O que fazer no Recife
O que fazer em Recife — A capital pernambucana tem as cores do frevo e gosto de bolo de rolo, é uma cidade quente, alegre e super cultural. Se você vai estar de passagem ou vai ficar por uma semana, não importa: vai achar muitas formas de se divertir.
Nesse post, a gente traz dicas para agradar gente de todas as idades, gente que pode esbanjar nos passeios e gente que está contando as moedinhas, gente que só quer um boteco com cerveja gelada e quem quer sair para jantar arrumadinho. Tem mais de 30 pontos turísticos e dicas de experiências que vão tornar sua viagem mais especial.
Se avexe não, a gente vai te ajudar a fazer um roteiro muito massa.
Confira aqui as 7 atividades preferidas dos turistas no Recife:
O que fazer em Recife: 30 dicas para todos os gostos
A praia de Boa Viagem é tentadora, dá vontade de ficar estirado lá no sol todo dia, mas amantes de história terão um roteiro bem recheado. Marco Zero, Rua do Bom Jesus, Cais do Sertão, Paço do Frevo, Torre Malakoff - todos esses são locais superlegais para visitar no Recife Antigo, principalmente para quem curte arquitetura e história brasileira. O mapa que eu fiz antes de viajar pode te ajudar:
Fora da parte antiga da capital, há ainda o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina Brennand, que ficam na Várzea e são boas opções de passeios ao ar livre. Em Olinda, reserve um tempo para conhecer o Mosteiro de São Bento, o Convento de São Francisco, o Alto da Sé e a Igreja da Sé, com uma vista espetacular!
Mas antes de começar a fazer seu roteiro, a gente recomenda que você escolha um bom hotel. Especialmente se for viajar no verão ou em feriadões, daí é bom reservar com meses de antecedência. Leia todas as dicas de onde ficar no Recife.
Hospedagem no Recife - A seleção do Melhores Destinos
Se você ainda não sabe onde ficar, confira a nossa seleção com as melhores opções de hotéis para a sua viagem. As acomodações foram escolhidas priorizando qualidade, preço das diárias e localização. Todas com ótima relação custo-benefício. Também incluímos na lista as notas do Booking.com, que indicam a avaliação de hóspedes reais sobre a hospedagem.
1. Conhecer a famosa Praia de Boa Viagem
Você lembra da moça bonita da praia de Boa Viagem? A moça no meio da tarde de um domingo azul.
A música do Alceu Valença traz a praia de Boa Viagem para dentro da minha casa em Porto Alegre mais de 30 anos depois do lançamento. Um clássico brasileiro que faz jus à beleza dessa praia urbana, um oásis de mar clarinho a poucos metros da tranqueira de Recife.

A paisagem é marcada pela fileira de edifícios altos à beira-mar, tem um calçadão movimentado, ciclovia, quiosques padronizados e um mar clarinho, que forma piscinas naturais na maré baixa. É super convidativo, mas lembre que teve 24 casos de ataque de tubarão desde o começo do controle, em 1992. Se for entrar na água, tem que ter cuidados — a gente explica direitinho aqui.
O bairro é o favorito dos turistas para se hospedar. Tem bons restaurantes, bares, shopping e conta com um moderno centro cultural projetado por Oscar Niemeyer — vale ficar de olho na programação de teatro e shows musicais do Parque Dona Lindu, onde também tem uma pracinha infantil.
A Feirinha de Boa Viagem é imperdível. Ela ocorre diariamente na Praça de Boa Viagem, a poucos metros do mar, vendendo artesanato local, roupas e toda sorte de souvenir, além dos lanchos, com tapioca, acarajé, doces e mais muita coisa boa.
A gente traz todas as dicas de Boa Viagem neste post, incluindo hotéis, restaurantes e atrações. Também temos um material completo sobre a praia contígua, a Praia do Pina.
2. Explorar o Recife Antigo, o coração da cidade
Berço da cidade, o Recife Antigo surgiu no século 16, era basicamente uma área de porto — tanto que era conhecido como Arrecife dos Navios. Ocupando uma ilha cercada pelo Rio Capibaribe, o bairro passou por um processo intenso de revitalização nas últimas décadas, e hoje eu acho inadmissível alguém turistar por Recife sem passar por lá. O bairro reúne a maior quantia de pontos turísticos da cidade, como o Marco Zero, o Paço do Frevo e o Centro Cultural Cais do Sertão. Os próximos tópicos desse post ficam todos lá.

O Recife Antigo não é só o centro histórico da capital pernambucana, é frevo na rua, são as lojinhas de artesanato, é mesa de bar com carne de sol e cerveja gelada. Reserve um dia inteiro para bater perna na região. Melhor ainda se for no domingo, quando rola a feira da Rua Bom Jesus e, com sorte, você vai encontrar um grupo de maracatu ensaiando em alguma esquina.
3. Bater foto no Marco Zero — mas não só isso
O Marco Zero de Recife é o grande cartão-postal da capital pernambucana. É o ponto de partida para medir as distâncias para todas as terras pernambucanas, decorado com o desenho de uma grande rosa dos ventos, mas não pense que basta chegar lá, tirar foto e dar o "check: tá visto".

