Ícone Melhores Destinos
Baixe o nosso aplicativo!
Instale nosso app grátis e nunca mais perca nenhuma promoção!
Baixar ×
Jéssica Weber

Castelo de Buda

O Castelo de Buda é uma das atrações mais visitadas da capital húngara. O complexo fica no topo da Colina do Castelo e é um monumento imperdível não somente pela beleza e pela vista incrível da cidade, mas também pela importância na história da capital da Hungria. Foram oito séculos testemunhando as reviravoltas no poder.  

O turista pode passear gratuitamente por seus pátios imponentes, caminhar por um trecho das antigas muralhas do palácio, admirar monumentos ao ar livre e quem sabe tomar um cafezinho admirando sua arquitetura imponente. Não deixe de admirar a Fonte de Matias, no pátio oeste do castelo. A obra de bronze neobarroca retrata uma comitiva de caça liderada por Matias Corvino, rei da Hungria no século 15. Ela já foi chamada de "Fonte de Trevi de Budapeste".

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Se quiser conhecer o interior do palácio, é possível comprar ingresso para a Galeria Nacional da Hungria, para o Museu da História de Budapeste e o Salão de São Estêvão. Eu indico o primeiro para quem curte artes visuais e história da arte e o segundo para quem se interessa mais pela vida da corte e história do espaço. 

Também há a opção de fazer um free walking tour pelas áreas gratuitas, aquele tipo de passeio guiado a pé ao final do qual você colabora com o valor que deseja. O percurso tem duração aproximada de 2h30min e pode ser reservado neste link. 

Neste post, a gente te explica como chegar ao Castelo (spoiler: é possível usar um funicular ou mesmo subir de graça por meio de escada rolante) e também detalha melhor as atrações do espaço, para você fazer seu roteiro de acordo com seus interesses. 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Mas antes, que tal um contexto histórico?

A história do Castelo de Buda (ou Budai Vár, em húngaro) começou no século XIII, quando o rei Béla IV mandou fortificar a colina após a invasão mongol da Hungria. O palácio foi ampliado nos séculos seguintes e viveu um período de apogeu no século XV, sob o reinado de Matias Corvino, quando Buda se tornou um importante centro político, artístico e cultural da Europa Central.

A ocupação otomana em 1541 e a reconquista da cidade pelas forças cristãs em 1686 deixaram o monumento praticamente destruído. Sobre as ruínas medievais, a dinastia Habsburgo ergueu um palácio barroco, mais tarde expandido por Miklós Ybl e Alajos Hauszmann entre o fim do século XIX e o início do XX.

Mas o edifício voltou a sofrer severos danos na II Guerra Mundial. Durante o Cerco de Budapeste (entre o fim de 1944 e fevereiro de 1945), o local serviu como um dos últimos redutos e quartel-general das tropas nazistas e húngaras pró-Eixo. Bombardeios soviéticos, combates intensos e incêndios deixaram grande parte do complexo em ruínas. Na era socialista, o palácio foi reconstruído com um estilo arquitetônico mais austero e simplificado.

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Castelo de Buda: o que você vai encontrar

Antes de organizar o passeio, é importante entender que o Castelo de Buda não funciona como um castelo tradicional, com uma entrada principal e um único percurso interno. O nome identifica um grande conjunto palaciano ocupado atualmente por museus, instituições culturais, pátios e áreas públicas.

Não existe, portanto, um ingresso único obrigatório para conhecer o Castelo de Buda. O visitante pode circular gratuitamente pelos espaços externos e escolher separadamente quais atrações internas deseja visitar.

Entre os principais pontos do complexo estão:

  • Terraço Savoyai: uma das melhores áreas para observar o Danúbio, a Ponte das Correntes e o lado de Peste.
  • Pátio Hunyadi: onde fica a Fonte do Rei Matias, uma das obras mais fotografadas do castelo.
  • Fonte de Matias: inaugurada em 1904, representa o rei Matias Corvino durante uma caçada e já foi comparada à Fontana di Trevi.
  • Pátio dos Leões: reconhecido pelos quatro leões de pedra que guardam a entrada. Leva ao Museu de História de Budapeste e ao Salão de Santo Estêvão.
  • Portão dos Habsburgo e estátua do Turul: o grande pássaro de bronze, associado à mitologia e à identidade húngara, aparece em posição privilegiada sobre a cidade.
  • Pátio dos Tratadores de Cavalos: área reconstruída em um nível mais baixo do palácio, ligada aos demais pátios por rampas, escadas e elevadores.
  • Várkert Bazár: conjunto neorrenascentista aos pés da colina, voltado para o Danúbio, com jardins, espaços culturais e acessos para a parte superior do castelo.

