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Jéssica Weber

Kunsthistorisches Museum

O Kunsthistorisches Museum - Museu de História da Arte de Viena tem uma das coleções de artes visuais mais importantes que há na Áustria, quiçá na Europa. Reúne obras de nomes como Velázquez, Rubens, Rafael, Vermeer, Caravaggio, Ticiano e, especialmente, de Pieter Bruegel. 

O próprio prédio já compensaria a visita. Ele impressiona desde a entrada, com uma escadaria monumental e salões ricamente decorados. Seu café é considerado um dos mais bonitos da cidade, chega a ter fila de espera. Mas é necessário comprar ingresso para conhecê-lo. 

Nesse post, eu te conto tudo sobre a visita ao Kunsthistorisches. Leia também tudo o que fazer em Viena

Kunsthistorisches Museum

Kunsthistorisches Museum: o que esperar

Instalado na Maria-Theresien-Platz, bem em frente ao Naturhistorisches Museum (Museu de História Natural), ele forma, com o edifício vizinho, o famoso conjunto dos "museus gêmeos" de Viena. Inaugurado em 1891 para abrigar as coleções da família imperial dos Habsburgo, o Kunsthistorisches continua sendo um dos grandes símbolos culturais da capital austríaca.

Kunsthistorisches Museum

A enorme escadaria de mármore que leva do hall de entrada às exposições principais já entrega o nível de grandiosidade do museu. Enquanto sobe os degraus, olhe para o alto: o teto é coberto por afrescos exuberantes. No topo da escadaria, está uma das esculturas mais impressionantes do museu: Teseu vencendo o Centauro (Theseus Defeats the Centaur), de Antonio Canova.

Kunsthistorisches Museum

Esculpida entre 1805 e 1819, ela retrata o momento em que o herói ateniense Teseu derrota um centauro durante a batalha ocorrida no casamento do rei Pirítoo. Segundo a mitologia grega, os centauros tentaram sequestrar as mulheres presentes na celebração, incluindo a noiva Hipodâmia, dando início ao confronto. Para os gregos antigos, essa história simbolizava a vitória da razão sobre os instintos mais primitivos.

Kunsthistorisches MuseumA escultura foi originalmente encomendada por Napoleão para Milão. Após sua derrota, foi adquirida pelo imperador Francisco I da Áustria e, antes de chegar ao Kunsthistorisches, ficou exposta no Templo de Teseu, construído especialmente para ela no parque Volksgarten.

O Kunsthistorisches Museum é enorme e reúne coleções de diferentes períodos da história. Além da famosa pinacoteca, há uma ala dedicada ao Egito Antigo, com sarcófagos e esculturas, além de importantes coleções de antiguidades gregas e romanas.

Kunsthistorisches Museum

As galerias são bem organizadas, e praticamente todas as obras contam com placas explicativas. Quem quiser um contexto ainda mais aprofundado pode alugar um audioguia na entrada.

A maior coleção de Bruegel do mundo

Se existe um artista que merece uma visita ao museu por si só, esse artista é Pieter Bruegel, o Velho. O Kunsthistorisches Museum possui a maior coleção do mundo de obras do pintor flamengo, reunida principalmente na Sala 10 do primeiro andar.

Kunsthistorisches Museum

Mesmo quem não entende muito de arte provavelmente vai se divertir observando suas telas. Minha impressão totalmente leiga foi que elas parecem um "Onde Está Wally?" do século XVI: há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que você passa vários minutos descobrindo personagens, pequenas cenas e detalhes espalhados pela pintura. Tenho certeza de que um historiador da arte teria uma definição muito mais sofisticada, mas foi exatamente essa sensação que eu tive.

Entre as pinturas mais famosas da coleção está Hunters in the Snow (Caçadores na Neve), concluída em 1565. A cena mostra caçadores retornando para uma pequena vila acompanhados por cães exaustos, enquanto, ao fundo, moradores patinam sobre lagos congelados e seguem normalmente a rotina em pleno inverno.

Kunsthistorisches Museum

O que realmente impressiona é a atmosfera criada por Bruegel. A paisagem transmite uma sensação constante de frio intenso, é quase possível sentir a temperatura apenas olhando para a tela. Não por acaso, ela é considerada a primeira grande paisagem de inverno da pintura europeia.

Outra parada obrigatória é The Tower of Babel (A Torre de Babel), pintada em 1563. Bruegel criou aquela que se tornou a representação mais famosa do episódio bíblico. A torre ocupa praticamente toda a composição e parece gigantesca diante do pequeno porto retratado ao fundo.

Kunsthistorisches Museum

Quanto mais tempo se observa a pintura, mais detalhes aparecem. O artista representa cuidadosamente trabalhadores, técnicas construtivas, ferramentas e inúmeros processos de construção. A arquitetura também chama atenção por misturar elementos inspirados em edifícios da Roma Antiga com características do estilo românico, criando uma estrutura monumental e impossível ao mesmo tempo.

O café mais instagramável de Viena

Mesmo quem não pretende fazer uma pausa durante a visita, acaba tentado pela beleza do café instalado no Kunsthistorisches. Localizado sob uma das cúpulas do edifício histórico, ele virou uma atração por si só graças ao ambiente elegante e à arquitetura impressionante. 

É um dos cafés mais disputados de Viena e, durante minha visita, perto das 13h, tinha até fila de espera. Atente que para ir ao café você vai precisar de ingresso para o museu. Você pode ver o menu e fazer reserva online neste link

Kunsthistorisches Museum

Ingressos para o Kunsthistorisches Museum

O ingresso do Kunsthistorisches Museum custava, em julho de 2026, 24 euros para adultos diretamente na bilheteria do local. Comprando pela internet, era possível obter um pequeno desconto, pagando 22 euros. Quem pretende visitar várias atrações de Viena pode economizar utilizando o Vienna Pass, que inclui a entrada no museu.

Para fazer valer o investimento, vale reservar ao menos meio período no roteiro para conhecer o acervo com calma. Lembrando que, além das galerias de pintura, ainda há as coleções egípcia, grega e romana, o café histórico e, muitas vezes, exposições temporárias, que podem ser pagas à parte ou não. 

Kunsthistorisches Museum

Maria-Theresien-Platz
Viena
1010
http://www.khm.at

Jéssica Weber

Sou uma jornalista apaixonada por mato e praia, interessada na história dos lugares, na arquitetura das cidades e em comida, é claro. Sou gaúcha, amo fotografar e escrever — tenho mestrado em Escrita Criativa pela PUC-RS. Como uma das editoras do Guia Melhores Destinos, desde setembro de 2022, meu trabalho é turistar pelo Brasil e pelo mundo para dar as melhores dicas :)