É que o Marco é cercado pelo lindo estuário do Rio Capibaribe antes de desaguar no mar, por prédios históricos, museus, operações gastronômicas em armazéns portuários repaginados e um centro de artesanato.
Também é de onde saem os barquinhos para o Parque de Esculturas Francisco Brennand, que a gente descreve a seguir, e volta e meia, recebe algum show ou manifestação cultural. Quando eu fui, estava rolando uma festança em alusão ao Dia do Frevo, com dança e presença de bonecos gigantes — foi incrível!
Coisas legais para fazer no Marco Zero:
Centro de Artesanato de Pernambuco
O Centro de Artesanato de Pernambuco é considerado um dos maiores centros de artesanato do Brasil e conta com uma vista gostosa para o estuário. É um dos melhores lugares de Recife para comprar itens decorativos, móveis autorais, bebidas nordestinas, acessórios e peças de roupa customizadas. Até vende algumas lembrancinhas mais acessíveis, mas o foco ali é o artesanato de alto padrão, carregado em personalidade nordestina.
Palácio do Comércio de Pernambuco
Sede da Associação Comercial de Pernambuco, o prédio foi construído em 1915 e remete ao passado mercantil do Recife, ligado ao porto e às atividades econômicas que impulsionaram o crescimento da cidade. Às sextas, sábados e aos domingos, é possível fazer uma visita guiada que propõe uma visita ao passado da alta sociedade recifense. Inclusive, os guias se vestem com roupas de época e encarnam os personagens, para tornar a experiência mais imersiva. Durava 45 minutos e custava R$ 15 a inteira no começo de 2026, R$ 7,50 a meia.
Caixa Cultural de Recife
Localizado no prédio centenário que já abrigou a Bolsa de Valores de Pernambuco e da Paraíba, hoje é um espaço cultural com galerias de arte e teatro. A visitação ao espaço é gratuita e você confere a programação no site oficial.

Armazéns do Porto
É um conjunto de armazéns portuários desativados e transformados em operações gastronômicas e de serviços à beira do estuário. Quando eu visitei, tinha boteco com petiscos brasileiros, steakhouse, café, sorveteria, açaí, entre outros. Além do espaço coberto, costumam pôr mesas na área aberta. É bem agradável caminhar por essa região, à margem do Capibaribe, e tem muita criança andando de patins e bicicleta.
4. Visitar o Parque de Esculturas Francisco Brennand
O Parque de Esculturas Francisco Brennand é o conjunto de obras que você enxerga do Recife Antigo, sobre o molhe de arrecifes que separa o Rio Capibaribe do mar. Mas você sabia que dá para visitá-lo, caminhar entre as esculturas do maior ceramista pernambucano?

A grande estrela é a Coluna de Cristal, uma torre esguia super detalhada de 32 metros, mas conta com mais de 80 obras confeccionadas em argila e bronze por Brennand. Várias das esculturas instaladas ali fazem alusão à natureza, ou a uma versão fantástica dela.
A própria Torre de Cristal reproduz uma árvore da vida (embora os recifenses tenham a apelidado com uma referência fálica). Uma placa junto à obra traz esse texto, de Brennand: "... os conquistadores encontraram a Árvore da Vida, catedral de folhagens guardando e afirmando o divino resplendente da eternidade".

Acessar o parque é possível de carro ou bicicleta pela Avenida Brasília Formosa ou com barquinhos que saem a todo momento do Marco Zero (cobravam R$ 10 por pessoa em 2025). O ingresso é gratuito.
5. Passear pela Rua do Bom Jesus, melhor ainda na feira de domingo
A Rua do Bom Jesus é colorida, vibrante e cheia de história. Com um casario que mescla o colonial e o eclético, ela já foi até eleita uma das ruas mais bonitas do mundo pela revista americana Architectural Digest.
Em pouco mais de 300 metros, a Rua do Bom Jesus concentra várias lojinhas de souvenires e pontos turísticos como a Embaixada dos Bonecos Gigantes e a Sinagoga Kahal Zur Israel, primeiro templo judeu das Américas. Também tem bares animados junto à Praça do Arsenal.

Ela já foi chamada de Rua do Bode, na época dos Holandeses, de Rua da Cruz, Rua dos Judeus e Rua do Comércio. O nome Rua do Bom Jesus surgiu por causa do Arco do Bom Jesus que existiu até 1850, era um dos portais que existia na cidade.
A feirinha da Rua Bom Jesus é um evento tradicional do Recife Antigo, que ocorre sempre aos domingos. É uma feirinha de artesanato, você encontra decorativos, acessórios, vasinhos de suculentas, chinelos decorados, canecas, roupas customizadas e mais muita coisa. Mas também tem bastante banca de comida, tipo acarajé, bolo de rolo, canjica, mugunzá... A hype, quando eu visitei, era o sorvete na quenga do coco, eu não tive nem coragem de entrar na fila.
6. Tirar foto com seu ídolo na Embaixada dos Bonecos Gigantes
A Embaixada dos Bonecos Gigantes é quase um santuário da folia pernambucana. É onde fica boa parte dos bonecos usados no carnaval da cidade durante o ano, à espera do próximo bloco de Olinda. Leia nossa matéria completa sobre a atração neste link.