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Como o complexo passa por um amplo programa de reconstrução, tapumes e alterações temporárias de circulação podem fazer parte da experiência. As obras não impedem a visita, mas alguns caminhos, fachadas e terraços podem estar parcialmente bloqueados.

O Distrito do Castelo guarda atrações subterrâneas. Sob a colina existe uma extensa rede de cavernas naturais, adegas e passagens escavadas ao longo dos séculos. Parte desse sistema abriga o Hospital na Rocha, usado como hospital de emergência durante a Segunda Guerra Mundial e a Revolução Húngara de 1956 e posteriormente transformado em abrigo nuclear. Outros trechos podem ser conhecidos no Labirinto do Castelo de Buda, com percursos por corredores medievais e antigos abrigos de guerra. As atrações têm entradas e ingressos separados e ficam fora do edifício do Palácio Real, embora estejam no Distrito do Castelo.

Mas deixe eu falar um pouco desses dois importantes museus húngaros, que permitem conhecer um pouco do interior do castelo: 

Museu de História de Budapeste e Salão de São Estêvão

O Museu de História de Budapeste ocupa uma ala do Palácio de Buda e é uma das visitas mais interessantes para quem quer conhecer o que existe por trás da fachada do castelo. Enquanto a Galeria Nacional Húngara se concentra nas obras de arte, o Museu do Castelo, como também é chamado, conta a história da cidade e permite entrar em espaços preservados e reconstruídos do antigo palácio real. A visita passa por salas medievais, pela capela, pelo Salão Gótico e por áreas reveladas nas escavações realizadas após a Segunda Guerra Mundial. 

As exposições ajudam a imaginar como era a vida na corte. Entre as peças apresentadas estão esculturas góticas encontradas no palácio, entalhes de mármore da época do rei Matias Corvino e um tecido de seda com os brasões da dinastia húngaro-angevina. O acervo também reúne objetos descobertos na região de Budapeste, desde a pré-história e o período das migrações, além de percorrer cerca de mil anos da história da capital húngara. Ou seja, mesmo quem chega atraído pelo castelo acaba encontrando uma visita bem mais ampla sobre a cidade. 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Um dos espaços mais curiosos é a antiga capela do palácio. Segundo a placa no local, sua parte inferior sobreviveu ao cerco de 1686, mas ficou escondida durante séculos sob um terraço barroco. As ruínas foram descobertas em escavações entre 1949 e 1950, e a capela foi reconstruída em 1963. 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Comprando um outro ingresso, a visita pode incluir ainda o Salão de Santo Estêvão, uma sala cerimonial criada na virada do século XX. Seus móveis e elementos decorativos foram apresentados na Exposição Universal de Paris de 1900, onde receberam um grande prêmio, antes de o salão ser inaugurado no Palácio de Buda, em 1902. O ambiente foi completamente destruído durante a Segunda Guerra Mundial e reabriu em 2021 após uma reconstrução baseada nos projetos e registros históricos. 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Antes de entrar, o visitante percorre uma exposição sobre a criação e a perda do salão e vê uma instalação do artista Sámuel Havadtőy inspirada nos ensinamentos atribuídos a Santo Estêvão. 

O ingresso inteiro do Museu do Castelo custa 3.800 forints (cerca de R$ 61), e o combinado que inclui o Salão de Santo Estêvão sai por 5.900 forints (cerca de R$ 95). A visita ao salão exige reserva de horário; vale conferir a disponibilidade antes de ir. Para quem tem pouco tempo e precisa escolher o que ver dentro do Palácio de Buda, este é o museu que oferece o contato mais direto com os ambientes históricos do castelo. 

Galeria Nacional Húngara

A Galeria Nacional Húngara (Magyar Nemzeti Galéria) é o principal museu dedicado à história das artes visuais da Hungria. Ela ocupa parte do antigo Palácio Real, no alto do Castelo de Buda. Dá para combinar a visita com um passeio pela região, e se quiser entrar, vale reservar de uma hora e meia a três horas para conhecer a coleção permanente. É cobrado ingresso. 

