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Viena
Redação

Dicas de Viena

Viena impressiona pela elegância e pela quantidade de atrações, e nem é uma cidade complicada de explorar. Mas há pontos importantes para evitar perrengues: saber quais atrações precisam de ingresso antecipado, se é preciso levar dinheiro em espécie, e outras coisas práticas, tipo documentos e internet. 

Nesse post, a gente traz tópicos essenciais para planejar sua viagem, incluindo algumas descobertas que eu fiz por lá e podem te ajudar a economizar.   

Dicas de Viena

1. Que documentos são necessários para viajar a Viena?

Turistas brasileiros precisam de passaporte válido e seguro-viagem para viajar a Viena. Não há exigência de visto para permanência por até 90 dias na Áustria, mas a partir do último trimestre de 2026, deve entrar em vigor o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem). 

Trata-se de uma autorização eletrônica obrigatória que você precisará emitir pela internet antes de embarcar. Ela custa € 20, vale por 3 anos e o processo leva poucos minutos no site oficial da União Europeia. Menores de 18 e maiores de 70 anos serão isentos. Antes de viajar, vale conferir a situação atual no site oficial do ETIAS — evite páginas não oficiais.

Na imigração, é possível que te peçam outros comprovantes, como passagem de ida e volta, comprovante de recursos financeiros e local de hospedagem. Ah, se você fizer conexão em outro país do Acordo Schengen, a imigração será feita nesse aeroporto. Se você voar de São Paulo para Viena com conexão em Frankfurt (Alemanha), por exemplo, a sua imigração oficial de entrada na Europa será feita em Frankfurt. De lá para Viena, o voo funciona como se fosse doméstico.

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2. É preciso levar dinheiro em espécie?

Cartões são amplamente aceitos em Viena. Em 2026, eu paguei praticamente tudo com cartão, mas ainda achei necessário ter alguns Euros em espécie, para usar banheiros públicos, armários em museus, ou mesmo uma e outra atração — precisei pagar em dinheiro apenas para subir a torre sul da Catedral de São Estêvão. 

Em geral, cartão global costuma ser mais prático e pode sair mais barato que trocar dinheiro em espécie, mas depende da cotação usada pelo cartão e spread. Veja nosso ranking

Eu não tinha mais quase nada de Euros em casa — a Áustria é um dos 21 países da União Europeia que utilizam o Euro (€) —, então acabei usando um dos vários caixas eletrônicos espalhados por Viena. Saquei cerca de 100 euros, usando o cartão da Nomad, e calculo que usei metade disso em uma semana. 

Mas tenho uma dica para você não perder dinheiro, e falo com propriedade porque já fiz essa burrice. Na hora que o caixa eletrônico te mostrar a quantia de Euros a sacar e o custo da operação, clique em "declinar a conversão". Ao recusá-la, a taxa aplicada será a da sua conta global, e não a do banco dono do caixa eletrônico. 

3. Quantos dias reservar para Viena? 

Viena não é uma cidade para ser vista apenas de passagem, especialmente se você gosta de museus, palácios, cafés e música. Em dois dias, dá para visitar algumas atrações centrais e sentir o clima da cidade, mas o roteiro tende a ficar corrido. 

Os brasileiros costumam dedicar três ou quatro dias inteiros à capital austríaca. O planejamento fica mais confortável e permite incluir lugares como o Palácio de Schönbrunn, o Belvedere, a Catedral de Santo Estêvão (foto abaixo), a Ópera de Viena, o palácio Hofburg Imperial, o MuseumsQuartier e uma pausa em cafés tradicionais. Mas ainda assim vai ser necessário escolher suas prioridades, porque a lista de atrações da cidade é grande. Veja o que fazer em Viena.

Dicas de Viena

4. Quais os melhores bairros para se hospedar?

Escolher bem a hospedagem economiza tempo todos os dias, então não deixe de ler nosso post sobre onde ficar em Viena. 

O melhor bairro depende do orçamento e do estilo da viagem. Innere Stadt, o centro histórico, é a região mais prática para quem quer fazer muita coisa a pé, mas costuma ter diárias mais altas. 

Considere regiões próximas, como Leopoldstadt, que une modernidade a belas vistas; Landstraße, região elegante e moderna; Wieden, para quem chega ou parte de trem ou quer custo-benefício; e Neubau, a região mais descoladinha. Se você encontrar um hotel bacana mais afastado, lembre-se da dica de conferir se tem estação de metrô perto. 

5. Como se locomover em Viena?

Viena tem metrô, bondes, ônibus e trens urbanos integrados na zona central da cidade. Dá para montar praticamente todo o roteiro usando transporte público, sem depender de táxi ou Uber, que são bem mais caros. Os bilhetes da zona central valem para metrô, bondes, ônibus, ônibus noturnos e S-Bahn dentro da área urbana, em 2026, o ticket individual custava 3 €. 