Localizada na icônica no Recife Antigo, tem bonecos que representam personalidades variadas, personagens de filmes e figuras brasileiras que se destacam ao longo do ano ou fizeram história. Chacrinha, David Boyle, Ana Maria Braga, Super Homem, Darth Vader, o chef Érick Jacquin e pernambucanos de peso como Alceu Valença e Luiz Gonzaga são algumas das figuras que você encontra por lá.
Alguns bonecos surpreendem pelos detalhes, tipo o Whindersson Nunes com suas tatuagens no rosto. Outros são meio estranhos, é verdade. Não parece que o Cristiano Ronaldo teve um derrame? Ele fica junto de outros craques em um canto da casa, como Pelé, Neymar, Vini Jr., Messi e, por óbvio, Ronaldinho Gaúcho, que não faltaria a mais esse rolê aleatório. Feitos em fibra de vidro e outros materiais leves, bonecos têm cerca de 2 metros, boa parte disso só de cabeça.
7. Visitar o Paço do Frevo para aprender sobre o ritmo pernambucano
O Paço do Frevo é um moderno museu e centro de salvaguarda do ritmo pernambucano. Localizado no Recife Antigo, tem exposições temporárias, áreas para tirar fotos criativas, salas interativas e uma espécie de pista de dança no último andar, onde eu participei de uma das aulas rápidas de frevo.

De quando em quando, um funcionário dava uma aulinha com os passos mais básicos para qualquer um que quisesse participar, coisa de cinco minutos. Eu não posso dizer que saí de lá sabendo dançar alguma coisa, mas me diverti hehe.
Quando eu visitei, em setembro de 2025, recém havia sido aberta a exposição Frevo Pra Vestir no primeiro piso do Paço. Ela contava com figurinos super especiais, indumentárias e adereços que representam simbólica e visualmente o frevo. Incluía peças autorais de estilistas de Recife e Olinda, coisas extravagantes e luxuosas, bem diferente da imagem que eu tinha na cabeça (que era basicamente mini-saias ou calças com a cor da sombrinha).
O ingresso inteiro custava R$ 10 no final de 2025, você vê nosso relato completo neste link.
8. Visitar o Cais do Sertão, museu do Luiz Gonzaga
O Centro Cultural Cais do Sertão é um dos pontos turísticos que eu mais amei conhecer em Recife. Ele propõe um mergulho no Sertão cantado pelo Rei do Baião, o pernambucano Luiz Gonzaga.
O espaço foi aberto em 2014, transformando completamente o antigo Armazém 10 do Porto do Recife. Além da exposição permanente sobre a vida e a obra de Gonzaga, abre as portas para exposições temporárias nos espaços secundários e também conta com um bar e restaurante no terraço.

“O Mundo do Sertão” é o nome da principal exposição do centro cultural, uma mostra permanente e interativa no primeiro piso desse pavilhão de 7.500m². Logo de cara, a gente depara com uma indumentária típica de Pernambuco e uma sanfona de 120 baixos que pertenceu a Luiz Gonzaga e, depois, a Dominguinhos.
Os ambientes do pavilhão remetem aos principais aspectos do dia a dia do sertanejo, como a casinha de barro e tijolo aparente, decorada tal qual uma moradia do sertão. Também tem depoimentos de Luiz Gonzaga em vídeo, informações sobre sua carreira e discografia e painéis contando curiosidades.
O ingresso custava, no começo de 2026, R$ 10,00 (inteira) ou R$ 5,00 (meia).
9. Visitar a histórica Torre Malakoff
A Torre Malakoff é um ícone na paisagem urbana do Recife Antigo, inconfundível pela arquitetura de caráter militar. Ela foi construída entre 1853 e 1855, e servia como um monumental portal do Arsenal da Marinha à época. Hoje, abriga uma pequena galeria de artes visuais.
Nos primeiros anos, a torre marcava a porta de entrada dos que desembarcavam em Recife pelo mar. No alto da Torre, Dom Pedro II mandou construir um observatório astronômico, que ostentava na época uma cúpula metálica giratória.

Uma curiosidade: a Torre Malakoff recebeu esse nome por causa da Guerra da Crimeia (1853–1856), que estava ocorrendo na época da sua inauguração. Na época, a fortificação russa mais famosa do conflito era a Torre Malakoff, que virou símbolo de resistência militar. O nome acabou ficando “na moda” como referência a obras defensivas e militares.
O espaço agora recebe exposições temporárias, normalmente, de artistas regionais. Não é um espaço muito grande, tem quatro salas pequenas, divididas entre o primeiro e o segundo piso. Não precisa reservar mais de meia hora para visitar a Torre. E boa notícia: não é cobrada entrada.
10. Explorar a bela e histórica Olinda
Olinda é uma mistura colorida de história, paisagem e cultura popular. As ladeiras igualmente charmosas e desafiadoras do seu centro histórico são parada obrigatória para quem viaja a Recife, capital de Pernambuco.
Se não quer se preocupar com roteiro, reserve sua Excursão a Olinda e ao Instituto Ricardo Brennand ou então um Tour de um dia por Recife e Olinda

