Naschmarkt
O Naschmarkt é o mercado de rua mais famoso de Viena, funciona há mais de cem anos. Ele reúne cerca de 130 bancas que vendem queijos, temperos, frutas, vegetais, peixes e seu cheiro inconfundível, doces, tapas e souvenires também — tem bancas exclusivas para comprar presentinhos de Viena e umas lojas com vibe camelô também.
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Mas o que eu acho mais interessante por ali são os pequenos restaurantes: é um lugar massa para almoçar ou, em dias muito quentes como eu peguei, fazer um happy hour na capital austríaca. Uma coisa bem comum por lá é pedir um prato de queijos para beber com vinho em mesinhas na calçada. A Urbanek pode ser uma boa pedida: é uma loja de produtos gastronômicos refinados e queijos, mas também um lendário bar de vinhos.

O Naschmarkt é um lugar especialmente movimentado aos sábados, quando também costuma ocorrer uma feira de antiguidades e artigos usados, em um espaço perto da estação Kettenbrückengasse. Vale a pena conferir a multidão vibrante e colorida, mesmo que você não pretenda comprar nada. Mas eu cheguei meio tarde, no final da tarde, e não vi mais nada, infelizmente.
O que esperar do Naschmarkt de Viena
O Naschmarkt começa na estação de metrô Kettenbrückengasse e termina próximo à estação Karlsplatz. O mercado oferece produtos da culinária local, mas não é exclusivamente o foco. Eu vi mais quitutes árabes do que propriamente austríacos, então tem sabores de várias partes do mundo. Acho que azeitonas e nuts foram as coisas que mais vi. Um vendedor chegou a arremessar uma provinha para um cliente, achei diferente essa abordagem.
Vale experimentar os queijos — alguns vendedores oferecem provinha — e também os topfenzelten, que são uma especialidade de pastelaria austríaca. Parece um pãozinho em forma de disco, bem fofinho, com algum recheio doce. Eu experimentei o de maçã, bem gostoso, e de semente de papoula, que eu achei doce demais, mas é algo muito consumido por lá. Custava 2,90 euros cada em 2026.

Se sua dica não é pegar uma mesa em um dos restaurantes, vale comprar um lanche e ir comer no terraço de um pavilhão do mercado chamado Marktraum. Eu fiz isso, comprei dois topfenzelten e fui comer lá. É um espaço moderno e bem fofo, com canteiros floridos, bancos diferentões, bebedouro e uma vista interessante — está cheio de prédios lindos nessa avenida!
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A história desse mercado é antiquíssima. Já no século 18 existia um mercado de fazendeiros às margens do rio Viena, onde principalmente produtos lácteos eram comercializados. O nome Naschmarkt provavelmente deriva desse uso original da área como mercado de leite. Originalmente, o local era chamado Aschenmarkt — uma referência aos baldes de madeira de freixo (Eschen) usados para vender leite. Em 1916, o Naschmarkt foi transferido de Karlsplatz para sua localização atual.
Naschmarkt: onde comer no mercado de rua de Viena
Se você é fã de peixes, provavelmente vai gostar dos restaurantes Nautilus (que exalava um cheiro maravilhoso) e Umar. Já o Tewa oferece comida orgânica e o Neni é especializado em comida israelense e do Oriente Médio — me pareceu um dos mais populares. Mas já alerto que não é um lugar para economizar, os preços por lá não são mais baratos que no centro histórico.

Eu simpatizei de cara com o Zur Eisernen Zeit, com simpáticas mesinhas na rua e uma área interna que parece congelada no tempo: quadros escritos em giz, luminárias de casa de vó, jornal do dia à disposição para os clientes. e só depois descobri que era o mais antigo restaurante do mercado. Ele funciona desde 1916, oferecendo cozinha vienense clássica e cerveja Murauer recém tirada.

Para alimentar os trabalhadores da construção que ergueram as barracas do mercado, no começo do século passado, esse restaurante abriu suas portas no local onde anteriormente ouro era trocado por ferro para financiar o tesouro imperial: Zur Eisernen Zeit. O nome é tipo ‘na época do ferro’

O ‘Eiserne’ é conhecido pelo goulash vienense, mas eu resolvi pedir outro clássico austríaco que ainda precisava provar: o Tafelspitz. É um prato carne bovina cozida lentamente em caldo, servida nesse caldo também, acompanhada de raiz forte de maçã e batata levemente crocante e macia por dentro. Eu achei uma vibe comfort food, mas na próxima vez pediria outra coisa. Eu não preciso gastar 25 euros para minha barriguinha se sentir reconfortada, ela é bem mais humilde que isso.
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Jéssica Weber