Eu usei o Google Maps para simular as minhas rotas e foi bem prático. Mas vale baixar o aplicativo oficial WienMobil, da Wiener Linien, empresa responsável pelo transporte público. Especialmente para comprar tickets, é mais rápido e prático do que comprar nos totens do metrô, às vezes sai até mais barato. Tem a possibilidade de comprar passagens únicas, para uma viagem apenas, até passe anual. Como eu ficaria seis dias em Viena, e andei pra tudo que é lado, para mim valeu muito a pena o passe de uma semana por 25,20 €. 

Uma coisa que deve te chamar atenção é que não há catraca na estação de metrô nem dos outros meios. Quem compra o bilhete físico, valida ele em pequenas maquininhas na entrada do transporte, e quem compra online só precisa verificar se está devidamente ativado, no app mesmo. O meu era um passe semanal, então ficou marcado no aplicativo a data em que começou a valer e a data em que terminaria. Em Viena, nenhum fiscal pediu para checar, mas li relatos de gente que entrou no transporte sem ticket e arcou com uma multa de 100 euros por causa disso — hoje já está até mais caro. 

Atenção: o aeroporto de Viena fica fora da zona central. Isso quer dizer que um bilhete comum da cidade ou alguns passes urbanos podem não cobrir o trajeto completo até o aeroporto, mas a gente te explica no próximo tópico. 

Dicas de Viena

6. E qual a forma mais em conta de sair do aeroporto?

a Aeroporto Internacional de Viena é bem conectado à cidade. Rola de pegar Uber ou táxi para ir ao seu hotel, mas é bem mais barato ir trem, e é fácil também. Basta seguir as plaquinhas do trem na saída da área de embarque, a estação fica no subsolo do terminal e tem totens para comprar ticket ali. 

Eu acho que muita gente pega o City Airport Train (CAT) sem saber que é bem mais caro que o trem convencional, o S-Bahn S7, da ÖBB. O primeiro custava em 2026 € 14,90 e o segundo, € 5,50. 

O CAT liga o aeroporto à estação Wien Mitte em cerca de 16 minutos. O S-Bahn tem paradas intermediárias, mas eu achei bem rápido também, faz esse trajeto em cerca de 25 minutos. E eu achei confortável. Tinha até trens de dois andares.

Há ainda uma informação temporária importante: o site oficial de turismo de Viena informa que, de 7 de setembro de 2026 a 31 de outubro de 2027, o CAT operará com ônibus substitutos devido a obras de modernização. Se a sua viagem for nesse período, confirme a operação antes de comprar o bilhete.

7. Quais atrações vale reservar com antecedência?

Na maioria dos museus de Viena, é possível comprar ingresso na bilheteria local sem dificuldade. Mas vale se adiantar para três: o Museu Sisi, o Palácio de Schönbrunn e o Upper Belvedere. Especialmente em alta temporada, feriados e fins de semana. 

Esses atrativos trabalham com horários marcados de entrada, a reserva pode ser feita nos sites oficiais. Mas se você não se adiantou, não se desespere. Tente chegar cedinho, evitar o final de semana, se possível, e acho bem provável de conseguir horário próximo. 

Se você quer assistir a uma peça na Ópera de Viena, eu recomendo se antecipar cerca de dois meses para escolher um lugar. Eu fui comprar ingresso apenas um mês e uma semana antes e tinha apenas para um evento na semana inteira, e em um assento horrível. Comprei igual e, do meu lugar, não tinha ângulo algum para o palco hehe. 

Se você não se adiantou, pode tentar os "standing room tickets", para quem topa ficar de pé durante o concerto. Não há garantia que vai conseguir, mas o site oficial informa que esses ingressos podem ser adquiridos online ou na bilheteria, a partir das 10h do dia da apresentação. Uma parte do lote fica disponível na bilheteria específica da Operngasse a partir de 80 minutos antes do espetáculo. Pode ter fila. 

Dicas de VienaPalácio de Schönbrunn

8. Vale comprar o Vienna Pass?

O Vienna Pass pode valer a pena para quem pretende fazer um roteiro bem intenso, com várias atrações pagas em poucos dias. Ele é um passe turístico com entrada em mais de 80 atrações, incluindo algumas importantes como Palácio de Schönbrunn (o ingresso básico), Belvedere, Albertina, Leopold Museum, Hofburg, Museu de História da Arte e Museu de História Natural. Também tem passeio de barco e ônibus hop-on hop-off da Vienna Sightseeing. 

O que eu recomendo é fazer as contas antes de comprar. Eu listei as atrações que iria visitar, somei os ingressos avulsos e comparei com o valor do passe para a quantidade de dias da sua viagem. O Vienna Pass tende a compensar se você pretende entrar em muitos museus e palácios. Mas saiba que esse vai ser um roteiro cansativo, se você já está há bastante tempo na Europa, talvez peça arrego hehe. 

Como eu viajei para fazer esse guia, precisava entrar em muitas atrações pagas, então peguei o passe de seis dias e economizei muita grana. Mas assim, não recomendo uma viagem tão corrida, no final da semana eu estava moída hehe. E às vezes vale pegar menos atrações e realmente curtir elas, sabe? 