A gente está falando da segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, para você ver o nível de importância. Muito por causa da arquitetura religiosa dos séculos 16 e 17. Mas Olinda vai tão além dos altares: é frevo na rua, é tapioca feita na hora, é lar do Alceu Valença. Sem falar de um dos carnavais mais famosos do planeta, com os famosos bonecos gigantes.
Nesse post aqui, a gente traz detalhes das atrações, sugestões de hotéis e restaurantes. Mas deixa eu pincelar as principais atrações:
- Letreiro, mirante e feirinha do Alto da Sé
- Catedral da Sé de Olinda
- Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda
- Convento de São Francisco
- Rua do Amparo
- Casa Estação da Luz
- Igreja do Carmo de Olinda
- Mercado da Ribeira
11. Conhecer um universo único de barro e arte na Oficina Brennand
A Oficina Brennand é diferente de qualquer coisa que encontrei no Recife, quiçá no Brasil. O ateliê do ceramista, escultor e pintor Francisco Brennand foi transformando durante quase 50 anos em uma espécie de vila-museu. Leia nossa matéria completa neste link.
Tem mais de mil obras suas distribuídas entre galpões e jardins: ovos, serpentes, figuras mitológicas, pássaros bizarros, referências poéticas e históricas alternadas com figuras eróticas e formas fálicas. O artista criou um universo único e em constante transformação até sua morte, em 2019.
A Oficina Francisco Brennand é incrível, capaz de gerar encantamento e horror, paz e desconforto. Fica longe de qualquer barulho da cidade, em um terreno gigante com amplos gramados e passarinhos cantando. Se der fome, tem um bistrô e cafeteria no local, junto a uma pequena loja de peças ainda produzidas ali.
O ingresso inteiro custava R$ 50 no final de 2025, com opção de meia entrada. O que acaba desestimulando um pouco a visita é que fica mais distante das zonas turísticas, dá quase 20km de Boa Viagem. Mas o que eu fiz e recomendo bastante é ir de manhã na Oficina Francisco Brennand e de tarde no Instituto Ricardo Brennand, que falo a seguir. Ambos ficam para o mesmo lado de Recife, a região da Várzea.

12. Visitar o Instituto Ricardo Brennand, os museus dos castelos
O Instituto Ricardo Brennand é um complexo impressionante de museus em prédios que imitam castelos medievais. É um ponto turístico imperdível de Recife para quem aprecia artes plásticas, antiguidades ou para quem quer se sentir na Idade Média.
Localizado nas terras do antigo engenho São João, no bairro da Várzea, o espaço de 77 mil m² guarda a coleção particular do industrial pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand.

O espaço conta com exposições de artes plásticas, um acervo impressionante de armas brancas, armaduras e outros objetos medievais, uma linda réplica de capela de inspiração gótica, além de uma cafeteria no ambiente mais charmoso de Recife, voltada para um jardim de esculturas. Ah, lá também tem um café charmosíssimo e um restaurante famoso, o Castelus.
O ingresso inteiro custava R$ 60 no final de 2025, ou R$ 80 incluindo a capela — oferecem meia-entrada também. E se ficou curioso com o sobrenome, ele era primo de Francisco Brennand. Leia a matéria completa aqui.
13. Comer bolo de rolo e de noiva, cartola e mais muita coisa boa
A gastronomia pernambucana é miscigenada e foi influenciada pelas cozinhas portuguesa, africana e indígena, e também pela proximidade com o mar e o sertão. Nos cardápios da cidade não faltam pratos típicos regionais (como peixadas e moquecas), além dos pratos mais fortes, herdados dos sertanejos (como buchada de bode, carne de sol, dobradinha, charque, sarapatel, galinha à cabidela, etc).
Mas essas são as minhas sugestões do que você precisa provar:
Bolos
Eu podia ficar a tarde inteira falando sobre eles, Deus abençoe as boleiras pernambucanas. O mais famoso é o bolo de rolo — e imbatível, na minha humilde opinião. Mas tem outros que você pode provar para fazer valer a viagem a Recife
- Bolo de rolo (foto à esq.): leva uma massa fininha enrolada com recheio de goiabada, servido em fatias delicadas. O mais famoso é da Casa dos Frios, que também faz com recheio de chocolate e de doce de leite. É patrimônio cultural imaterial de Pernambuco.
- Bolo de noiva (foto à dir.): é escuro, denso e aromático. O bolo leva frutas secas, castanha de caju, ameixa, vinho ou licor, especiarias como canela e cravo e costuma ser preparado com antecedência, para “curar” e ficar ainda mais saboroso com o tempo.
- Bolo Souza Leão: Feito com massa de mandioca, açúcar, manteiga e leite de coco. Tem textura cremosa e molhada que nem parece de bolo. É um bolo histórico, ligado à aristocracia pernambucana do período colonial.
- Bolo pé-de-moleque: Diferente do pé-de-moleque de amendoim de outras regiões. Aqui é um bolo escuro, feito com massa de mandioca, açúcar mascavo, castanha de caju e especiarias. O gosto do açúcar mascavo predomina, eu amei.
Cartola
É basicamente banana frita com queijo, açúcar e canela. É servida quentinha e, às vezes, com uma bola de sorvete ao lado. Se ainda não experimentou, é lei, precisa provar.
A cartola mais famosa de Recife, fica em um dos restaurantes mais antigos do país, o Leite. O queijo quase não oferece resistência à faca, de tão macio, e abraça a banana como se fosse uma coisa só. E olha o esmero com que é servida por lá:

Carne de sol
Apesar de ser associada ao sertão nordestino, a carne de sol foi totalmente incorporada à cozinha recifense. É servida a qualquer hora do dia, do café da manhã à janta. Muitos restaurantes da cidade trabalham com versões bem macias, menos salgadas e preparadas na manteiga de garrafa ou na nata.
Mas eu fui na porção de carne de sol cortadinha em cubos mesmo. Na Bodega do Véio do Recife Antigo, ela vinha com batata frita, mas eu queria com macaxeira (aipim) e eles acataram meu pedido. Pedi uma cerveja gelada para acompanhar.

Caldinho de feijão
A entradinha mais popular de Pernambuco, faça o calor que fizer. Gaúcha que sou, não estava acostumada com a iguaria — pelo menos não com uma tão elaborada. Pedi uma cumbuquinha e fui descobrindo carne seca, azeitona e até ovo de codorna tinha dentro hehe.
Mas gostei, está aprovado. E não estranhe se vir a galera comendo caldinho no boteco ou mesmo na praia.

14. Conhecer os melhores restaurantes do Recife
Falando em comida, a gente frequentou restaurantes maravilhosos nas viagens a Recife. A comida nordestina já seria um bom motivo para pegar o avião, mas a capital pernambucana também tem restaurantes maravilhosos de frutos do mar, carnes, massas, sem falar dos botecos de respeito.
Nez BistrôCom um ambiente todo temático e garçons vestidos como cangaceiros, o Parraxaxá serve um bufezão enorme de comida nordestina, a quilo. Dá para experimentar várias coisas diferentes sem gastar um rim — se você for moderado, é claro. O Tasquinha do Tio é um restaurante português de respeito na Praia do Pina, o Nez é um bistrô perfeito para um jantar romântico em Casa Forte. E a gente já falou do Leite, né? Ele se declara o restaurante mais antigo em atividade do Brasil, desde 1882.
Mas não vou me delongar muito por aqui, pois a gente descreve todas as experiências no post onde comer no Recife.
15. Visitar um presídio que virou centro de artesanato
A Casa da Cultura de Pernambuco é o centro de artesanatos mais inusitado que já visitei na vida. Senhorinhas vendem panos bordados, ecobags e chapéus de palha sentadas na porta das celas do antigo presídio de Recife. Por 118 anos, ali funcionou a temida Casa de Detenção, que chegou a ser uma das maiores do Brasil.

Localizado às margens do Rio Capibaribe, na região central do Recife, o prédio ainda conserva o formato de cruz. O modelo era comum em prisões do século 19, porque permitia que os guardas tivessem visão dos corredores a partir de um ponto central. Com capacidade para 200 presidiários, teve essa função de 1855 a 1973.
Hoje, é um lugar super colorido, decorado com sombrinhas do frevo e panos de chita. Mas as grades que foram mantidas em algumas portas e janelas conectam esse ambiente alegre com o passado sinistro. No raio Leste, a cela 106 ainda há uma cela original, para matar a curiosidade dos visitantes. Veja mais fotos e o relato completo.
16. Fazer umas comprinhas
A Casa da Cultura não é o único lugar massa para fazer umas comprinhas, Recife deve agradar quem gosta de levar para casa alguns souvenires. A cidade tem opções que vão de grandes shoppings a mercados populares e feiras de artesanato — a gente já falou da Feirinha de Boa Viagem, da Feirinha da Bom Jesus, do Centro de Artesanato de Pernambuco, o tradicionalíssimo Mercado São José deve ficar lindo depois da reforma também. Você lê tudo sobre compras em Recife neste post, e no mapa, você vê onde ficam:
Agora se a ideia é comprar roupas e calçados, o RioMar é o maior shopping de todo Nordeste. Inaugurado em 2012, é um espaço super moderno, com bastante iluminação natural. Tem até um terraço aberto ao público junto à praça de alimentação.
O RioMar Recife fica na Pina, estrategicamente localizado entre as Zonas Sul e Norte da capital pernambucana. Possui mais de 400 lojas, oferecendo um mix variado de marcas nacionais e internacionais. Eu não vou nem me arriscar em enumerá-las aqui, você pode ver quais são no site oficial. Também tem cinema (incluindo salas prime, uma com tecnologia XD e duas D-BOX), teatro e um espaço de games gigante.
Shopping RioMar
Já o Shopping Recife pode não ter a mesma área, mas tem tanta loja quanto, quem sabe até mais. Segundo seu site, conta com 450 lojas, incluindo gigantes do varejo de moda. Você pode consultar quais são elas neste link. E fica muitíssimo bem localizado no bairro de Boa Viagem.
17. Pegar um cineminha no São Luiz, locação do Agente Secreto
Se você assistiu ao premiadíssimo Agente Secreto, viu o Cinema São Luiz — é praticamente um personagem do filme. O cinema é um ícone da cultura pernambucana e um dos mais charmosos cinemas de rua que resistiram no Brasil.
O São Luiz fica na Rua da Aurora, à margem do Rio Capibaribe. Inaugurado em 1952, ele chegou a ficar anos fechado, mas foi adquirido pelo Governo de Pernambuco e reaberto em 2015, totalmente restaurado.
Os filmes em cartaz são divulgados semanalmente na página do Instagram. Espere uma programação mais cultural, dificilmente um blockbuster vai entrar em cartaz. No dia que eu fui, estava rolando um evento de cinema universitário.