Lá dentro, a arte húngara aparece em diferentes períodos. O percurso inclui esculturas e pinturas góticas, retábulos medievais, obras do século XIX e produções que vão do início do século XX aos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. A galeria também apresenta uma seleção de arte internacional produzida depois de 1800 e recebe exposições temporárias. 

Para quem chega sem conhecer os artistas húngaros, a visita é uma oportunidade de descobrir nomes como Mihály Munkácsy, Pál Szinyei Merse e Tivadar Csontváry Kosztka. Há desde quadros que retratam episódios da história do país até paisagens e obras modernas. É um passeio especialmente interessante para quem gosta de arte, mas também ajuda a entender um pouco mais da cultura e da história da Hungria. 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Também é possível subir à cúpula. A partir do último andar da galeria, são 54 degraus até os terraços, de onde se tem uma vista ampla de Budapeste. O acesso depende das condições do tempo; por segurança, apenas 15 pessoas podem ficar nos terraços ao mesmo tempo. 

O palácio sofreu danos graves durante a Segunda Guerra Mundial e começou a ser reconstruído na década de 1960. A Galeria Nacional Húngara, criada em 1957, mudou-se para lá em 1975. Por isso, quem entra no museu não encontra uma sequência de antigos aposentos reais preservados: o interior foi adaptado para receber as exposições.

A galeria abre, em geral, de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada permitida até as 17h. A cúpula normalmente pode ser visitada até as 17h. É possível comprar ingressos na hora ou antecipadamente no site oficial. 

 

Como chegar ao Castelo de Buda

A forma mais famosa e lúdica de subir o morro do Castelo de Buda é pegando carona no funicular, chamado pelos húngaros de Budavári Sikló, ou apenas Sikló. O charmoso meio de transporte é histórico, foi construído em 1870 e sai do lado da Ponte Széchenyi até o castelo e vice-versa. Além de facilitar o acesso à parte alta da cidade (a subida é consideravelmente íngreme), o trajeto curto oferece uma perspectiva diferente de Budapeste e transforma o deslocamento em uma atração turística por si só.

Mas não é uma brincadeira tão barata. Em 2026, o bilhete comum custava 4.500 florins húngaros por trecho (R$ 72) ou 5.500 florins para ida e volta (cerca de R$ 90). Havia desconto para crianças e menores de 3 anos viajavam gratuitamente. Aceitava cartão. Também havia um ingresso combinado o funicular a um rolê de barco no Danúbio, esse partia era 6.000 para subida (R$ 97) e 7.000 ida e volta (R$ 113). 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Então seguem outras alternativas: 

  • Escada rolante do Várkert Bazár: é uma excelente alternativa para quem chega pelo lado sul do Palácio Real e quer evitar boa parte da subida. Você vai até o Várkert Bazár e usa uma escada rolante ao lado de uma fonte. Depois, segue por um corredor pega um elevador. É gratuito. 
  • Ônibus público: a linha 16 parte da região central, em Deák Ferenc tér, e chega ao Distrito do Castelo. As linhas 16A e 116 também atendem a parte alta. Você pode usar aplicativos como o Google Maps para sugerir a melhor linha de acordo com a sua localização. 
  • Uber: Dá para ir de Uber ao Castelo de Buda, mas o carro pode não conseguir parar diante do palácio porque o Distrito do Castelo tem circulação controlada. Um bom ponto de desembarque é o Dísz tér, porque já fica na parte alta, a poucos minutos de caminhada do palácio.
  • A pé: partindo de Clark Ádám tér, é possível subir por caminhos e escadarias ao lado do túnel. A caminhada é íngreme, mas permite apreciar a paisagem no próprio ritmo. Olha a galera chegando por uma das escadas: 

Castelo de Buda (Budavári Palota)

Fotos do Castelo de Buda

Castelo de Buda

Budai Vár
Budapeste
1014
http://budavar.btk.mta.hu

Jéssica Weber

Sou uma jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro. Sou gaúcha, amo fotografar e escrever — tenho mestrado em Escrita Criativa pela PUC-RS. Como uma das editoras do Guia Melhores Destinos, desde 2022, meu trabalho é turistar pelo Brasil e pelo mundo para te trazer as melhores dicas :)