Também existe uma modalidade do Vienna Pass que não funciona por número de dias consecutivos, mas por número de atrações — chama-se Vienna FLEXI Pass. Vale considerar também. Veja mais informações no site oficial

9. Dá para se virar em Viena com inglês?

O idioma da Áustria é alemão. Isso significa que as atrações e ruas podem ter nomes complicados. Mas a boa notícia é que, nos restaurantes, hotéis e atrativos turísticos, os turistas conseguem se comunicar em inglês mesmo. 

Em lugares menos turísticos, mercados pequenos ou estabelecimentos de bairro, pode haver mais dificuldade com inglês, mas nada que um tradutor no celular não resolva.

Se você quiser aprender algumas palavras básicas em alemão, demonstra gentileza. Expressões como Danke (obrigado/obrigada), Bitte (por favor/de nada), Guten Morgen (bom dia), Guten Abend (boa noite) e Entschuldigung (com licença/desculpe) ajudam a começar bem. 

10. Qual a melhor época para viajar a Viena?

Viena pode ser visitada o ano inteiro, mas a experiência muda muito conforme a estação. A primavera e o outono costumam ser ótimos períodos para caminhar, com temperaturas mais amenas e cidade bonita. O verão tem dias longos, eventos ao ar livre e parques cheios, mas pode ser quente e mais movimentado. O inverno é frio, com dias curtos, mas tem o charme dos mercados de Natal, concertos e cafés acolhedores. 

Independentemente da época, leve calçados confortáveis. Viena é plana em muitas áreas e excelente para caminhadas, mas o roteiro costuma envolver museus grandes, palácios, jardins e deslocamentos a pé entre estações e atrações. No inverno, roupas térmicas e casaco pesado fazem diferença. No verão, protetor solar, garrafa de água e pausas à sombra ajudam bastante. Veja mais dicas no post quando ir a Viena

Dicas de VienaEu peguei temperaturas superiores a 25 graus em maio

11. Viena é uma cidade segura?

No geral, Viena é uma cidade segura para turistas, inclusive para mulheres desacompanhadas. Eu me senti muito tranquila caminhando pela cidade, e peguei transporte público mesmo à noite. A experiência foi excelente. 

Mas é sempre bom tomar certos cuidados, especialmente em áreas muito cheias ou movimentadas, como manter carteiras e celulares em lugares seguros e bolsas sempre fechadas e visíveis aos olhos. Na Europa, assaltos são raros, já furtos são bem mais comuns.

12. Como funcionam as gorjetas? 

Parte dos cafés e restaurantes de Viena não inclui a gorjeta na conta, e é de praxe que o cliente reserve ao menos 10% para o prestador de serviço. Com exceção, é claro, para estabelecimentos como bares e casas noturnas, onde o cliente paga pela bebida no próprio balcão. 

13. Como são as tomadas elétricas em Viena?

Na Áustria, a voltagem normalmente é de 230 volts. Quanto ao formato das tomadas, elas são padronizadas na Europa, com dois pinos arredondados paralelos, dos tipos C e F

Na prática, muitos carregadores brasileiros de dois pinos redondos conseguem encaixar diretamente, especialmente os de celular e notebook. Ainda assim, nem todos os plugs usados no Brasil são compatíveis: modelos de três pinos ou com formato diferente podem exigir adaptador. Para evitar imprevistos, vale levar um adaptador universal ou europeu na mala.

Uma dica extra: leve um carregador portátil. São poucos os pontos turísticos que dispõem de tomada para você carregar seu celular. Em alguns museus, eu vi carregadores portáteis para alugar, mas não era em todos. 

14. Água da torneira é potável?

A água da torneira é potável em Viena e pode ser consumida sem problema em hotéis, apartamentos e restaurantes. Inclusive, no meu primeiro hotel, tinha uma cartinha esclarecendo que a cidade é conhecida pela boa qualidade da água, abastecida em grande parte por fontes alpinas.

Para economizar e evitar comprar garrafas plásticas todos os dias, vale levar uma garrafa reutilizável na mala. Também há fontes públicas de água potável em alguns parques, praças e áreas de grande circulação, especialmente úteis nos dias mais quentes.

15. Como usar internet em Viena?

Se você não tem um plano de telefone muito incrível com internet liberada na Europa, a forma mais prática de ter internet em Viena é comprar um chip internacional ou contratar um eSIM antes da viagem. 

O eSIM costuma ser uma boa opção para quem tem celular compatível, porque permite ativar o plano digitalmente, sem precisar trocar o chip físico. Há planos específicos para a Áustria e também opções válidas em vários países da Europa, úteis para quem vai combinar Viena com outros destinos. Eu usei o da Airalo e não tive problema em nenhum momento. 

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Também é possível comprar um chip local ao chegar, em lojas de telefonia, supermercados, bancas e no aeroporto, mas isso pode tomar tempo no início da viagem. Para quem quer desembarcar já com internet funcionando, o eSIM contratado antecipadamente tende a ser mais cômodo.


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