18. Passar na famosa livraria Jaqueira e no Paço Alfândega
A Livraria Jaqueira é a mais pop e instagramável da capital pernambucana. Localizada no Recife Antigo, é grande, bonita e abriga também uma cafeteria com cardápio extenso. Se você é leitor, precisa visitar esse lugar. Se tiver filho ou sobrinho, também — eu achei a área infantil bem completa.

E se você for até lá, perca um tempinho para admirar o grande prédio ao lado, o Paço Alfândega. É um prédio de quase 300 anos do Recife Antigo, localizado às margens do Rio Capibaribe. Foi convento, sede da alfândega e várias coisas antes de se tornar um edifício comercial. Se você estiver passando perto, vale dar uma passadinha.
Uma característica muito massa desse lugar são os painéis de mosaico em granito com ilustrações baseadas na obra do escritor pernambucano Ariano Suassuna. O trabalho foi executado pelo artista plástico Guilherme da Fonte e pode ser visto nas quatro entradas de acesso ao Paço e na Praça Central. Mas atente que o Paço não abre aos finais de semana.
19. Tirar umas fotos na Rua dos Amores
Ainda no Recife Antigo, um trecho da Avenida Barbosa Lima foi transformada em galeria a céu aberto, com os muros totalmente decorados com grafites. A chamada Rua dos Amores tem temas como o amor pelo Recife, pelas águas, pela diversidade, pelo Carnaval e pelo cordel.
Rola de fazer fotos bem massa por aí, mas se o lugar estiver vazio, vale dar uma cuidadinha com o celular.

20. Visitar a sinagoga mais antiga das Américas
A gente chegou a citar ela falando da Rua Bom Jesus, mas você sabia que é possível entrar na Sinagoga Kahal Zur Israel? A primeira sinagoga das Américas hoje funciona como museu e centro cultural, contando a história da comunidade judaica no Recife. Por lá você também encontra uma lojinha que vende livros e artigos simbólicos.
Escavações realizadas por volta do ano 2000 encontraram vestígios arqueológicos que comprovam a existência do local de culto. A sinagoga funcionou durante o período da ocupação holandesa, no século 17, quando judeus que vieram da Europa se estabeleceram no Nordeste. Na época, o Recife era um dos centros mais importantes do Brasil Holandês, e a comunidade judaica teve papel relevante no comércio, na vida intelectual e na diversidade cultural da região.
No começo de 2026, o ingresso inteiro custava R$ 40, com opções de meia-entrada.
21. Brindar à viagem em um bar massa
Quando começa a anoitecer, os bares mantêm a cidade animada. Boa Viagem é talvez a maior referência, mas Pina, Recife Antigo e Casa Forte também têm rolês. A gente tem um post com ricas dicas de o que fazer de noite em Recife.
Se a ideia é comer um hambúrguer enquanto prova vários chopes e cervejas artesanais, a dica é o BeerDock, em Boa Viagem (foto abaixo). O lugar é bem despojado, com ambiente mais escuro de pub dentro e várias mesas ao ar livre. E tem música ao vivo quase todo dia, foca mais em rock e pop, mas pode ter outros ritmos também. Outra dica em Boa Viagem o Manhattan, que mistura música e gastronomia. A casa tem programação variada, que inclui shows musicais de diversos artistas, peças teatrais, noites dançantes, entre outros eventos.

Já Recife Antigo faz mais do tipo samba na rua e cerveja de garrafa. O point fica nos entornos da Praça do Arsenal. Autodeclarada "a Casa do Músico Pernambucano", a Venda Bom Jesus (foto abaixo) estava com banda ao vivo e era o ponto mais animado do bairro, mas eu também estava doida para conhecer o bar Teatro Mamulengo, que também tem uma programação voltada à música e à cultura brasileira. Uma opção a algumas quadras dali é a Bodega do Véio, na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Mariz e Barros.

22. Passear de catamarã no Rio Capibaribe — ou de barquinho
Um dos passeios mais famosos dentro da cidade de Recife é o de catamarã pelo Rio Capibaribe. Além de ver a cidade de outro ângulo, os turistas podem conhecer um pouco da parte antiga do Recife, edifícios seculares, pontes históricas — um guia vai falando as curiosidades pelo caminho. Veja mais fotos e nosso relato completo neste post.

