Movimentada, cosmopolita, exótica e plural. Hong Kong é uma ilha no sudeste da China, que tem uma densidade demográfica altíssima e o maior número de arranha-céus do mundo! É um lugar que mistura um pouco da tradição chinesa à modernidade europeia, fruto da colonização inglesa que por 156 anos esteve presente na ilha. Após esse período, Hong Kong se tornou uma região administrativa especial da China e permanece ainda hoje como um grande centro financeiro e portuário da Ásia. 

Hong Kong é o que poderíamos chamar de cidade-estado. Embora não seja completamente independente da China e viva sobre o princípio de “um país, dois sistemas”, o lugar tem uma moeda própria, o dólar de Hong Kong, tem um governo próprio, leis próprias e duas línguas oficiais, o chinês o inglês. Brasileiros não precisam de visto para visitar o país — assim como precisam para ir à China continental — e em Hong Kong o capitalismo rola solto, não há limitação à internet ou qualquer coisa do tipo. 

Victoria-peak

A cidade-estado tem pouco mais de 1.104 quilômetros quadrados e cerca de 40% de seu território é destinado aos parques e reservas naturais. Pela falta de espaço e com uma população com mais de 7 milhões de pessoas, Hong Kong aprendeu a crescer para cima, o que fez com que hoje a quantidade de edifícios seja imensa! Moradias, shoppings, restaurantes, lojas e escritórios estão sempre em edifícios que crescem para cima e, eventualmente, para baixo também. Com um espaço pequeno e tantas pessoas, outro campo que precisou se desenvolver foram os transportes e hoje o sistema de transporte público de Hong Kong é muito eficiente. A cidade tem ônibus de dois andares e um sistema de metrô de excelente qualidade, muito fácil de usar. 

Andando pelas ruas de Hong Kong, fica evidente a herança da China, afinal, mais de 90% da população é de origem chinesa, mas também fica claro que Hong Kong é uma cidade global, moderna, que tem grandes redes hoteleiras, restaurantes de redes internacionais e lojas de marcas estrangeiras. Comprar, diga-se de passagem, parece ser um esporte, e além de existirem mercados populares para tudo (mercados que vendem peixes, pássaros, flores, comida ou bugigangas) a quantidade de marcas internacionais chama muito a atenção. Shoppings com lojas de marcas da alta costura, como Chanel e Prada, são recorrentes nas ruas. 

Quando em Hong Kong, vale a pena tirar um tempo para admirar os arranha-céus, visitar o Buddha Gigante em Lantau Island, conhecer o templo Man Mo, que tem intensos enormes, passear pelas ruas de Kowloon, entrar nos shoppings da Causeway Bay e experimentar o dim dum, um “prato nacional” que sempre é uma ótima opção nos cardápios! No fim da tarde, a melhor pedida é subir o Victoria Peak, a principal atração da cidade, para assistir as dezenas de arranha-céus se iluminando quando a noite chega. 

Moderna, fervilhante e muito diferente — Hong Kong provoca um choque cultural na gente e é essa sua herança mais importante durante a viagem, mostrar o quanto de diversidade existe no mundo!