíram no Danúbio. A reconstrução foi concluída quatro anos depois, e a ponte reabriu em 20 de novembro de 1949, exatamente no centenário de sua primeira inauguração.

Depois de outras intervenções ao longo das décadas, a ponte passou por uma restauração de grande porte concluída em agosto de 2023. A obra renovou a estrutura metálica, os pilares, a iluminação e elementos históricos como os famosos leões de pedra. Uma lenda diz que o escultor János Marschalkó teria esquecido de esculpir a língua dos animais, mas basta observá-los pelo ângulo certo para perceber que elas estão lá. Renovada e novamente iluminada, a Ponte das Correntes continua sendo ao mesmo tempo um caminho, um monumento histórico e uma das imagens mais bonitas de Budapeste.

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Ponte Széchenyi, a Ponte das Correntes
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Redação