Esse passeio é bem legal e pode ser feito tanto durante o dia quanto à noite, com a iluminação dos postes e prédios refletindo na água. Tem vários roteiros e temas diferentes (Recife e suas pontes, Recife e seus bairros, piratas do Capibaribe, roteiros especiais de Carnaval, entre outros), você pode ver preços e datas de cada um no site da empresa.
Uma alternativa mais intimista é agendar um passeio de barco privativo pelo Capibaribe, essa empresa é uma das que mais tem seguidores. Eles levam grupos de até nove pessoas.
23. Pegar seu passaporte de Pernambuco
Depois de comer bolo de rolo e bolo de noiva, de cair no frevo no Marco Zero e tirar selfie com o boneco gigante do Alceu Valença, eu já estava pedindo meu passaporte de Pernambuco. E não é que ganhei?
Na verdade, qualquer pessoa pode pedir esse mimo nos Centros de Atendimento ao Turista de Recife. Eu peguei o meu na Casa da Cultura de Pernambuco, atrativo que já sugeri por aqui.

Dá para carimbar o passaporte de brincadeirinha em vários pontos turísticos. Tipo no Parque de Esculturas Francisco Brennand, no Instituto Ricardo Brennand, na Torre Malakoff, no Paço do Frevo e outros. Também rola registrar seu passaporte em experiências como o passeio de catamarã.
Apontando a câmera do celular para o QR Code que vem junto ao mapa, rola uma experiência de realidade aumentada que apresenta outras atrações desse que agora também é meu país Pernambuco.
24. Visitar a Capela Dourada
A Capela Dourada é uma das igrejas mais bonitas do Recife e um símbolo da riqueza do período colonial. Construída entre 1696 e 1724, você entende o nome assim que põe os pés lá dentro: praticamente todo o interior é revestido de madeira entalhada coberta com ouro.
A visita é bacana para quem se interessa por história ou arquitetura. O teto todo trabalhado é lindíssimo, com características típicas do rococó. O altar-mor, os painéis, colunas e o teto são ricamente decorados, com imagens de santos franciscanos e anjos.

Mas, infelizmente, o período de vacas gordas foi há muito tempo mesmo. O telhado corre risco de desabamento, e as evidencias de degradação são notáveis.
A Capela Dourada abre à visitação durante a semana (fecha na hora do almoço). Ela fica no centro de Recife, pertinho da Praça da República e atrações que descrevemos a seguir. No final de 2025, o ingresso custava R$ 15.
25. Admirar os palácios da Praça da República e a Rua da Aurora
Se turistar para você também é admirar prédios históricos e importantes, vale ir até a Praça da República, no bairro de Santo Antonio, centro de Recife. Ao redor dela, você encontra o Teatro de Santa Isabel, de que falaremos a seguir, o imponente Palácio da Justiça e o Palácio do Campo das Princesas (foto abaixo). Esse último é sede do governo estadual, idealizado desde 1786 e construído em 1841.
Ali você vai estar a alguns passos da Ponte Princesa Isabel com o famoso casario colorido da Rua Aurora ao fundo, remanescente do século 19. Esse conjunto urbano de sobrados é tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Não tem muita coisa para fazer ali, mas acaba sendo um cartão-postal da cidade. Só não fica dando bandeira com o celular na mão na hora de tirar foto.

26. Ver uma peça no lindíssimo Teatro de Santa Isabel
Inaugurado em 1850 em homenagem à Princesa Isabel, o Teatro de Santa Isabel é o mais antigo e expressivo exemplar de Arquitetura Neoclássica em Pernambuco. Vale ficar de olho na programação, para curtir esse lugar durante algum espetáculo de teatro, música ou dança.
O teatro faz parte da história de Recife e do país. Foi lá que Joaquim Nabuco proferiu a célebre frase, gravada numa placa exibida até hoje no teatro: "Aqui nós ganhamos a causa da Abolição". O equipamento também oferece visitas guiadas, vale fazer contato pelo Instagram.

27. Conhecer o Forte das Cinco Pontas
O Forte Cinco Pontas é uma construção de 1630 que hoje abriga o Museu da Cidade do Recife. O acervo é constituído de fotografias, mapas e fragmentos arqueológicos que representam a história da evolução urbana do Recife do século 17 até os dias de hoje. O museu realiza oficinas, exposições, seminários e ações de educação patrimonial. A entrada é gratuita.
Chamado oficialmente de Forte de São Tiago das Cinco Pontas, ele foi a última construção holandesa no Recife. Tinha como objetivos ajudar na distribuição de água potável e proteger a capital pernambucana de ataques estrangeiros. Piratas usavam uma falha nos arrecifes, conhecida como “Barreta dos Afogados”, para atacar e roubar barcos, que, em boa parte, transportavam açúcar para o porto do Recife.

28. Conhecer outros museus incríveis de Recife
Existem outros museus incríveis em Recife, que não couberam na minha programação de cinco dias e seis noites. Mas veja se a proposta te agrada:
- Museu do Estado de Pernambuco: funciona em um belo palacete do século 19 no bairro das Graças, com coleções sobre arqueologia, cultura indígena, presença holandesa em Pernambuco, arte sacra, cultura afro-brasileira, entre outros. A entrada é gratuita.
- Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre: está instalada no local em que o escritor escolheu para morar, o bucólico e tradicional bairro de Apipucos. A casa do século 19 abriga o conjunto de objetos colecionados, guardados e ordenados pela família Freyre. O ingresso inteiro custava R$ 20 no começo de 2026.
- Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães: Instalado em um antigo casarão do século XIX no bairro Boa Vista (Centro), o Mamam possui sete salas de exposição, biblioteca especializada em arte moderna e contemporânea, reserva técnica, sala de atividades educativas, sala de administração e auditório. A entrada é gratuita.
- Museu de Artes Afro-Brasil: localizado no Recife Antigo, possui peças de artes africanas e afro-brasileiras cedidas pelo antropólogo Rolando Toro. Também recebe exposições temporárias e apresentações artísticas. O ingresso inteiro custava R$ 10 em 2025.
Eu indicaria também o Museu do Homem do Nordeste, mas estava fechado no momento que eu escrevia esse guia.
29. Tirar foto com galos e poetas espalhados pela cidade
No Recife, você pode brincar de procurar esculturas de galos coloridonas distribuídas pelas ruas. Localizadas especialmente junto a pontos turísticos, são réplicas do Galo da Madrugada, alusão ao maior bloco carnavalesco do mundo. Feitos por artistas locais, os galos integram um projeto inspirado na "CowParade" que busca criar uma conexão entre arte, cultura, o Carnaval e a cidade.
Tem outra brincadeira parecida, mas que envolve poetas, músicos e escritores. O Circuito da Poesia espalhou por Recife estátuas em tamanho real de nomes como Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Luiz Gonzaga, Ariano Suassuna, etc. As obras foram feitas pelo artista Demétrio Albuquerque, já são mais de 20 homenageados.
Estátua do Manuel Bandeira, na Rua Aurora
30. Conhecer outras praias do litoral pernambucano
O litoral de Pernambuco tem cerca de 200km, é tudo relativamente perto. É uma ótima ideia aproveitar a viagem a Recife para conhecer outros destinos, com mar morninho e uma caipira de caju na mão. As praias mais distantes não têm registros de ataques de tubarões, é mais na região metropolitana mesmo.
- Praia de Maria Farinha: a cerca de 25km ao Norte do Recife, tem águas claras e calmas, bastante utilizadas para praticar esportes. Ela pertence à Paulista e fica numa área onde há água salgada e doce, do Rio Timbó. Já foram capturados tubarões por lá, mas é considerada mais segura que Recife.
- Praia de Piedade: basicamente a continuação da Praia de Boa Viagem em direção ao Sul, embora pertença ao município de Jaboatão dos Guararapes. É uma praia urbana, de fácil acesso e cercada por edifícios residenciais. Mas é considerada um dos pontos mais perigosos do litoral pernambucano, com relação a tubarões.
- Praia de Calhetas: é a mais famosa da cidade do Cabo de Santo Agostinho, pouco mais de 40km ao sul de Recife. Pequena, cercada por rochas e morros cobertos de vegetação, ela fica em uma enseada de águas calmas e transparentes. Seu contorno lembra um coração, se vista de cima.
- Praia de Muro Alto: A praia de Muro Alto é uma das mais famosas da região de Porto de Galinhas, na cidade de Ipojuca, em razão de sua piscina natural de mais de 2 km de extensão. Com um mar calmo e azul clarinho, ela é cercada por alguns dos resorts e condomínios mais luxuosos de Pernambuco. Está a cerca de 60 km ao sul de Recife.
- Praia de Porto de Galinhas: com água cristalina e calminha, é a praia da Vila de Porto de Galinhas, onde ficam o comércio, boa parte dos restaurantes e as famosas piscinas naturais. Mas já vou alertando para quem prima por sossego: é a parte mais movimentada da região. Também fica em Ipojuca, a a cerca de 60 km ao sul de Recife e não tem registros de ataques de tubarão. Veja quanto custa um passeio de um dia.
- Praia de Maracaípe: praia com ondas da região de Porto, amada por jovens e surfistas. Tem uma pegada mais simples e deliciosa, meio roots mesmo, sabe? É uma enseada de três quilômetros de extensão com alguns quiosques de comida no centro, e é cercada pelo famoso coqueiral de Maracaípe. Fica 65km ao sul de Recife.
- Ilha de Santo Aleixo: Acessada por lanchas e barcos que partem da Barra do Sirinhaém, 80km ao sul de Recife, a pequena ilha tem pouquíssima estrutura: basicamente apenas barracas de comida com guarda-sóis. Mas conquista pelas belezas naturais e por um ambiente mais preservado do que a maioria dos destinos da região pernambucana.
- Praia dos Carneiros: Reconhecida como uma das praias mais bonitas do Brasil, fica a 100 km de Recife e não tem registros de ataques de tubarão. É o lugar perfeito para relaxar e curtir um cenário paradisíaco, cercado por um mar lindo, cheio de piscinas naturais e com a igrejinha à beira-mar que é um símbolo do lugar. Veja os valores de excursão.
- Igarassu: A 35km de Recife, chega ao município de Igarassu, onde ficam as praias dos Marcos, da Gavoa e do Capitão, com faixa de areia mais ampla. Dá tanto para ficar por lá curtindo uma prainha ou beach club quanto pegar um catamarã para visitar a Ilha da Coroa do Avião, lugar perfeito para nadar em águas tranquilas e tomar sol. Veja detalhes dessa excursão.
Praia de Muro Alto, na região de Porto de Galinhas
Jéssica Weber
Jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro.